Tendência é conceder aumento ainda em 2009; Governo estuda três cenários e cogita adiantar previsão de inflação para 2010. Para presidente, oposição não contestará medida judicialmente por medo de desgaste com o eleitorado mais pobre antes da eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu conceder um reajuste aos benefícios do Bolsa Família ainda neste ano. A tendência é dar um aumento acima da inflação acumulada desde o último reajuste, em julho do ano passado.

Há três cenários em estudo no Governo. O primeiro é oferecer de uma só vez a inflação acumulada desde julho do ano passado mais a previsão de inflação para o ano que vem.

O valor médio do benefício, hoje em R$ 85, poderia ser reajustado para ao menos R$ 95.

No segundo cenário, o reajuste do Bolsa Família seria atrelado a outro indicador econômico, como o salário mínimo. O aumento não ficaria vinculado ao indicador de inflação, que tem apresentado tendência de queda.

Nos últimos 12 meses, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado é de 5,20%.

O IPCA é o indicador oficial da inflação.

O presidente já se comprometeu com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, a repor, pelo menos, a inflação desde o último reajuste.

No terceiro cenário, Lula daria em julho ou agosto deste ano o reajuste relativo aos últimos 12 meses de inflação e faria outro reajuste em julho ou agosto do ano que vem, já no início da campanha eleitoral.

Por ora, a tendência de Lula é optar pelo primeiro cenário, que permitiria oferecer um reajuste com adiantamento de inflação futura, ajudando a aquecer a economia e antecipando recursos aos mais pobres. Também seria o mais vantajoso politicamente.

Nesse cenário, para amenizar eventuais críticas da oposição, o Planalto teria na manga o discurso de que antecipou o reajuste para evitar uma nova ampliação do benefício no ano eleitoral.

Tal ampliação, se feita em 2010, poderia ser alvo de ações judiciais de partidos da oposição contra o Governo.

O Governo, porém, acha que dificilmente a oposição contestará judicialmente um novo reajuste, seja neste ou no próximo ano. Lula avalia que PSDB, DEM e PPS poderiam acusar o Governo de tentativa de uso eleitoral, mas teriam mais a perder politicamente.

A oposição também vai disputar as eleições de 2010 e não desejaria sofrer desgaste diante do eleitorado mais pobre.

Em outubro do ano que vem, haverá eleições para presidente, governos estaduais e do Distrito Federal, dois terços dos 81 senadores, todos os 513 deputados, todas as assembleias legislativas e Câmara Distrital de Brasília.

O Bolsa Família, que atende 11,3 milhões de famílias, é o principal programa social do Governo Lula. Será uma espécie de carro-chefe da eventual campanha da ministra da Casa Civil, Dilma

Rousseff, escolhida por Lula para concorrer à sua sucessão no ano que vem.
O Programa Bolsa Família, que complementa a renda de 11,6 milhões de famílias, custa ao Governo Federal 0,4% do PIB.

No segundo cenário em estudo no Governo, a justificativa seria de que o atual benefício é insuficiente para tirar da miséria parte das famílias beneficiárias.

Aquelas consideradas extremamente pobres (com renda mensal de até R$ 69 por pessoa) recebem o benefício básico de R$ 62, mais R$ 20 por filho (limite de três) e R$ 30 por adolescente (limite de dois).

Os beneficiados pelo programa recebem entre R$ 20 e R$ 182 mensais e, para não perder o direito ao benefício, são obrigadas a vacinar os filhos e mantê-los na escola. Até o final de 2010, a meta do Governo é atender 13 milhões das famílias. (Com Folha de S.Paulo)

 

02-07-2009 | 11:26

As primeiras cédulas do real começaram a circular há 15 anos, no dia 1º de julho de 1994.

Desde então, o País passou por um processo de maxidesvalorização da moeda em 1999 e agora enfrenta a maior crise financeira do mundo desde a Grande Depressão dos anos 1930.

No período, os juros foram o melhor investimento. O CDI, que tem variação muito próxima à taxa básica de juros (Selic), subiu mais de 2.000% desde julho de 1994.

UOL ouviu o ponto de vista de seis influentes personalidades da área econômica a respeito do Plano Real, incluindo suas consequências já em curso e as perspectivas para os próximos anos.

Antônio Delfim Netto, professor emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, ex-ministro da Fazenda, foi deputado federal por cinco mandatos (sendo um como constituinte)

Delfim Netto
UOL - Qual a principal consequência positiva do Plano Real até hoje?
Delfim -
O principal resultado do plano Real foi recuperar a credibilidade da moeda brasileira depois de uma década de erosão contínua e profunda, num processo acelerado de inflação que estava conduzindo a economia brasileira à tragédia de uma hiperinflação.

