Durante este mês de julho e agosto, dezenas de sem terra se reúnem em Teresina, no Piauí, para a segunda etapa do curso de Licenciatura em Artes, que acontece no Centro Paroquial do Parque Piauí. A primeira ocorreu entre março e abril do ano passado.

Este é mais um curso realizado a partir do Programa Nacional de Educação para Reforma Agrária (Pronera).

Os cursos, acompanhados pelo MST através do Pronera adequam-se metodologicamente à realidade do homem do campo. Como o primeiro curso de Licenciatura em Artes, com abrangência nacional, desenvolvido pelo movimento, em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Ele é considerado nacional porque participam estudantes do Brasil inteiro: Rio Grande Sul, do Paraná, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Alagoas e o Pará.

Apesar do longo espaço de tempo entre um período e outro, a carga horária é a mesma da UFPI. A diferença é que a graduação se estrutura com base na pedagogia da alternância.

A pedagogia da alternância
"Ocupar terra não é só eu ter um pedaço de chão é ter as condições dignas de se viver. É ter escola. Mas que escola? A gente não quer só um espaço onde possa ter uma sala de aula".

É assim que Ana Emília, acompanhante pedagógica do MST, contesta o atual modelo educacional das escolas e universidades e explica o que o movimento vem construindo há 25 anos como política de educação no campo.

Ana Emília explica que, para o trabalhador rural existe uma outra dinâmica que tem que ser vivenciada e tem que ser respeita.

Por exemplo, dentro dos ciclos agrícolas, como é que você vai tirar o trabalhador da época do plantio, pra poder botar ele na escola?

"Ou ele deixa de plantar ou ele deixa de estudar. Não da pra a gente ser tão: ‘Isto, isso, ou aquilo'. Daí a gente incorpora toda uma discussão dessa dialética, dessa compreensão maior. O trabalhador, o agricultor ele precisa trabalhar pra a gente ter o que comer, pra quem está na cidade também ter que comer. Mas, ele também precisa vivenciar a escola".

O tempo escola
Portanto, a pedagogia da alternância passa por essa dimensão dos tempos, o tempo escola e o tempo comunidade. O primeiro é o momento vivenciado, intenso, a partir dos módulos, correspondente a carga horária de um período. Os alunos assistem às aulas de manhã e à tarde.

À noite, eles participam de um processo de organização interna.

"Nas áreas de assentamento e acampamento a gente está organizado a partir de núcleos de famílias, brigadas e regionais, dentro de um processo democrático, onde tem as representações e tudo. No curso, a gente traz essa mesma dinâmica para ser vivenciada", esclarece.

O curso possui seis núcleos. Em cada um deles, os estudantes escolhem uma pessoa para coordenar, outra para fazer relato dos debates dentro do núcleo, que é o processo de leitura e de estudo, e outras que vão participar das equipes que vão construir a gestão do curso.

"Então, eles também são responsáveis pelo todo do curso, e esse é um processo de formação muito maior, que aí você não tem só a escolarização do saber, ler, escrever e aplicar a técnica. Eles passam a construir as dinâmicas, a coordenação do curso e a participar da gestão", complementa.

O tempo comunidade
O tempo comunidade é para além de pensar no ciclo agrícola e do trabalho. Ele serve para o exercício da prática. Ana Emília explica que os alunos vão associar todo um processo de conhecimento.

Os alunos levam diversos textos para ler, realizam intervenções dentro da comunidade e voltam com trabalhos de pesquisa, a partir dessas vivências.

"A gente sempre trabalha com essa relação teoria e prática permanente. A partir do olhar da realidade, eu detecto um problema. Quando eu tenho uma teoria que pode me ajudar a enxergá-lo, então posso voltar com outras possibilidades de leitura sobre o problema da minha comunidade", argumenta.

O corte na educação
Segundo Ana Emília, a demanda de acampamentos e assentamentos é permanente, pois todo período tem mais gente mobilizada no MST. Só em Pernambuco, são mais de 40 mil famílias assentadas.

"Se você tem esse número de famílias, quantos jovens, adultos, crianças, vão precisar vivenciar a profissionalização?"

Nesse embalo, Emília ainda questiona: por que o corte de 72% no orçamento do Pronera? Por que o poder público se utiliza da burocracia para coibir a contratação de novos projetos? E responde em seguida: "Porque você cancela um processo de formação contínuo da classe trabalhadora e, muito mais, do homem do campo".

