Lula negocia com centrais sindicais reajuste para segurados do INSS - aposentados e pensionistas - que ganham mais de um salário mínimo. Medida é considerada um dos trunfos eleitorais do Governo para 2010

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta rerça-feira (14), que o Governo negocia com as centrais sindicais um aumento real das aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

Antecipada pelo Correio, a medida é uma das apostas de Lula a fim de dar fôlego à campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Entre os outros trunfos eleitorais estão a ampliação dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o pagamento dos reajustes salariais aos servidores públicos da União e o aumento do valor do benefício do programa Bolsa Família, que ainda não tem data para entrar em vigor.

Em nome do Palácio do Planalto, os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, e da Previdência Social, José Pimentel, negociam com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical um ganho real para aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo.

A previsão é de que a bondade seja implantada em janeiro de 2010. Mantidos os números atuais, serão beneficiados 8 milhões de segurados do INSS.

Resta definir o percentual a ser adotado. As centrais querem que a correção seja feita levando-se em consideração a inflação deste ano mais a expansão da economia registrada em 2008, de 5,1%.

Já a equipe econômica alega não ter como arcar com essa fatura. Propõe a inflação do ano passado (5,9%) mais, no máximo, 2,5%.

"Quanto aos que recebem acima do piso, a Constituição de 1988 garantiu a recomposição da inflação, e é isso o que estamos cumprindo rigorosamente. Não há perda".

E mais: "Neste momento, estamos em negociação com as centrais sindicais para definir um novo percentual de aumento para os aposentados que ganham acima do salário mínimo na perspectiva até de ampliarmos os ganhos em relação à inflação", afirmou Lula em sua coluna O Presidente Responde, publicada semanalmente em jornais credenciados pelo Planalto.

Inédito
Se sair do papel, será a primeira vez que Lula dará um aumento real a aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário mínimo.

"Queremos um percentual que possa minimizar as perdas de poder aquisitivo", disse o presidente da CUT, Arthur Henrique.

A entidade também debate com o Governo a instalação de um grupo permanente de negociação, a partir de 2010 ou 2011, para tratar de assuntos de interesse dos aposentados.

Por exemplo: a possibilidade de descontar do Imposto de Renda gastos com medicamentos e garantir gratuidade nas passagens de ônibus interestaduais.

Além do impacto eleitoral, o reajuste real das aposentadorias tem efeito de curto prazo. Destina-se a impedir que deputados aprovem, no segundo semestre, uma série de projetos com impacto bilionário nas contas da Previdência Social.

Alguns dos textos contam com a simpatia da base aliada, inclusive dos petistas.

Um deles, do senador Paulo Paim (PT/RS), acaba com o chamado fator previdenciário (PL 3.299/08), regra que obriga o trabalhador a ficar mais tempo na ativa a fim de não perder muita renda ao se aposentar.

Outro tema em pauta é o veto de Lula ao reajuste de 16% nas aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo.

Caso o veto caia, o INSS terá de pagar, de imediato, uma fatura estimada em R$ 12 bilhões. (Fonte: Correio Braziliense)

16-07-2009 | 09:34

Estudo publicado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) prevê que Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe cairá 1,9% neste ano e elevará o desemprego na região a 9%.

Segundo Alicia Bárcena, secretária executiva da entidade, o mais preocupante é o desemprego. Do início de 2008 ao primeiro trimestre deste ano mais de um milhão de pessoas perderam o emprego em zonas urbanas dos países da região.

O Cepal a estima que a taxa de desemprego aumentará de 7,4% a 9% em 2009, o que deixará mais de 3 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho.

De acordo Bárcena, "o pior já passou" e a atual crise econômica "não será como a grande depressão", mas a recuperação vai ser lenta e gradual.

O relatório aponta que o país que terá maior queda na economia será o México, com 7%, seguido por Paraguai e Costa Rica, ambos com 3%.