Manobrando com maestria um engenhoso plano de transição da antiga moeda para o Real, a equipe econômica do Governo Itamar Franco conseguiu convencer a sociedade de que a inflação podia ser controlada e de que era possível voltar a viver com estabilidade monetária.

No Governo seguinte, o plano Real se consolidou e a economia atravessou um longo período de relativa estabilidade. A inflação só voltou a ameaçar no final do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso devido à excitação pré-eleitoral, mas voltou a ser combatida com eficiência nos primeiros meses do Governo Lula, de tal sorte que o país se acostumou na realidade a viver com níveis baixos de inflação.

UOL - Qual a maior falha no Plano Real?
Delfim -
Foi a insistência no uso da política cambial como a âncora que segurou a inflação, especialmente no primeiro mandato de FHC.

Ela exigiu a utilização de uma política de manutenção de taxas de juro internas muito superiores às taxas do mercado mundial, o que atraiu investimentos externos majoritariamente voltados para a especulação financeira de curto prazo.

A conseqüência dessa política foi uma persistente sobrevalorização do Real que sacrificou duramente nossas exportações, especialmente as industriais.

O resultado ao final do Governo FHC todos conhecem: um déficit nas contas externas de US$ 180 bilhões que nos obrigou a fazer vultosos empréstimos no Fundo Monetário Internacional, só resgatados no final do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

UOL - Qual o futuro do real?
Delfim -
Não vejo risco de reversão da política de estabilidade porque a própria sociedade tem demonstrado permanentemente aos Governos que não vai se conformar com o retorno da inflação.

O ponto importante é que temos hoje políticas que combinam essa estabilidade com a indução ao crescimento. A boa condução dessas políticas foi testada e se saiu bem até agora durante esta infeliz e desnecessária crise financeira que importamos.

Minha confiança é maior ainda por duas coisas que talvez muitos brasileiros não se dêem conta e que são fundamentais. Pela primeira vez, o Brasil tem sob "seu controle", em suas mãos, os dois grandes problemas que sempre interromperam o desenvolvimento em sua história: a escassez de energia e as crises de financiamento externo.

Isso se deve à confirmação das quantidades de energia (óleo e gás) existentes e ao alcance de nossa capacidade de extração nas jazidas do pré-sal, técnica e financeiramente. Além de garantir a oferta da energia, seu valor potencial é suficiente para afastar as ameaças de crises em nossas transações correntes com o exterior.

É isso que me permite afirmar que temos pelos menos 25 anos de crescimento pela frente, que poderá ser robusto, comparável ao dos países que mais crescem hoje em dia. E sustentável pelas próximas gerações de brasileiros, se usarmos a nossa inteligência para evitar grandes erros. Os mais jovens provavelmente não lembram, mas o Brasil cresceu durante um bom período no século passado a um ritmo de deixar chinês de olho redondo, de espanto...

Armínio Fraga, sócio-fundador da Gávea Investimentos, ex-presidente do Banco Central (1999-2003)

Armínio Fraga
UOL - Qual a principal consequência positiva do Plano Real até hoje?
Fraga -
Fazer a sociedade, especialmente os mais pobres, entender como é bom ter inflação baixa.

UOL - Qual a maior falha no Plano Real?
Fraga -
Nada que tenha a importância da resposta anterior.

UOL - Qual o futuro do real?
Fraga -
Penso que o real mais estável virou uma conquista da sociedade e que, na sua versão atual, tem chance de sobreviver. Refiro-me ao conjunto de metas para a inflação, câmbio flutuante, estabilidade financeira e responsabilidade fiscal. Se o crescimento do gasto público for contido, as chances aumentam muito.

Gustavo Franco, sócio-fundador da Rio Bravo, ex-presidente do Banco Central (1997-1999)

Gustavo Franco
UOL - Qual a principal consequência positiva do Plano Real até hoje?
Franco -
Hoje o Brasil tem uma moeda nacional da qual pode se orgulhar, e isso se desdobra em um sem numero de conseqüências favoráveis. Antes de 1994, nos não tínhamos moeda; tivemos oito padrões nos últimos 60 anos.

Não é possível falar de distribuição de renda e riqueza, nem de crescimento, em um país com taxa de inflação de 40% ao mês, como tínhamos antes do real. Isso é o que faz a diferença entre Brasil e Argentina.

