O setor de serviços foi o que apresentou maior geração de postos nesse período, com saldo positivo de 157,7 mil novas vagas, seguido pelo comércio (com geração de 29,8 mil postos) e serviços industriais de utilidade pública (1,7 mil postos)

 

 

O mercado formal de trabalho encerrou junho com recuperação de metade das vagas fechadas entre novembro e janeiro, quando foram cortados no país 797,5 mil postos com carteira assinada - a fase mais crítica para o mercado de trabalho a partir do agravamento da crise externa.

 

No período de fevereiro a junho foram criados 401,3 mil novas vagas no país, garantindo a recuperação de 50,3% do total de postos fechados na virada de 2008 para 2009.

Economistas preveem recuperação mais significativa do emprego no terceiro trimestre, período em que indústria e varejo iniciam os preparativos para o Natal.

Mas ainda há dúvidas se essa melhora será suficiente para recompor as perdas remanescentes da crise.

No acumulado de novembro a junho, o saldo ficou negativo em 396,3 mil vagas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Nesse intervalo, apenas três setores registram recuperação total dos postos de trabalho.

O setor de serviços foi o que apresentou maior geração de postos nesse período, com saldo positivo de 157,7 mil novas vagas, seguido pelo comércio (com geração de 29,8 mil postos) e serviços industriais de utilidade pública (1,7 mil postos).

Os setores de construção e agropecuário apresentaram recuperação parcial das perdas, enquanto a indústria da transformação e a indústria extrativa tiveram o quadro de demissões agravado.

O pior resultado foi da indústria de transformação, que chegou em junho com 498,5 mil vagas fechadas - no período de novembro a janeiro, o fechamento de vagas era menor, de 409,2 mil postos.

Dos 12 subsetores que compõem a indústria de transformação, apenas três apresentaram uma recuperação parcial das perdas - alimentos, bebidas e álcool etílico, com recuperação de 24,5% das perdas totais; calçados, com reabertura de 17,6% dos postos fechados; e borracha, fumo e couros, com recuperação de 38,6% das vagas fechadas entre novembro e janeiro. (Fonte: Valor Econômico)

21-07-2009 | 09:45

O destaque da semana é a reunião do Comitê de Política Econômica do Banco Central, que se reúne na terça e quarta (22) para definir taxa básica de juros (Selic), hoje em 9,25% ao ano. A ata da reunião será divulgada na próxima semana

 

O recesso parlamentar, que começou na última sexta-feira (17) e na prática vai até 2 de agosto, deixará em suspenso os problemas do Senado e os trabalhos da CPI que vai investigar a Petrobras.

 

Desse modo, a Agenda Política das próximas duas semanas não terá informações acerca do Congresso, haja vista que os trabalhos só serão retomados no dia 3 de agosto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá as viagens e participa nesta sexta-feira (24) da reunião de cúpula dos líderes do Mercosul.

O Paraguai será o anfitrião do encontro que marcará o fim de sua presidência semestral do bloco.

A próxima gestão ficará a cargo do Uruguai.

Em pauta, entre outros assuntos, está a tensa situação em Honduras após o golpe de Estado que depôs o presidente Manuel Zelaya, no fim de junho.

Participam da cúpula os líderes de Paraguai, Uruguai, Brasil e Argentina.

Veja, a seguir, os principais eventos políticos desta semana:

Segunda-feira (20)
- Pela manhã, Lula recebe o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e Fernando Haddad (Educação). Ao meio-dia, recebe o presidente de Moçambique, Armando Guebuza. Depois, encontra-se com o presidente da Trip Linhas Aéreas e faz despacho de promoções de oficiais generais. Mais tarde, faz reunião sobre os setores de gás e energia.

- Lula faz reunião de coordenação política. À tarde tem reunião com o conselho diretor do Banco do Brasil e faz visita aos funcionários do banco. Despacha com o ministro da Comunicação, Hélio Costa, seguido do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

- Os ex-prefeitos João Paulo (Recife), Fernando Pimentel (BH) e Marta Suplicy (SP) discutem, em São Paulo, estratégias destinadas a reforçar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República.

- A ministra Dilma Rousseff, participa, até o dia 22, da 4ª Reunião do Fórum de CEOs Brasil-Estados Unidos, em Washington (EUA).

- O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, viaja aos EUA, onde ficará até o dia 22. Lobão terá encontro com o secretário de Energia e visitará a Comissão de Energia do Congresso Americano, em Washington.

- O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef) oficializa pedido ao governo da Rússia para que seja revista política de cotas para importação de frango em 2010.