Algumas nações, no entanto, apresentarão crescimento, como Bolívia e Panamá (2,5%), Haiti (2%) e Argentina (1,5%). (Fonte: Portal CTB com agências)

16-07-2009 | 09:33

Os juros das operações de crédito para pessoa física e jurídica apresentaram a quinta queda consecutiva em junho, segundo pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e alguns serviços registraram os menores patamares da série histórica da pesquisa, iniciada em 1995, como o cheque especial.

As reduções foram atribuídas pela entidade à redução da taxa básica de juros (Selic), atualmente 9,25% ao ano, e à melhora no cenário econômico.

Das seis linhas de crédito para pessoa física pesquisadas duas ficaram estáveis (cartão de crédito e CDC-Bancos - Financiamento de veículos) e quatro foram reduzidas (juros do comércio,cheque especial, empréstimo pessoal - bancos e empréstimo pessoal-financeiras).

A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma redução de 0,02 ponto percentual no mês (0,52 ponto percentual no ano) correspondente a uma redução de 0,27% no mês (0,39% em doze meses) passando de 7,28% ao mês (132,39% ao ano) em maio para 7,26% ao mês (131,87% ao ano) em junho. Trata-se da menor taxa de juros média desde abril de 2008.

A taxa do cheque especial registrou uma redução de 0,66%, de 7,59% ao mês (140,58% ao ano) em maio para 7,54% ao mês (139,24% ao ano) em junho, a menor da série histórica.

Das quatro linhas de crédito pesquisadas para pessoa jurídica, duas ficaram estáveis (capital de giro e conta garantida) e duas foram reduzidas (desconto de duplicatas e desconto de cheques).

A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma redução de 0,03 ponto percentual no mês (0,57 ponto percentual em doze meses) correspondente a uma redução de 0,72% no mês (0,91% em doze meses) passando de 4,15% ao mês (62,90% ao ano) em maio para 4,12% ao mês (62,33% ao ano) em junho.

É a menor taxa de juros média desde janeiro do ano passado.

Selic
Segundo a Anefac, considerando todas as quedas e elevações da taxa básica de juros (Selic) promovidas pelo Banco Central neste ano houve neste período (dezembro/2008 a junho/2009) uma redução da Selic de 4,50 pontos percentuais (queda de 32,73%) de 13,75% ao ano em dezembro/2008 para 9,25% ao ano em junho/2009.

Neste período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 6,04 pontos percentuais (queda de 4,38%) de 137,91% ao ano em dezembro/2008 para 131,87% ao ano em junho/2009.

Nas operações de crédito para pessoa jurídica houve uma redução de 4,36 pontos percentuais (queda de 6,54%) de 66,69% ao ano em dezembro/2008 para 62,33% ao ano em junho/2009. (Fonte: CorreioWeb)

16-07-2009 | 09:33

Estudantes, centrais sindicais, movimentos populares, professores, e petroleiros que estão na luta em defesa do petróleo e da soberania nacional promovem passeata em defesa da Petrobras e do petróleo brasileiro nesta quinta-feira (16), em Brasília.

A atividade, que terá início às 14h em frente à Catedral de Brasília, integra o 51º Congresso da UNE (Conune) e abre o calendário de lutas aprovado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Além dos estudantes, estarão presentes integrantes da FUP, da CUT, da CTB e da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), como o MST.

O eixo principal da mobilização é assegurar a consolidação do monopólio estatal do petróleo, a reestatização da Petrobrás, o fim das concessões brasileiras de petróleo e gás, garantindo a destinação social dos recursos gerados.

Desde março já foram realizadas, em nove estados do País, manifestações por uma nova lei do petróleo.

"Um dos objetivos do Congresso é ratificar a importância do envolvimento dos estudantes na luta pela soberania nacional. Os estudantes entendem que os recursos do pré-sal podem pagar uma divida social com a sociedade e garantir grande qualidade de vida para a população brasileira, no futuro, e também compreendem que a CPI da Petrobras representa um atraso na mudança da lei do petróleo".