UOL - Qual a maior falha no Plano Real?
Franco -
Refletindo em retrospecto, acho muito difícil que o Plano real pudesse ter sido feito de modo muito diferente.

UOL - Qual o futuro do real?
Franco -
A gente nunca vai poder dizer que a tarefa está terminada. Sempre a inflação pode ser uma ameaça, mas em grau muito diferente do que era antes. Hoje, e provavelmente e nos próximos 15 anos, o debate não vai ser tanto sobre a inflação, vai ser mais sobre o crescimento. O real não tinha o objetivo de resolver o problema do crescimento, mas ele posicionou o Brasil para ter futuro, ter possibilidade aspirar crescimento econômico e vida melhor para todos os cidadãos do País.

Glauco Arbix, professor do Departamento de Sociologia da USP, ex-presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

Glauco Arbix
UOL - Qual a principal consequência positiva do Plano Real até hoje?
Arbix -
Ter introduzido o Brasil num período de modernidade, em que nós nos afastamos do período de descontrole do país sobre sua própria moeda.

A previsibilidade que uma economia estabilizada permite é muito grande e dá possibilidade de ampliação de investimentos. Já a imprevisibilidade é praticamente incompatível com o investimento. A estabilização favoreceu essa situação, e as empresas brasileiras estão conseguindo se internacionalizar.

Além disso, a rede de proteção social, que é muito sofisticada no Brasil, funciona de determinada maneira com inflação e de outra maneira, sem inflação. Um dos grandes fatores do êxito de um programa como o Bolsa-família na redução da desigualdade é o regime de baixa inflação. Se a inflação comesse 70% dos benefícios do BF, seria muito diferente.

UOL - Qual a maior falha no Plano Real?
Arbix -
O foco na inflação foi exacerbado. Não que a gente deveria ter mais inflação, mas a política macroeconômica não deveria ser apenas voltada para a inflação. Deveria ter sintonia com as políticas de emprego e com o desenvolvimento. Ao longo dos anos 90, não conseguimos fazer isso. Agora, ao longo dos anos 2000, estamos obtendo um equilíbrio muito mais apropriado.

UOL - Qual o futuro do real?
Arbix -
Hoje não tem mais nenhum partido político de peso que defenda que o controle da inflação não é importante. Isso é um ganho político gigantesco. É um elemento que equipara o Brasil a uma série de outros países avançados, ainda que tenhamos que encontrar um equilíbrio entre controle inflacionário e desenvolvimento.

Maílson da Nóbrega, Sócio da Tendências Consultoria Integrada, ex-ministro da Fazenda (1988-1990)

Maílson da Nóbrega
UOL - Qual a principal consequência positiva do Plano Real até hoje?
Nóbrega -
A principal consequência é a vitória, a meu ver irreversível, contra a crônica inflação brasileira. A estabilidade da moeda não é, em si mesma, garantia de crescimento, mas sem ela não há futuro. Ao contrário do que se pensou durante muito tempo no Brasil, a inflação não tem papel relevante no processo de desenvolvimento. É um mal, que gera volatilidade indesejável no PIB, na renda e no emprego, desestimulando o investimento. Provoca ineficiências na economia e concentra a renda. A estabilidade é, pois, condição essencial para o desenvolvimento.

UOL - Qual a maior falha no Plano Real?
Nóbrega -
É difícil apontar falhas no plano. Talvez seus autores devessem ter tido maior preocupação com a situação fiscal. Depois do plano, o setor público começou a apresentar déficits primários que contribuíram para aumentar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto.

A periclitante situação fiscal prevalecente em 1998 contribuiu para tornar mais agudos os efeitos, sobre o Brasil, da crise da Rússia. Os mercados tenderam a comparar a situação brasileira com a russa, cuja crise tivera suas origens no péssimo estado das suas finanças.

Felizmente, a partir do final de 1998, medidas foram adotadas para reverter a tendência explosiva daquela relação. Embora esse esforço tenha resultado essencialmente do aumento de receitas, o fato é que de lá para cá foram afastados os temores de calote na dívida pública.

No Governo Lula, a continuidade da política econômica e a elevação do superávit primário contribuíram para reforçar esse sentimento.

UOL - Qual o futuro do real?
Nóbrega -
Estou convencido de que a estabilidade da moeda veio para ficar. Somente um grande desastre nos colocaria de volta no ambiente de instabilidade vigente nos anos 1980 e 1990, e começo da primeira década deste século.