- O ministro do Trabalho, Carlos Lupi , participa no Rio de Janeiro do Fórum Estadual da Aprendizagem Profissional.

Terça-feira (21)
- O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça e quarta-feira para definir a taxa básica de juros (Selic), hoje em 9,25% ao ano. A ata da reunião será divulgada na próxima semana.

- Pela manhã, o presidente Lula recebe o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e Fernando Haddad (Educação). Ao meio-dia, encontra-se com o presidente de Moçambique, Armando Guebuza. Depois, encontra-se com o presidente da Trip Linhas Aéreas e faz examina as promoções de oficiais generais. Mais tarde, faz reunião sobre os setores de gás e energia.

- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama , reúne-se com os ministros do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, e empresários brasileiros.

- Visita a São Paulo e a Brasília, nesta terça e quarta-feira, do Chanceler de Israel, Avigdor Lieberman.

Quarta-feira (22)
- Lula participa da posse do novo procurador-geral Roberto Gurgel e, em seguida, recebe o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Avigdor Lieberman. Depois, tem reunião com lideranças sociais. Mais tarde, participa do lançamento do Plano Safra de Agricultura Familiar e, depois, recebe o presidente da Petrobras Biocombustiveis, Miguel Rosseto.

- Copom anuncia taxa básica de juros (Selic).

- A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza três leilões de apoio à comercialização de mais dois milhões de sacas de café.

- Ministros da Saúde de aproximadamente 40 países - entre eles o Brasil - reúnem-se no balneário de Cancún, no Caribe mexicano, para estudar opções que permitam frear a expansão da pandemia de gripe suína no mundo.

- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, visita o Brasil. A preocupação do governo israelense com o regime iraniano deve ser um dos temas do encontro entre o chanceler e o ministro Celso Amorim.

- O presidente dos EUA, Barack Obama, concede entrevista coletiva, às 22h (horário de Brasília).

Quinta-feira (23)
- Em São Paulo, Lula concede entrevista à Rádio Globo. Depois, na Fundação Bienal de São Paulo no Parque Ibirapuera, participa da cerimônia de abertura da Bio Brasil Fair, feira de produtos orgânicos. Mais tarde, vai à assinatura de contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). À noite, vai a Assunção, capital do Paraguai.

- O IBGE divulga nível de desemprego em julho.

- Reunião de ministros da Economia e presidentes de bancos centrais do Mercosul, em Assunção, Paraguai.

Sexta-feira (24)
- Em Assunção, participa da Cúpula do Mercosul.

- O IBGE divulga IPCA-15 de julho.

Sábado (25)
- Lula faz reunião bilateral com o presidente paraguaio, Fernando Lugo. O contrato da hidrelétrica de Itaipu deve estar na pauta do encontro.

21-07-2009 | 09:45

 

Governo oferece um ganho real entre 2,5 a 3,5% acima da inflação, somente em 2010, em troca de os aposentados e pensionistas abrirem mão de todas as quatro propostas cujo objetivo é recuperar as perdas dos benefícios do INSS

 

Robson de Souza Bittencourt*

 

O Governo Federal anunciou que, no dia 3 de agosto, apresentará uma proposta de reajuste para os aposentados e pensionistas do INSS.

 

Com uma única idéia, o Planalto quer enterrar quatro proposições que tramitam atualmente no Congresso de interesse dos segurados: PL 1/07, que com a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS), concede a todos os benefícios o mesmo reajuste anual concedido ao salário mínimo; PL 3.299, que extingue o fator previdenciário; PL 4.434, que determina a recuperação de todas as perdas dos benefícios previdenciários; e, ainda, o veto ao PLV 18/06, relativo ao reajuste de 2006, quando o salário foi reajustado em 16,67% e os aposentados tiveram apenas 5,01%.

 

Pelo que divulga a imprensa, o Governo oferece um ganho real entre 2,5 a 3,5% acima da inflação, somente no ano que vem, em troca dos aposentados e pensionistas abrirem mão de todas as quatro propostas citadas.

 

Ainda segundo a imprensa, somente em 2011, após a eleição, o Governo discutiria uma proposta de reajuste decente e definitiva para os 26,4 milhões de aposentados e pensionistas.

 

Ao completar seu segundo mandato e oito anos na presidência, o ex-companheiro Luiz Inácio Lula da Silva não terá cumprido suas promessas de campanha. Apenas no primeiro reajuste que ele concedeu, logo após ser eleito, foi aplicado um índice único para benefícios e salário mínimo.