E mais: "Por isso, mais uma vez, os estudantes saem às ruas, certos de que através da união dos movimentos estudantis e sociais, vivenciaremos uma nova mudança histórica no Brasil", declara Lúcia Stumpf, atual presidente da UNE.

"O povo precisa participar das grandes definições sobre o futuro do petróleo e do país, como aconteceu com a campanha 'O Petróleo é nosso' durante a década de 50, que resultou na criação da Petrobras. Precisamos resgatar essa campanha, que culminou em vitória da classe trabalhadora", ressalta José Batista de Oliveira, integrante da coordenação nacional do MST.

O ato faz parte da articulação da campanha "O Petróleo tem que ser nosso!", que pretende realizar um mutirão nacional para debater a necessidade do controle público do petróleo e gás, para melhorar as condições de vida do povo brasileiro e garantir a soberania nacional. (Fonte: MST)

16-07-2009 | 09:32

 

Lula negocia com centrais sindicais reajuste para segurados do INSS - aposentados e pensionistas - que ganham mais de um salário mínimo. Medida é considerada um dos trunfos eleitorais do Governo para10

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira (14), que o Governo negocia com as centrais sindicais um aumento real das aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

Antecipada pelo Correio, a medida é uma das apostas de Lula a fim de dar fôlego à campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

 

Entre os outros trunfos eleitorais estão a ampliação dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o pagamento dos reajustes salariais aos servidores públicos da União e o aumento do valor do benefício do programa Bolsa Família, que ainda não tem data para entrar em vigor.

 

Em nome do Palácio do Planalto, os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, e da Previdência Social, José Pimentel, negociam com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical um ganho real para aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo.

 

A previsão é de que a bondade seja implantada em janeiro de 2010. Mantidos os números atuais, serão beneficiados 8 milhões de segurados do INSS.

 

Resta definir o percentual a ser adotado. As centrais querem que a correção seja feita levando-se em consideração a inflação deste ano mais a expansão da economia registrada em 2008, de 5,1%.

 

Já a equipe econômica alega não ter como arcar com essa fatura. Propõe a inflação do ano passado (5,9%) mais, no máximo, 2,5%.

 

"Quanto aos que recebem acima do piso, a Constituição de 1988 garantiu a recomposição da inflação, e é isso o que estamos cumprindo rigorosamente. Não há perda".

 

E mais: "Neste momento, estamos em negociação com as centrais sindicais para definir um novo percentual de aumento para os aposentados que ganham acima do salário mínimo na perspectiva até de ampliarmos os ganhos em relação à inflação", afirmou Lula em sua coluna O Presidente Responde, publicada semanalmente em jornais credenciados pelo Planalto.

 

Inédito

Se sair do papel, será a primeira vez que Lula dará um aumento real a aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário mínimo.

 

"Queremos um percentual que possa minimizar as perdas de poder aquisitivo", disse o presidente da CUT, Arthur Henrique.

 

A entidade também debate com o Governo a instalação de um grupo permanente de negociação, a partir de 2010 ou 2011, para tratar de assuntos de interesse dos aposentados.

 

Por exemplo: a possibilidade de descontar do Imposto de Renda gastos com medicamentos e garantir gratuidade nas passagens de ônibus interestaduais.

 

Além do impacto eleitoral, o reajuste real das aposentadorias tem efeito de curto prazo. Destina-se a impedir que deputados aprovem, no segundo semestre, uma série de projetos com impacto bilionário nas contas da Previdência Social.

 

Alguns dos textos contam com a simpatia da base aliada, inclusive dos petistas.

 

Um deles, do senador Paulo Paim (PT/RS), acaba com o chamado fator previdenciário (PL 3.299/08), regra que obriga o trabalhador a ficar mais tempo na ativa a fim de não perder muita renda ao se aposentar.

Outro tema em pauta é o veto de Lula ao reajuste de 16% nas aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo.