Devido a isso, no dia 8/6, o MST fez uma mobilização nacional. Foram feitas ocupações dentro das sedes do Incra, tanto pelo corte quanto pela pressão para a contratação dos projetos de novos cursos que já estão articulados.

"Lá em Pernambuco, a gente fez uma ocupação-escola. Porque ocupar não é só o ato de chegar lá, sentar e tomar um prédio. Que debate a gente faz? Qual é a nossa pauta para com essa instituição? Então a gente foi lá, montou uma sala de aula, levou quadro, levou caderno, levou cadeira e discutiu essas questões".

Subversão
"Uma vez saiu uma reportagem muito ácida dizendo: ‘Como é que gente da mão grossa quer ser doutor'. É negado o tempo todo à classe trabalhadora o direito de viver a educação no Brasil. É esse o embate que a gente sofre. Existe uma luta de classe imposta e é esse o nosso papel, superar essa relação".

A pernambucana diz ainda que a criminalização do MST afeta diretamente o campo educacional da base do movimento.

"À classe trabalhadora, nunca foi dado o direito de escrever sua história, então ler e escrever é uma forma de subversão. E aí, arcar com o impacto disso, é muito forte. Fazer Reforma Agrária não é fácil". (Fonte: MST)

20-07-2009 | 10:22

O Ipea apresenta, nesta segunda-feira (20), seu sexto Sensor Econômico.

Referente ao mês de junho, o indicador aponta uma maior confiança na recuperação da economia brasileira nos próximos 12 meses.

Segundo o Sensor, melhoram as expectativas em relação ao desempenho da indústria e agropecuária, além das contas nacionais.

O indicador será apresentado pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann em São Paulo.

Lançado em fevereiro deste ano com o objetivo de captar, mensalmente, as expectativas econômicas e sociais do setor produtivo brasileiro, o Sensor funciona como uma espécie de termômetro.

O indicador reflete as perspectivas de 115 entidades ligadas à indústria, agropecuária, serviços e comércio, e aos trabalhadores - representantes de 80% do PIB nacional - para a economia nacional.

As consultas com essas entidades são realizadas em todo o Brasil.

Para compor o Sensor Econômico, são enviados, na segunda semana de cada mês, questionários contendo 24 perguntas objetivas.

Cada uma das 24 questões apresenta cinco cenários possíveis: a resposta mais otimista vale 100 pontos; a confiante 50 pontos; a intermediária zero ponto; a adversa -50 pontos; e a mais pessimista -100 pontos.

A soma das pontuações por questão, dividida pelo número de respondentes, indica o cenário médio esperado pelo setor produtivo para os próximos 12 meses.

A soma das questões forma blocos chamados "temas", que apontam para a expectativa do setor produtivo em aspectos como contas nacionais, parâmetros econômicos, empresas do setor e aspectos sociais.

Por fim, a soma ponderada desses quatro aspectos resume o ânimo do setor produtivo para o ano.

Ou seja, informa o valor do Sensor Ipea. (Fonte: Ipea)

20-07-2009 | 10:21

O Estado deve exercer um papel maior nas políticas de desenvolvimento dos países mais pobres do mundo a fim de ajudá-los a sair da crise financeira global.

A conclusão é de um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

De acordo com o documento, será preciso que os governos aprimorem os mecanismos de gestão em seus países para vencer a crise.

O relatório aponta aínda um problema adicional para a maioria dos 49 países menos desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês) do mundo: o crescimento econômico deles não acompanhará o aumento da população neste ano.

"Esta é uma situação muito grave e para lidar com ela será necessário coordenar ações nacionais com ações internacionais", disse Charles Gore, economista da Unctad e um dos autores do relatório.

"A crise expôs mais do que nunca as deficiências do atual paradigma de desenvolvimento", afirmou. "Os LDCs deveriam encarar a crise como uma oportunidade para mudança".

A Unctad diz que os países "em desenvolvimento" precisam ir além da reforma institucional e centralizar-se na boa "governança" - a forma como um país é governado.

Isso deveria ser baseado na participação, na justiça, na honestidade, na responsabilidade por prestar contas, na transparência e na eficiência, afirma o relatório.

Os governos deveriam usar a política fiscal como estímulo para combater a crise e investir em infraestrutura, com a ajuda estrangeira para reduzir os déficits, e encorajar o setor privado a mobilizar recursos, acrescenta.