 

Tampouco Lula cumpre a Constituição da República que determina, em seu artigo 194, IV, a irredutibilidade do valor dos benefícios.

 

Quem se aposentou recebendo quatro salários mínimos e, alguns anos depois, recebe apenas 1,5, certamente não mantém o mesmo poder aquisitivo.

 

Dizer o contrário é fazer escárnio com a inteligência e as condições de vida de milhões de brasileiros que contribuíram por tantas décadas com os valores devidos.

 

E eles são exatos 8,6 milhões de segurados.

 

Sendo assim, a única e definitiva proposta que interessa aos aposentados e pensionistas é a aprovação pela Câmara de Deputados da emenda do senador Paulo Paim ao Projeto de Lei 1/07 e sua posterior sanção pelo presidente da República, concedendo-se, todos os anos, um único reajuste para o salário mínimo e para todos os benefícios do INSS.

 

Nenhuma outra negociação, nenhum outro índice será razoável e nem honesto. Isto por diversas razões.

 

A primeira delas chama-se paridade. Quem contribui sobre determinado valor tem o direito de, cumpridas todas as exigências (unilaterais) da Previdência, receber na mesma proporção.

 

A segunda é a segurança jurídica e social. Na medida em que o INSS paga valores compatíveis, muito mais pessoas terão confiança e incentivo em contribuir com valores maiores. Todos saem ganhando.

 

Outra razão é a existência de recursos mais que suficientes para a Seguridade Social cumprir seu papel. Não existe e nunca existiu rombo algum na Previdência. Muito pelo contrário.

 

É público e notório que este e todos os governos anteriores desviaram recursos para outras finalidades. Só o Governo Lula retira uma média de R$ 60 bilhões por ano, utilizados para pagar dívidas interna e externa.

 

Também não há que se admitir barganhas entre um reajuste digno e eventuais melhorias nas áreas de saúde, habitação, outros direitos do Estatuto do Idoso e sinecuras diversas.

 

Isto lembra a "negociação" dos portugueses com os índios, quando aportaram por aqui há mais de 500 anos.

 

O que está em pauta é apenas e somente o reajuste.

 

Por fim, uma razão de ordem política e verdadeiramente humanitária: chega de tratar o aposentado e o pensionista brasileiro como se fosse um lixo, um peso para a sociedade.

 

Os senadores já aprovaram os três projetos de lei acima relacionados. Na Câmara há um consenso em restituir a dignidade a tantos milhões de brasileiras e brasileiros.

 

Há também a certeza de que a ameaça de "quebra da Previdência" não é só uma balela, mas terrorismo infame de alguns covardes, evidenciando o medo do presidente Lula em relação a 2010.

 

Nas eleições do ano que vem, com certeza, os aposentados e pensionistas mostraram quem merecerá seus votos.

 

Rejeitamos, ainda, qualquer negociação sobre a vida dos aposentados e pensionistas realizada com as centrais sindicais.

 

Elas representam trabalhadores da ativa, nunca os segurados do INSS.

 

Para estes, há mais de 20 anos a Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) é a entidade legítima, com assento em todos os conselhos e órgãos do segmento.

 

Assim, entendemos que a solução definitiva e eficaz está dada: aprovar a emenda de Paim ao PL 1/07.

 

Qualquer outra proposta não é "negociação", mas manobra espúria para manter tudo como d'antes.

 

Confiamos nos senhores deputados e na sanção lúcida e democrática pelo presidente da República.

(*) Presidente da FAP/MG

Fonte: Diap

21-07-2009 | 09:29

 

Descumprimento de Preceito Fundamental

Com os acontecimentos vividos no Município de São Paulo, desde o último dia 16 de junho de 2009, quando a Prefeitura de São Paulo lançou em seu site oficial o Portal da Transparência com o link “De olho nas contas”, colocando na internet o nome e o salário de todos os servidores do município, estamos assistindo a mais um capítulo da triste história de desmoralização do texto consagrado na Magna Carta de 1988. O ato praticado pela Administração Paulistana afronta de forma inadmissível as garantias constitucionais à intimidade (art. 5º, inc. X) e à segurança dos servidores públicos (arts. 5º, caput e inc.XXXIII e 6º, caput).

O absurdo da situação vivida pelos servidores públicos municipais foi retratado com precisão no editorial do jornal O Estado de São Paulo de 20 de junho de 2009, intitulado exagero na transparência: “Kassab acertou ao adotar a transparência plena no trato com o dinheiro público, mas errou feio ao individualizar e pormenorizar os vencimentos dos servidores. Atropelou o direito constitucional à privacidade ao expor um aspecto da vida dos funcionários municipais na internet. Bastava ter lembrado que o respeito total ao cidadão também é devido aos servidores municipais”.