 

Caso o veto caia, o INSS terá de pagar, de imediato, uma fatura estimada em R$ 12 bilhões. (Fonte: Correio Braziliense)

 

Fonte: Diap

16-07-2009 | 08:57

 

 

"(...) limitar as atribuições do Ministério Público do Trabalho em relação aos sindicatos para que não volte a mesma prática do Ministério do Trabalho, na época do regime de exceção, que praticava intervenção nos sindicatos"

 

O Sindicato dos Frentistas de Osasco reagiu contra a ação do Ministério Público do Trabalho (MTP), que sistematicamente tem atuado para impedir os sindicatos de cobrar as contribuições assistencial e sindical.

 

O sindicato entrou com ação na Justiça contra o Ministério Público do Trabalho para anular o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) feito entre o presidente da entidade e o Ministério Público do Trabalho.

Esta anulação foi baseada no resultado da assembléia da categoria que foi contra a assinatura do TAC.

 

O advogado Marcio Pucu explicou que o Ministério Público chamou o presidente do sindicato, João Guimarães Farias, e comunicou que ele não poderia cobrar as contribuições assistencial e sindical e mandou que ele assinasse o TAC.

 

"Ele assinou o TAC sem a autorização da assembléia de trabalhadores e o Ministério Público não observou este formalismo, que é necessário. Se prevalecesse este TAC o sindicato deixaria de existir por completa falta de recursos e os trabalhadores não teriam seus representantes legais", disse Pucu.

 

O Sindicato dos Frentistas entrou com ação na 3ª Vara do Trabalho de Osasco e a juíza Sandra dos Santos Brasil resolveu extinguir o processo, sem analisar o mérito.

 

Mérito

Entretanto, o Sindicato recorreu ao TRT/SP (Tribunal Regional do Trabalho), da 2ª Região, para uma nova apreciação da questão.


O recurso ordinário já está tramitando na 2ª instância aguardando inclusão pauta para julgamento, ou seja, para ser apreciado o mérito.

 

"A questão", declarou Pucu, "é limitar as atribuições do Ministério Público do Trabalho em relação aos sindicatos para que não volte a mesma prática do Ministério do Trabalho, na época do regime de exceção, que praticava intervenção nos sindicatos".

 

João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, destacou que a ação do sindicato contra o Ministério Público mostra que é possível reagir contra o autoritarismo.

 

"Os sindicatos devem ficar atentos porque qualquer assinatura do TAC prescinde de autorização da assembleia de trabalhadores. Alguns integrantes do Ministério Público do Trabalho perderam o foco de sua atuação quando se voltam contra os sindicatos em vez de atuar com as entidades sindicais para combater o trabalho precário que ainda existe no País", observou Juruna.

 

Representação da categoria

O presidente da Federação dos Frentistas do estado de São Paulo, Luis Arraes, observou que o sindicato não representa apenas os sócios, mas toda a categoria e negocia a convenção coletiva para todos os trabalhadores.

 

"Existem pareceres dos ministros Sepúlveda Pertence e Marco Aurélio, entre outros, argumentando que se o trabalhador que recebe os benefícios não quer que sejam descontadas as contribuições, na verdade, só quer ganhar sem espírito associativo, ou seja, apenas usufrui sem participar da luta reivindicatória de melhores salários e direitos sociais e, pior, goza dos benefícios, cujos custos foram pagos pelos seus companheiros", afirmou Arraes.  (Fonte: Força Sindical)

Fonte: Diap

16-07-2009 | 08:50

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 2108/03, do deputado Walter Pinheiro (PT-BA), que proíbe entidades ou empresas brasileiras ou sediadas em território nacional de estabelecerem contratos com empresas que explorem trabalho degradante em outros países. A proposta agora segue para avaliação do Senado Federal.

Pelo projeto, são considerados degradantes a escravidão, o trabalho forçado, o trabalho infantil e o trabalho em jornadas ilimitadas, assim como todos os demais tipos mencionados em acordos, tratados ou atos internacionais ratificados pelo Brasil.