A Unctad afirmou que os países "em desenvolvimento" deveriam investir no aumento da produtividade agrícola para garantir a segurança alimentar, refletindo preocupações ilustradas pela promessa dos líderes do G8, feita na semana passada, de reservar US$ 20 bilhões ao longo de três anos para ajudar os países pobres a alimentarem a sua população.

O relatório também diz que os países "em desenvolvimento" podem usar a política industrial para fortalecer a indústria - tradicionalmente um ponto fraco das economias africanas - concentrando-se em tecnologia e no conhecimento para desenvolver setores com retorno promissor.

Produtividade
Gore disse que os governos dos países "em desenvolvimento" estavam cada vez mais dispostos a adotar políticas que os possibilitassem a aumentar a produção e o emprego, e que eles poderiam introduzir rapidamente as abordagens defendidas pela Unctad, como estabelecer "coalizões de crescimento interno" entre os setores público e privado.

Entre os países que estão fazendo isso, Ruanda formula uma estratégia nacional, Zâmbia identifica setores prioritários e competitivos, Bangladesh incrementa a produtividade agrícola e as exportações de produtos manufaturados e Malauí passou de importador a exportador de alimentos ao subsidiar fertilizantes, afirmou.

O relatório é baseado em dados do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU prevendo que as economias dos 49 LDCs crescerão 2,7% em 2009, em comparação com uma média de 7,4% ao ano no período entre 2003 e 2008.

À exceção de Bangladesh, responsável por cerca de 25% da produção do grupo, o crescimento será de apenas 2,1%, abaixo do crescimento da população, em razão da queda do PIB per capita, com os países africanos (que dependem mais das commodities) sendo mais duramente atingidos que os países da Ásia. (Fonte: Vermelho, com agências)

20-07-2009 | 10:09

Apesar da desoneração tributária e diminuição do superávit primário de 3,8% do PIB para 2,5%, o economista Rodrigo Ávila, ligado à Rede Jubileu Sul, considera que a política econômica do Governo Lula continua mantendo intactas as garantias aos rentistas.

Ávila cita como exemplo o aumento de R$ 85,8 bilhões na disponibilidade para pagamento de amortizações da dívida, decidida, segundo ele, entre 22 de junho e 6 de julho.

"O aumento é decorrência do repasse ao Tesouro do grande lucro do Banco Central em 2008, que por lei somente pode ser destinado ao pagamento da dívida", comenta.

Como resultado, mais que dobraram os valores reservados para as amortizações efetivas da dívida, que passaram de R$ 82,5 bilhões para R$ 168,3 bilhões.

"Este valor é equivalente a 28 vezes o tão criticado impacto dos reajustes de servidores neste ano, ou 14 vezes os recursos do Bolsa Família programados para 2009. E nem estamos considerando neste cálculo os recursos destinados ao pagamento de juros da dívida", compara

Na outra ponta, o economista destaca a rigidez com que são tratados os temas de maior amplitude social.

"Para evitar a aprovação de projetos que recuperam perdas dos aposentados, o presidente Lula está disposto a conceder no ano que vem um aumento real para os benefícios do INSS acima de um salário mínimo, para apresentar como trunfo eleitoral em 2010".

A equipe econômica propõe um aumento de 2,5%, o que resultaria em um ganho aproximado de R$ 3 bilhões em 2010.

"O valor é ínfimo, se comparado às reivindicações dos aposentados", comenta Ávila.

Os aposentados querem derrubar o veto ao reajuste de 16,67%, aprovado em 2006; o fim do Fator Previdenciário; e a adoção do mesmo índice de reajuste do salário mínimo. (Fonte: Monitor Mercantil)

20-07-2009 | 10:08

Durante 90 minutos de amplas discussões, a Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) participou, na última terça-feira (14), de uma nova rodada de negociações salariais com o Governo Federal.

Em pauta, o reajuste a ser aplicado em 2010 para milhões de aposentados e pensionistas do INSS.

A reunião foi realizada no gabinete do ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luis Dulce, que falou em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na reunião estavam o presidente da Cobap, Warley Martins Gonçalles, seu assessor político Floriano Sá Neto e o deputado federal Henrique Fontana (PT), líder do Governo na Câmara.

Na conversa, o ministro Dulce admitiu que o presidente Lula está sensibilizado com os problemas que afligem os aposentados, reconhecendo que seu Governo ainda não contemplou o segmento.

Nesta decisiva e complicada etapa de negociações, o Governo novamente não apresentou proposta de reajuste, apenas alegou sérias dificuldades econômicas para conceder um reajuste único para todos, conforme prevê a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) ao PL 1/07, que trata da política de recuperação e atualização do salário mínimo até 2023.