Os servidores não ficaram inertes, procuraram uma manifestação judicial. Em brilhante manifestação, o Desembargador do TJ-SP, Walter de Almeida Guilherme, relator do Mandado de Segurança nº. 180.589-0/1-00 assim se manifestou: “Bem se sabe que a Constituição da República, no artigo 37, impõe à administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obediência ao princípio da publicidade, que, hoje, é traduzido no vocábulo transparência, que, na antiga União Soviética, quando de um primeiro momento de abertura do regime, ficou conhecido como glasnot. E, é absolutamente válido e legítimo que assim seja. Porém, há uma grande distância entre fazer publicar os atos da administração, incluídos evidentemente os gastos orçamentários, e os salários de cada servidor público”.

A Prefeitura de São Paulo tornou a segurança de seus servidores vulnerável e os expôs a um desconforto de se ver diminuído frente a um controle direto, vil e autoritário do Estado. Em apertada síntese, significa largar o servidor público municipal à toda sorte de intempéries decorrentes da vulnerabilidade causada pela referida acessibilidade irrestrita aos dados individuais. De acordo com o Sr. Ministro Ricardo Lewandowski, brilhantemente citado no M.S. nº 180.589-0/1-00,“estamos cada vez mais caminhando para um crescimento, uma hipertrofia dos órgãos estatais e um encolhimento do espaço de atuação do próprio indivíduo. Estamos nos aproximando de 1984, de George Orwell, a passos largos”.

A discussão em torno do assunto ganhou abrangência nacional, haja vista a possibilidade de a idéia ser implementada em todo funcionalismo público nacional. O que deve ficar bem claro é que os servidores públicos do município de São Paulo, como acredito de todo o país, aplaudem de pé a divulgação, a transparência e o controle sério de todos os gastos públicos, inclusive dos salários dos servidores, que como todos sabem constam dos editais dos respectivos concursos e já são públicos. O que não podemos aceitar é essa exposição desnecessária das pessoas, como se estivéssemos vivendo um “big brother” do funcionalismo público.

O Congresso Nacional aprovou, no último dia 15 de julho de 2009, a Lei de Diretrizes Orçamentárias 2010, que prevê em seu artigo 78 e parágrafos a transparência que se espera de todo o Poder Público. Sem pirotecnias e ações de marketing político, o artigo 78 estabelece:

Art. 78. O Poder Executivo, por intermédio do órgão central do Sistema de Pessoal Civil - SIPEC publicará, até 31 de outubro de 2009, com base na situação vigente em 31 de agosto de 2009, e manterá atualizada, nos respectivos sítios na internet, além da estrutura remuneratória, tabela com os totais, por níveis, de cargos efetivos, comissionados e funções de confiança integrantes do quadro geral de pessoal civil, demonstrando, por órgão, autarquia e fundação, os quantitativos de cargos efetivos vagos e ocupados por servidores estáveis e não estáveis e os quantitativos de cargos em comissão e funções de confiança vagos e ocupados por servidores com e sem vínculo com a Administração Pública Federal, comparando-os com os quantitativos do ano anterior e indicando as respectivas variações percentuais.

§ 1º Os Poderes Legislativo e Judiciário, assim como o Ministério Público da União, observarão o cumprimento do disposto neste artigo, mediante atos próprios dos dirigentes máximos de cada órgão, destacando, inclusive, as entidades vinculadas da administração indireta.

§ 2º Os cargos transformados após 31 de agosto de 2009 serão incorporados à tabela referida neste artigo.

§ 3º Não serão considerados como cargos e funções vagos, para efeito deste artigo, as autorizações legais para a criação de cargos efetivos e em comissão e funções de confiança cuja efetividade esteja sujeita à implementação das condições de que trata o art. 169, § 1o, da Constituição.

§ 4º Os Poderes, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público da União também divulgarão na internet, até 31 de janeiro de 2010, e manterão atualizada nos respectivos sítios a relação completa de membros e demais agentes públicos, efetivos ou não.

§ 5º Constarão da relação a que se refere o § 4º deste artigo, pelo menos:

I - nome completo e numero de identificação funcional;

II - cargo e função;

III - lotação e local do exercício; e

IV - ato de nomeação ou contratação e a respectiva data de publicação.

V - carga horária semanal

§ 6º As disposições deste artigo aplicam-se também à administração indireta, incluindo agências reguladoras e conselhos de administração e fiscal.