Avanço
Segundo o relator na comissão, deputado Luiz Couto (PT-PB), o Brasil não pode mais compactuar com empresas que se utilizam desse tipo de mão-de-obra, mesmo que em outros países.

"Esse projeto é um sinal de que nós estamos avançando. Temos muita coisa a fazer ainda, mas já é um passo importante porque a Organização Internacional do Trabalho exige do Brasil uma ação maior para que acabemos de vez com o trabalho escravo em nosso País."

Luiz Couto, que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, explicou que a fiscalização das empresas vai ficar a cargo do Ministério Público, do Ministério do Trabalho e da sociedade civil, por meio dos movimentos de defesa dos direitos humanos.

A responsabilidade de avaliar a situação da empresa com sede no exterior, de acordo com o projeto, é das empresas nacionais. No caso de descumprimento da lei, a entidade ou empresa brasileira fica proibida de firmar contratos com órgãos públicos, de participar de licitações ou se beneficiar de recursos públicos por um período de cinco anos.

Tramitação
O projeto já foi aprovado também nas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Fonte: Agência Câmara

16-07-2009 | 08:48

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2010 está na pauta de hoje da sessão do Congresso Nacional, às 16 horas. A votação inicialmente estava prevista para ontem, mas foi adiada porque não houve acordo entre governo e oposição.

Na Câmara, houve discordâncias do PPS, do PSDB e do DEM quanto ao substitutivo apresentado pelo relator da proposta, deputado Wellington Roberto (PR-PB). Os partidos criticaram três pontos do texto. O primeiro deles é a possibilidade de o governo executar investimentos, no próximo ano, mesmo sem a existência de uma lei orçamentária.

Pelo texto da proposta, já aprovada na Comissão Mista de Orçamento, o Executivo poderá gastar o equivalente a 1/12 por mês dos investimentos previstos. "Isso é um cheque em branco que não estamos dispostos a dar ao governo", disse o deputado Otavio Leite (PSDB-RJ).

O segundo ponto criticado é o dispositivo que autoriza a transferência, para 2010, dos recursos empenhados nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que não forem gastos em 2009. Para o DEM, a medida tem um viés eleitoral. "O governo terá R$ 120 bilhões para gastar em ano de eleição. Isso não é possível", disse o deputado Claudio Cajado (DEM-BA).

Limite para licitações
O último ponto é uma alteração feita pelo relator no dispositivo que trata do limite de preços das licitações, o chamado "custo global de obras e serviços". O parecer do deputado Wellington Roberto permite que as obras e serviços contratados pela União tenham como base a "média dos preços" das tabelas oficiais de insumos.

A LDO atual (Lei 11.768/08) estabelece que o custo das obras deve ser "igual ou inferior" à média de preços de insumos ou serviços que constam nas tabelas do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) e, no caso de obras e serviços rodoviários, do Sistema de Custos de Obras Rodoviárias (Sicro). O Sinapi e o Sicro são administrados, respectivamente, pela Caixa Econômica Federal e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Para o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), essa última mudança vai significar o fim de qualquer referência para os preços das obras públicas. "É um fator de corrupção", acrescenta o deputado Humberto Souto (PPS-MG).

Pouco antes da suspensão da sessão do Plenário do Congresso, técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgaram uma nota técnica para os parlamentares condenando o dispositivo, que na opinião deles vai derrubar "mecanismos explícitos de prevenção do superfaturamento em obras públicas".

Exigência do Senado
Outro motivo para o adiamento de ontem foi a decisão dos senadores da oposição de barrar a votação da LDO 2010 enquanto não for eleito o novo presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado.

Para o deputado Zé Gerardo (PMDB-CE), que integra a Comissão Mista de Orçamento e acompanhou as negociações para votar a LDO, a decisão agora passou para as mãos do governo. Segundo ele, caberá ao Executivo negociar os pontos questionados pela oposição. "Por enquanto, está tudo incerto", afirmou.