Reafirmando a liderança nacional da Cobap, como representante máxima e legítima dos aposentados, Luis Dulce e Fontana disseram que a proposta será concretizada no dia 3 de agosto.

Nessa data, uma nova reunião foi agendada com a Cobap.

"Estamos atentos, firmes e vamos continuar pressionando. Já passou da hora de o Governo fazer justiça aos milhões de brasileiros que deram o sangue pelo crescimento desta Nação", afirmou Warley Martins. (Com Cobap)

20-07-2009 | 10:07

No ano que vem, a folha de salários do Governo Federal deverá ter um aumento da ordem de R$ 16 bilhões, segundo dados que circulam na área técnica do Governo.

O salto é resultado dos reajustes negociados em anos anteriores, a serem pagos em etapas, e das contratações de aprovados em concursos públicos.

A cifra deverá constar do projeto de lei para o Orçamento de 2010, a ser encaminhado ao Congresso no final de agosto.

A mesma proposta prevê um salto de R$ 27 bilhões nas chamadas despesas discricionárias (que não são obrigatórias) do Governo.

Desse montante, a maior parte são investimentos - principalmente os do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deverá somar R$ 22,5 bilhões em 2010, segundo consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Também de acordo com essa lei, as despesas com benefícios previdenciários deverão ter um incremento de R$ 22,2 bilhões.

Outras despesas também deverão crescer em 2010.

O programa Minha Casa Minha Vida, que este ano tem reservados R$ 6 bilhões para subsídios, deverá demandar mais recursos em 2010.

Também está em discussão um reajuste dos benefícios do programa Bolsa-Família, cujo impacto é estimado em R$ 2 bilhões - mas tudo depende do critério de reajuste a ser definido pelo Governo.

Já a área de Educação deverá receber cerca de R$ 3,5 bilhões para o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). (Fonte: Agência Estado)

20-07-2009 | 10:05

 

Um sindicato de trabalhadores foi punido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, por fazer greve sem autorização dos filiados.

 

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região não comprovou ao tribunal que a paralisação iniciada no dia 24 de março foi aprovada em assembleia geral pelos próprios empregados.

 

Os participantes do movimento terão de compensar os dias não trabalhados.

 

A ação de Dissídio Coletivo de Greve foi movida pelo sindicato contra a Etelbrás Eletrônica Telecomunicações, para que fosse declarada a legitimidade da paralisação.

 

Segundo a Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TRT-2, o direito de greve previsto na Lei 7.783/89 não dá aos sindicatos o direito de violar outras previsões da mesma lei.

 

Para a relatora do processo, desembargadora Anelia Li Chum, "deve ser declarada abusividade do movimento grevista em exame, eis que constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na supra referida lei de greve, a teor do que prescreve o seu artigo 14".

 

A decisão é de 17 de junho e foi publicada na última terça-feira (14) no Diário Oficial Eletrônico do TRT-SP.

 

O artigo 14 da Lei 7.783/89 classifica como abuso do direito de greve qualquer "inobservância das normas contidas na presente lei", tais como a necessária convocação de assembleia geral "que definirá as reivindicações da categoria e deliberará sobre a paralisação coletiva da prestação dos serviços", conforme o artigo 4º.

 

Por isso, os juízes da Seção decidiram, por maioria, extinguir o Dissídio Coletivo de Greve, movido pelo sindicato, sem avaliar o mérito da questão.

 

Por unanimidade, porém, eles julgaram a greve abusiva e determinaram a compensação dos dias não trabalhados pelos empregados que aderiram ao movimento. A greve questionada foi a segunda consecutiva organizada pelo sindicato.

 

Quando a primeira ocorreu, a empresa ofereceu prêmio aos trabalhadores que não aderissem à paralisação, o que motivou a entidade a exigir o pagamento do mesmo bônus a todos, pelo princípio da isonomia e pelas regras da Organização do Trabalho e Organização Sindical.

 

Esse foi um dos motivos que levaram à segunda mobilização.

 

O sindicato também alegou haver assédio moral e perseguição contra membros da comissão da fábrica, como dispensas, punições e intimidações sem motivo.

 

Também pediu o pagamento de vale-transporte e vale-refeição referentes aos dias parados da primeira greve, o fim da terceirização dos serviços e o pagamento de adicional de insalubridade.