§ 7º Os instrumentos de contratação de serviços terceirizados deverão prever o fornecimento pela empresa contratada de informações contendo o nome completo, cargo ou atividade exercida, lotação e local de exercício dos empregados na contratante, para fins de divulgação na internet nas condições estabelecidas pelo § 4º deste artigo.

§ 8º O disposto no § 4º deste artigo não se aplica aos casos de agentes públicos cujo exercício profissional é protegido por sigilo, em atendimento à legislação vigente.

Em decisão recente, no caso do Município de São Paulo,o presidente do STF, Sr. Ministro Gilmar Mendes assim se posiciona: “no caso concreto está em saber se a divulgação da remuneração bruta mensal vinculada ao nome de cada servidor municipal, em sítio eletrônico na Internet denominado “De Olho nas Contas”, de domínio da municipalidade, significa:

(1) a concretização do princípio da publicidade (art. 37, CF/88) e o dever de transparência com os gastos públicos; ou

(2) a exposição indevida de um aspecto da vida do servidor público – dado pessoal, protegido pela inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem dos servidores; ou

(3) a violação da garantia da segurança da própria sociedade e do Estado – art. 5º, XXXIIII,CF/88 (sociedade, no caso, constituída pelos servidores públicos municipais e por aqueles que dele dependem)”.
Após a identificação da hipotética colisão de princípios acima identificados, o Sr. Ministro conclui a sua explanação alinhando-se aos anseios do funcionalismo público do Município de São Paulo, ao dizer:

“A forma como a concretização do princípio da publicidade, do direito de informação e do dever de transparência será satisfeita constitui tarefa dos órgãos estatais, nos diferentes níveis federativos, que dispõem de liberdade de conformação, dentro dos limites constitucionais, sobretudo aqueles que se vinculem à divulgação de dados pessoais do cidadão em geral e de informações e dados públicos que podem estar justapostos a dados pessoais ou individualmente identificados de servidores públicos que, a depender da forma de organização e divulgação, podem atingir a sua esfera da vida privada, da intimidade, da honra, da imagem e da segurança pessoal.

Assim, diante do dinamismo da atuação administrativa para reagir à alteração das situações fáticas e reorientar a persecução do interesse público,

segundo novos insumos e manifestações dos servidores, do controle social e do controle oficial, por exemplo, deve-se a municipalidade perseguir diuturnamente o aperfeiçoamento do modo de divulgação dos dados e informações, bem como a sua exatidão e seu maior esclarecimento possível.

Nesse sentido, a Administração poderá sempre buscar soluções alternativas ou intermediárias. No caso em questão, uma solução hipoteticamente viável para a finalidade almejada seria a substituição do nome do servidor por sua matrícula funcional”.

Infelizmente, a decisão do Sr. Ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, nos deixa perplexos, uma vez que, mesmo reconhecendo que houve exagero por parte da administração paulistana, ainda assim, concedeu a suspensão da segurança obtida pelos servidores públicos no TJ-SP com o incrível argumento de que ficou demonstrada a grave lesão à ordem pública em decorrência da retirada dos nomes dos servidores do site da prefeitura de São Paulo. 

O que nos deixa esperançosos é que após as várias manifestações oriundas do Poder Judiciário, excetuando às de caráter meramente político, ninguém dará guarida a medidas que afrontam claramente o Texto Constitucional. Resta-nos aguardar o julgamento do mérito!

Celso Giannasi
Vice-Presidente da FENAFIM Região Sudeste

21-07-2009 | 09:02

A FETRACONSPAR e os Sindicatos de trabalhadores filiados realizaram nesta segunda-feira, 20/07, às 11h00, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/Paraná, em Curitiba/PR, 9ª reunião para definir o percentual de reajuste salarial para os trabalhadores da categoria e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010. A data base é no mês de junho.

Desde que protocolamos a pauta de reivindicações no SINDUSCON PARANÁ, já foram realizadas 07 mesas de negociação, todas sem avanço significativo.

                                   No último dia 07/07, o SINTRACON CURITIBA realizou assembléia com a categoria em Curitiba, oportunidade da qual foi aprovado o INDICATIVO DE GREVE.

                                   Após a assembléia, notificamos o Sinduscon, o Ministério Público do Trabalho e chamamos o Sindicato Patronal na Superintendência do Trabalho-SRTE/PR, para dia 13/07, da qual não compareceram

                                   Dia 15/07, foram realizadas duas rodadas de negociação com o Sinduscon/PR, uma na sede da entidade patronal e outra na SRTE/PR, todas sem propostas satisfatórias.