Negociações
Claudio Cajado lembrou que os trabalhos na Comissão de Orçamento são pautados por tentativas de acordo em relação a matérias orçamentárias, que devem ser votadas em sessões do Congresso. "A LDO somente foi aprovada na comissão porque as oposições concordaram", ressaltou.

O deputado José Genoíno (PT-SP) ressaltou, no entanto, que as negociações devem ser restritas à LDO e a outros projetos analisados pela comissão mista.

Já o líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), disse que a votação da LDO é o principal objetivo de seu partido para que possa ocorrer o recesso parlamentar, mas lamentou a demora na liberação de verbas destinadas a obras e ações que foram objeto de emendas parlamentares. "Sabemos que o dinheiro é liberado para os ministérios e eles não cumprem as emendas aprovadas no Congresso", disse.


Agencia Camara

15-07-2009 | 11:25

Descontentes com mudanças propostas pela Vale nas regras de seu fundo de pensão, quase 3.100 funcionários da mineradora entraram em greve no Canadá, em operações que pertenciam à Inco, adquirida em 2007 pela companhia brasileira.

A Vale quer mudar o regime que rege o plano de previdência dos trabalhadores, nos mesmos moldes do que fez no Brasil após sua privatização, no final dos anos 90.

A companhia pretende alterar o regime de benefício definido (pelo qual o empregado sabe quanto vai receber na aposentadoria) pelo de contribuição definida (no qual apenas os pagamentos são pré-determinados, mas o valor a receber depende do montante acumulado).

Em nota, a Vale defende a mudança e diz que o "objetivo é estabelecer os incentivos [aos empregados] corretos ao crescimento da produtividade de mão-de-obra, fortalecendo as bases de nossa competitividade no longo prazo e capacidade de continuar a gerar valor e empregos".

Segundo a Vale, a greve afeta 3.073 empregados. (Fonte: Folha de S.Paulo)

15-07-2009 | 09:58

Maior grupo processador de carnes do mundo, o JBS-Friboi demitiu 770 funcionários nas suas unidades de Barretos, Andradina e Presidente Epitácio, de acordo com os sindicatos de trabalhadores das três cidades do interior paulista.

Em Barretos, foram 350 cortes, na quinta-feira passada, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação do município.

Na unidade de Andradina foram demitidos 250 funcionários e em Presidente Epitácio, 170.

A assessoria de comunicação da empresa em São Paulo confirmou apenas 276 cortes em Barretos.

Sobre as outras unidades, disse não ter informações precisas.

Segundo os sindicatos, a empresa não explicou o motivo das demissões. Em nota enviada à Folha, o JBS-Friboi afirmou que os cortes estão relacionados "a um movimento contínuo de melhorias da eficiência da empresa e da modernização de (...) parques fabris".

A nota diz que as demissões não têm relação com a queda nas exportações. Novas unidades do grupo estão certificadas para vender ao exterior.

As demissões ocorreram na mesma semana em que a empresa anunciou a incorporação de cinco unidades no estado de Mato Grosso, aumentando a capacidade de abate do grupo para mais de 26 mil bois por dia no País.

Na frente da unidade de Barretos, segunda-feira à tarde, funcionários que não quiseram ter o nome revelado disseram que os cortes foram feitos no turno da noite.

A reportagem conversou também com demitidos que trabalhavam no turno diurno.

Segundo eles, os rumores sobre os cortes circulavam na empresa havia algum tempo, já que o ritmo de abate estava baixo.

Patrícia Chiarato, 35, que trabalhava no setor de abate em Barretos, afirmou ter sido surpreendida pela demissão, anunciada por seu supervisor na quarta-feira passada.

De acordo com Chiarato, o número de abates caiu desde o início do ano.

Antes, disse, eram abatidos 1.600 bois por dia. Nas últimas semanas, o número caiu para 700. (Fonte: Folha de S.Paulo)

15-07-2009 | 09:57