 

Alegou que a greve não era abusiva e pediu a estabilidade dos grevistas no trabalho por seis meses.

 

Em audiência de instrução ocorrida em 31 de março, o desembargador Nelson Nazar propôs que os trabalhadores voltassem ao serviço, desde que a empresa mantivesse abertas as negociações.

 

A empresa, então, demitiu seis funcionários - um deles por justa causa -, o que foi entendito pelo sindicato como retaliação. A paralisação foi retomada em 9 de abril.

 

A empresa alegou que, a partir dessa data, foram organizados piquetes em frente à fábrica.

 

"Membros do sindicato impediram acesso aos empregados que queriam trabalhar, persistindo ao longo de toda a manhã, inclusive com chutes e outras agressões físicas e verbais desferidas contra os trabalhadores por parte dos que se diziam vinculados ao sindicato", argumentaram os advogados da Etelbrás ao pedirem o interdito proibitório.

 

A empresa ainda afirmou que "não houve assembleia, tanto que o sindicato não junta aos autos a correspondente ata, tampouco listagem de presença de funcionários que aderiam o movimento", o que esvazia as razões do sindicato, diz.

 

Ou seja, o direito de greve cabe aos trabalhadores e não aos sindicatos. A defesa da empresa foi feita pelo advogado Renato Serafim, do escritório Ilario Serafim Advogados.

 

Com a declaração de ilegalidade da grave feita pela Seção de Dissídios Coletivos do TRT-2, o pedido de interdito proibitório feito pela empresa para proteção do prédio de sua sede foi extinto, sem julgamento de mérito.

Fonte: Diap

20-07-2009 | 09:54

 

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (16), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh) disse que o nome da profissão "ocupou papel de destaque de forma pejorativa e depreciativa, ofendendo diretamente uma profissão digna e que merece respeito de toda a sociedade".

 

O comunicado assinado por Moacyr Roberto Tesch Auersvald e Francisco Calasans Lacerda, respectivamente presidente e vice da confederação, diz que "o profissional suporta as altas temperaturas do forno à lenha, numa luta incansável contra o tempo" para "produzir o alimento que sacia a fome de ricos e pobres, sendo intolerável a desvalorização do ofício secular, nascido em Nápoles".

Na quinta à noite, o Sinthoresp, sindicato paulista que abrange a categoria, fez a entrega do comunicado a pizzaiolos em uma pizzaria da Vila Mariana.

 

Já a reação dos senadores qualificados de "pizzaiolos" veio na forma de voto de censura.

Apresentado por Cristovam Buarque (PDT/DF), a ação é meramente simbólica e teve 11 assinaturas - cinco de senadores de base aliada.

 

O requerimento será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça, mas precisa ser aprovado no plenário para ser encaminhado ao presidente.

 

Um voto similar contra o venezuelano Hugo Chávez está parado há um ano e meio.

 

Cristovam disse que pizzaiolos "são aqueles que estão mais próximos do presidente" e que as declarações de Lula "são irresponsáveis e caracterizam um desserviço à nação".

 

O senador José Agripino (DEM/RN) disse que "o destempero verbal de Lula ao chamar os senadores da oposição de "bons pizzaiolos" deveria se referir a ele mesmo".

 

A defesa do presidente coube ao vice-líder do Governo, Gim Argello (PTB/DF): "Se alguém se sentiu ofendido, peço desculpas por antecipação. O negócio é que o presidente fala a linguagem popular", afirmou. Na terça-feira (14), os senadores vetaram uma indicação do Governo.

Na quinta não houve retaliação porque os projetos interessavam aos congressistas: foram aprovados cinco autorizações de empréstimos externos (AM, CE, MG, SP e DF).

Fonte: Folha de S.Paulo

20-07-2009 | 09:42

 

Durante 90 minutos de amplas discussões, a Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) participou, na última terça-feira (14), de uma nova rodada de negociações salariais com o Governo Federal.

 

Em pauta, o reajuste a ser aplicado em 2010 para milhões de aposentados e pensionistas do INSS.

 

A reunião foi realizada no gabinete do ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luis Dulce, que falou em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Na reunião estavam o presidente da Cobap, Warley Martins Gonçalles, seu assessor político Floriano Sá Neto e o deputado federal Henrique Fontana (PT), líder do Governo na Câmara.

 

Na conversa, o ministro Dulce admitiu que o presidente Lula está sensibilizado com os problemas que afligem os aposentados, reconhecendo que seu Governo ainda não contemplou o segmento.