                                   Ontem (16/07), o Sintracon Curitiba realizou nova assembléia com a categoria e decidiu-se em iniciar a GREVE no próximo dia 21/07 (terça-feira).

                                   Hoje, sexta-feira, teremos nova rodada de negociação com o Sinduscon/PR, às 16:00 horas nas SRTE/PR.

                                   Diante disso, convocamos o nobre Dirigente, para estar presente segunda-feira, dia 20/07, a partir das 14:00 horas em nossa sede, para participar de reunião estratégica sobre o assunto, lembrando que possivelmente o companheiro poderá ficar a semana toda em Curitiba.

                                   Caso o companheiro possa disponibilizar outros dirigentes, desde já agradecemos.

                                   As despesas com deslocamento, bem como a estada em Curitiba, ficará por conta da Fetraconspar.

                                   Sendo o que se apresenta para o momento, nos colocamos a disposição e contamos com a sua presença.

 

Saudações Sindicais,

 

GERALDO RAMTHUN
Presidente

 

 

A todos os Diretores da Fetraconspar e Sindicatos filiados

 

 

 

 

Nesta reunião o empresariado apresentou a seguinte proposta para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010: 7,5% de reajuste salarial, e o vale-compras de R$ 140,00.

Diante do impasse o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Curitiba e Região - SINTRACON, realizará Assembléia hoje (20/07), a partir das 18h00min e caso os trabalhadores rejeitam a proposta patronal, amanhã se inicia a greve na capital paranaense.

Já ficou agendada nova reunião na SRTE, para amanhã 21 de julho de 2009, às 10h00min.

21-07-2009 | 08:57

 

Segundo a Confederação, índice subiu 8,8 pontos em julho; com isso, empresários devem retomar investimentos

 

Pela primeira vez em 2009, o empresário da indústria brasileira está confiante, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta segunda-feira, 20, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). "O crescimento do Icei em julho corrobora a reversão das expectativas negativas e anuncia a recuperação da atividade industrial", afirma a CNI. Para a entidade, com a confiança maior, os empresários deverão retomar investimentos e aumentar a produção.

 

O Icei, que é realizado trimestralmente, teve uma recuperação de 8,8 pontos nesta edição na comparação com a pesquisa anterior, de abril, tendo subido de 49,4 pontos para 58,2 pontos. No mesmo mês de 2008, o indicador foi de 58,1 pontos. Pela metodologia da pesquisa, valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança e valores acima mostram confiança.

 

O indicador cresceu em julho entre os empresários dos três portes de empresas. Nas grandes, o índice passou de 51,8 pontos em abril para 59,4 pontos em julho. No mesmo período do ano passado, o número era de 59,9 pontos. Entre as médias, cresceu de 48,8 pontos em abril para 58,5 pontos. Entre as pequenas, saiu de 46,8 pontos na pesquisa anterior para 56,2 pontos. A pesquisa foi realizada com 1.513 empresas, entre os dias 30 de junho e 17 deste mês.

 

A pesquisa mostra também que, dos 27 setores industriais pesquisados, 25 registraram aumento da confiança. No levantamento anterior, em abril, um terço dos setores teve índice acima dos 50 pontos, o que indica otimismo.

 

Segundo a CNI, a maior confiança foi registrada entre os empresários do setor de outros equipamentos de transporte, com 63,5 pontos. Foi seguido do setor de equipamentos hospitalares e de precisão, com 62,8 pontos, e de limpeza e perfumaria, com 62,2 pontos. Os que registraram os menores indicadores de confiança foram os de couro (44 pontos), madeira (47,4 pontos) e papel e celulose (51,9 pontos).

 

Em relação às condições atuais, o empresário se mostrou menos pessimista do que na pesquisa de abril. Esse indicador saiu de 33,2 pontos para 47,2 pontos, ainda negativo, mas próximo da linha dos 50 pontos. Em relação somente às condições atuais da economia brasileira, o indicador saiu de 27 pontos em abril para 45,7 pontos em julho. No mesmo período de 2008, era de 47,1 pontos. Em relação às condições atuais da própria empresa, o indicador saiu de 36,1 pontos em abril para 48 pontos na pesquisa divulgada hoje, ante 53,2 pontos em julho de 2008.

 

Quando questionados sobre as expectativas para os próximos seis meses, os empresários também se mostraram mais confiantes. Esse indicador ficou em 63,6 pontos em julho, ante 61,6 pontos no mesmo mês de 2008 e 57,6 pontos em abril. A expectativa do empresário em relação à economia brasileira saiu de 52,3 pontos em abril para 60,6 pontos na edição de julho. Em relação à própria empresa, a expectativa para os próximos seis meses é ainda maior, tendo saído de 60 pontos em abril para 65,1 pontos em julho.

Fonte: Agência Estado

21-07-2009 | 08:53

 

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, voltou a afirmar nesta segunda-feira (20) que o país deve fechar o ano com 1 milhão de novos postos de trabalho, influenciado pelo aquecimento do mercado interno e pela retomada da economia mundial.

“A indústria vai reagir, toda a cadeia produtiva está aquecida, os estoque baixaram. O mercado internacional começa a se recuperar, a China voltou a comprar, os Estados Unidos também. Isso me faz acreditar na previsão de 1 milhão de empregos”, disse Lupi, depois de participar do 1° Fórum Estadual da Aprendizagem no Rio.

De acordo com o ministro, embora os dados do emprego, em 2009, estejam abaixo dos registros do ano passado, o mercado de trabalho dá sinais de retomada, com crescimento positivo, de mais de 100 mil postos, por mais de três meses consecutivos.

“É claro que o primeiro semestre foi aquém do que esperávamos em comparação com o mesmo período de 2008. Só que no ano passado não tinha crise. Hoje, apesar da crise, o Brasil gerou 300 mil postos”, completou.

Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na semana passada, o país criou 300 mil novos empregos, no primeiro semestre do ano. No mesmo período do ano passado, foram 1,3 milhão de postos.

Mesmo assim, de acordo com o ministro do Trabalho, o Brasil é o único membro do G20 (grupo dos países desenvolvidos e emergentes) com taxas positivas para o emprego, o que demonstra um bom desempenho do país diante da crise. Com isso, Lupi estima que o país registre um crescimento de 2% este ano. Repórter Isabela Vieira

 

Fonte: Agência Brasil

21-07-2009 | 08:50

Lula disse, na última terça-feira (14), que os técnicos da área econômica estão concluindo os cálculos da proposta que será negociada com as centrais sindicais e as entidades de aposentados e pensionistas. O objetivo da proposta é conceder aumento real para este dois segmentos   

 

O Governo quer elaborar um projeto de lei com uma nova regra para o índice de reajuste dos aposentados que recebem acima do piso do INSS.

 

A ideia é criar uma política de reajuste que tenha o aval das centrais sindicais e das entidades de aposentados e pensionistas, segundo fontes do Governo ouvidas pelo Agora.

Atualmente, os aposentados que recebem o piso do INSS têm o mesmo índice de reajuste do salário mínimo. Os demais benefícios são reajustados de acordo com a inflação - sem aumento real.

As negociações sobre a nova política de reajuste, segundo fontes do Governo, deve começar após o acordo, também com as centrais e com os aposentados, sobre o índice de aumento que será dado em 2010.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, disse que, no dia 3 de agosto, será apresentada a proposta do Governo para o aumento.

O presidente Lula disse, na última terça-feira (14), que os técnicos da área econômica estão concluindo os cálculos da proposta que será negociada com as centrais sindicais e as entidades de aposentados.

O presidente afirmou que o índice será acima da inflação, cerca de 3,64%, segundo previsão do Governo. Se não houver acordo, a Câmara dos Deputados deverá votar no dia 11 o projeto que prevê o mesmo reajuste do mínimo para todos os benefícios. (Fonte: Agora)

20-07-2009 | 10:30

O primeiro semestre de atividades do Senado foi um período de intenso trabalho, apesar da crise institucional que a Casa enfrentou. A afirmação foi feita na sexta-feira (17) pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB/AP), na última sessão antes do recesso parlamentar.

Em seu pronunciamento, chamado por ele de "Uma prestação de contas", Sarney fez um balanço do trabalho legislativo e administrativo realizado pela Casa.

O senador afirmou que a "crise foi personalizada" depois que o jornal O Estado de São Paulo começou uma "campanha pessoal" contra ele, acompanhada pelos demais veículos de comunicação do país.

Lamentou ainda ter perdido o apoio do Democratas, que havia apoiado sua candidatura à Presidência do Senado, cujo mandato assumiu, enfatizou, por convocação de "quase todos os partidos", com o objetivo de "servir ao Senado e ao país".

"Assumi a Presidência do Senado Federal com o duplo desafio de renovar sua estrutura administrativa e restaurar sua atividade política. Infelizmente, avaliei mal".

"As circunstâncias tornaram a reforma administrativa numa pretensa crise de desmoralização do Senado e inviabilizaram a discussão dos grandes temas de nosso momento político".