 

Nesta decisiva e complicada etapa de negociações, o Governo novamente não apresentou proposta de reajuste, apenas alegou sérias dificuldades econômicas para conceder um reajuste único para todos, conforme prevê a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) ao PL 1/07, que trata da política de recuperação e atualização do salário mínimo até 2023.

 

Reafirmando a liderança nacional da Cobap, como representante máxima e legítima dos aposentados, Luis Dulce e Fontana disseram que a proposta será concretizada no dia 3 de agosto.

 

Nessa data, uma nova reunião foi agendada com a Cobap.

 

"Estamos atentos, firmes e vamos continuar pressionando. Já passou da hora de o Governo fazer justiça aos milhões de brasileiros que deram o sangue pelo crescimento desta Nação", afirmou Warley Martins. (Com Cobap)

 

Fonte: Diap

20-07-2009 | 09:40

 

Na semana que antecede o recesso parlamentar, o Congresso conseguiu concluir a votação e aprovação do Orçamento para 2010. A novidade, do ponto de vista dos trabalhadores, foi aprovação do novo valor do salário mínimo de R$ 507, que vai vigorar a partir de janeiro.

 

Com isso, os cerca de 18,3 milhões de aposentados que recebem atualmente o piso do INSS, de R$ 465, deverão ganhar um reajuste de 8,9% em janeiro de 2010 e passar a receber R$ 507 de benefício. Recebem salário mínimo no País cerca de 44 de brasileiros, entre ativos, aposentados e pensionistas.

 

Na Câmara, o destaque foi aprovação de nova lei eleitoral. Uma das principais novidades é a liberação do uso da internet nas campanhas, seja para a propaganda de candidatos e partidos ou para a arrecadação de recursos, inclusive por meio de cartão de crédito.

 

Ainda no âmbito da Câmara, a comissão especial que analisa a repercussão da crise mundial sobre a indústria brasileira aprovou parecer do relator, deputado Pedro Eugênio (PT/PE), que faz 23 sugestões para a retomada do crescimento no setor. Entre outras medidas, o texto sugere estímulos às micro e pequenas empresas, à produção industrial local, à oferta de crédito e ao comércio exterior.

 

No Senado, depois de muitos enfrentamentos, a Casa instalou a CPI da Petrobras. Porém, seu funcionamento começará de fato após o recesso, que começa na segunda-feira (27) e termina no dia 31.

 

A Casa aprovou ainda o PLS 507/03, que reconhece os funcionários de escolas como profissionais da educação, mediante habilitação específica. O texto vai à sanção presidencial.

 

Mundo do Trabalho
Central Única dos Trabalhadores (CUT) pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a retirada, do Congresso Nacional, do projeto que cria as fundações estatais, e que poderiam servir para modernizar a gestão de dois mil dos cinco mil hospitais vinculados ao SUS.

 

A CUT é contra a proposta, sob a alegação de que o modelo é neoliberal, privilegia a lógica comercial e busca o lucro. Segundo o presidente da CUT, Artur Henrique, a fundação estatal é "totalmente repelida" pelo movimento sindical e pelos setores da saúde.

 

Indústria de SP
O ritmo de cortes de emprego na indústria paulista desacelerou em junho pelo segundo mês consecutivo, conforme divulgou, nesta quinta-feira (16), a Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp), e a perspectiva é de que essa melhora continue no restante do ano. O emprego na indústria paulista recuou 0,42% em junho sobre maio, o que equivale ao fechamento de 8 mil vagas, segundo dado com ajuste sazonal.

 

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2009 confirmará que a recessão ficou para trás, com um crescimento que pode superar 2% em relação ao trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, segundo as previsões mais otimistas.

 

Desemprego na AL
Estudo publicado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) prevê que Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe cairá 1,9% neste ano e elevará o desemprego na região a 9%.

Juros
Os juros das operações de crédito para pessoa física e jurídica apresentaram a quinta queda consecutiva em junho, segundo pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e alguns serviços registraram os menores patamares da série histórica da pesquisa, iniciada em 1995, como o cheque especial.

 

Benefício social
A Caixa Econômica Federal registrou o maior número de benefícios do Abono Salarial já liberados na história do programa, no calendário 2008/2009. O número de trabalhadores atendidos que receberam o valor de um salário mínimo (R$ 465) é de 12,7 milhões, totalizando R$ 5,2 bilhões.

Fonte: Diap

20-07-2009 | 09:38