"Isso não nos impediu de tomar as medidas necessárias para a modernização da Casa e o saneamento dos graves problemas de natureza ética e legal que foram revelados quando começamos a examinar as condições prevalecentes de funcionamento", enfatizou.

Sarney afirmou que em cada um dos três períodos que esteve à frente do Senado, atuou de forma a melhorar a gestão da instituição. Entre as reformas promovidas, destacou a implantação do sistema de comunicação do Senado, formado pela TV Senado, Rádio Senado, Jornal do Senado, bem como o Alô Senado.

Em sua opinião, esses instrumentos contribuem para promover a interação com o povo brasileiro e a transparência da instituição.

Administração
O presidente do Senado enumerou 40 medidas tomadas no semestre sanear a estrutura administrativa da Casa.

Entre elas, citou a economia de R$ 10 milhões em contratos de fornecimento de mão-de-obra; a mudança de diretor-geral e de secretário de Recursos Humanos; a regulamentação das cotas de passagens áreas dos senadores e a restrição na impressão de material gráfico.

Também como medida saneadora, destacou a anulação de 663 atos administrativos não publicados, maior rigor nos processos de licitações, a extinção de 11 secretarias e a regulamentação dos procedimentos de registro eletrônico de horas-extras.

Também a instalação do Portal da Transparência, que apresenta informações sobre contratos, verba indenizatória e gastos do Senado, foi destacada por Sarney.

"Não temos o que esconder, mas o que mostrar. Vamos reduzir não só as nossas despesas, mas os nossos efetivos. Vamos dar às instituições brasileiras um exemplo de uma modernização efetiva. Essa modernização se completará com medidas legislativas, como o novo Regimento Interno", disse Sarney.

Atividade legislativa
O senador destacou ainda as proposições votadas em plenário no primeiro semestre do ano: duas emendas à Constituição, 15 medidas provisórias, 21 projetos de resolução, 64 aprovações de autoridades ou embaixadores, 37 projetos de decreto legislativo e 19 projetos de lei do Congresso Nacional.

A Casa aprovou ainda 188 leis ordinárias, informou, das quais 57 são de economia, 52 de matéria social, 32 sobre assuntos legislativos e 29 abordam temas jurídicos.

Entre tais matérias, o presidente destacou os projetos a criminalização de quem se aproveita de adolescentes expostos à prostituição; o programa Cesta Básica do Livro; a lei sobre os motoboys e mototaxistas; o aumento do rigor nas leis que tratam do abuso de crianças e do crime de corrupção de menores; e a isenção de imposto de renda sobre rendimentos de aposentadoria e pensão para os maiores de setenta anos.

"Foi um semestre de intenso trabalho legislativo, que conseguimos realizar apesar do instituto da medida provisória e da crise política que se personalizou em minha pessoa", disse o presidente do Senado.

Ele concluiu seu pronunciamento com citação do filósofo romano Lucius Aneu Séneca: "As grandes injustiças só podem ser combatidas com o silêncio, a paciência e o tempo". (Fonte: Agência Senado)

20-07-2009 | 10:28

O ex-senador amazonense Gilberto Mestrinho, 81, morreu às 9h10 de hoje, no Hospital Prontocord, em Manaus.

Mestrinho estava internado há mais de duas semanas por conta de uma infecção nos rins.

O boletim oficial com a causa da morte ainda não foi divulgado.

Ele teve uma parada cardíaca por volta de 8h. A equipe médica tentou reanimá-lo, mas ele não resistiu.

Mestrinho começou a carreira política na década de 1950 como prefeito de Manaus, numa época em que os chefes do Executivo Municipal eram escolhidos pelos governadores.

Exerceu o mandato de prefeito, foi três vezes governador do Amazonas e senador por uma legislatura, que terminou em 2007.

Em princípio, a internação se deu por causa da infecção nos rins.

Nos 17 dias que ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Prontocord, ele teve complicações nos pulmões e não melhorou o suficiente para receber alta.

O ex-governador lutava contra um câncer de pulmão.

O filho dele, João Thomé Mestrinho, que vinha acompanhando passo a passo o estado do pai, havia divulgado que os médicos ainda chegaram a dar uma previsão de alta, há duas semanas.

Na última sexta-feira (17), a enfermeira e assessora Ivaneide Ramos, divulgou um boletim médico apontando uma "progressiva melhora, mas sem previsão de alta".

De acordo com esse boletim, o ex-senador estava consciente, lúcido e respondendo bem aos medicamentos.

O velório deve acontecer no Palácio Rio Negro, no Centro da capital. (Fonte: Agência Estado)

20-07-2009 | 10:25