Há um conjunto de conquistas que criam incentivos à formulação e execução de políticas econômicas responsáveis, a saber: a intolerância da sociedade à inflação, a imprensa livre e independente, a autonomia operacional do Banco Central e os fortes riscos políticos de guinadas populistas na gestão das políticas fiscal e monetária. O pano de fundo desse processo inédito é a democracia, que parece consolidada em nosso país.

Julio Gomes de Almeida, professor de Economia na Unicamp e ex-secretário de política Econômica do Ministério da Fazenda (2006-2007)

Julio Gomes de Almeida
UOL - Qual a principal consequência positiva do Plano Real até hoje?
Almeida - O
Plano Real ajudou a tirar a tradição inflacionária que havia no Brasil e a preservar o rendimento das pessoas; as populações de mais baixa renda são especialmente beneficiadas. Hoje há maior previsibilidade dos investimentos.

UOL - Qual a maior falha no Plano Real?
Almeida -
O que se pode discutir são os métodos que, ao longo do tempo, foram utilizados para obter o resultado de baixa inflação. Acho que foram cometidos erros e acertos nesse percurso. No caso de erro, a persistência de juros muito altos é um fato que ainda está sendo resolvido.

Muitas vezes utilizou-se exagerado nível de juros, o que aumentou muito a despesa do Governo, e isso também gera processo inflacionário porque exige que o Governo aumente a carga tributária, refletindo em custos maiores na produção.

UOL - Qual o futuro do real?
Almeida -
As conquistas do Plano Real estão plenamente consolidadas. Porém, ainda há alguns resquícios de uma economia com memória inflacionária. Há uma indexação que ainda prevalece em muitos contratos de serviços públicos, que algum dia nós vamos ter que resolver, como telefonia, pedágio, energia elétrica e saneamento. Isso não acontece em muitos outros países e nós ainda não conseguimos afastar.

02-07-2009 | 11:26

Proposta aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (30), prevê a instituição de piso salarial nacional de R$ 930 para os Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias com formação profissional em nível médio.

Conforme o PLS 196/09, da senadora Patrícia Saboya (PDT/CE), União, estados, Distrito Federal e municípios ficam impedidos de pagar salário mensal abaixo desse valor para os agentes, considerando jornada máxima de quarenta horas semanais.

Pelo texto, o piso salarial será implantado de forma progressiva e proporcional, no decorrer de doze meses desde a entrada em vigor da lei.

Dentro desse prazo, todos os entes federativos deverão elaborar ou adequar seus planos de carreira para incluir tanto os agentes de saúde e os que fazem o combate às endemias, só podendo haver ingresso de novos agentes nos quadros por meio de concurso público.

O projeto, que agora seguirá para exame na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), também prevê correção anual do piso, sempre no mês de janeiro, pelos índices oficiais de inflação do ano anterior.

A proposta admite que, para integralizar o valor do piso, no prazo de doze meses, os entes responsáveis pela contratação considerem o somatório de qualquer vantagem pecuniária já paga aos agentes.

No entanto, se essa soma ultrapassar o valor de R$ 930, será resguardado o direito dos agentes já empregados em continuar recebendo acima desse valor.

02-07-2009 | 11:25

A construção civil promete ser o motor da economia brasileira nos próximos cinco anos. De olho nas obras da Copa do Mundo, o setor já faz planos para iniciar um novo ciclo de crescimento.

O otimismo tem base nos números bilionários dos projetos.

A definição das 12 cidades que vão receber os jogos da Copa do Mundo animou o setor.

Embora ainda não haja uma estatística oficial sobre o volume de investimentos, os números que circulam apontam para cifras que vão de R$ 60 a 100 bilhões.

Em paralelo, o Governo federal precisará definir todas as obras de infraestrutura exigidas para receber o evento.

Só em transporte serão necessários mais de cerca de R$ 45 bilhões.

Boa parte dos recursos vai para melhorar a mobilidade urbana, como a construção de linhas de metrô, corredores de ônibus e estacionamentos, além do trem-bala ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Outras áreas, como aeroportos, energia elétrica e telecomunicações, terão de ter seus serviços reforçados para evitar um colapso durante o evento. Isso sem contar a ampliação da rede hoteleira.

De qualquer forma, a expectativa é que a Copa impulsione o Produto Interno Bruto (PIB) do País nos próximos anos, como ocorreu em países que já receberam o evento.

Na Alemanha, cujos investimentos ficaram em torno de 10 bilhões de dólares, o impacto no PIB foi da ordem de 0,5 ponto porcentual.

No Brasil, a expectativa é que as obras promovam maior aquecimento da economia, já que as necessidades são bem maiores.

Outro dado importante é que, para cada um milhão de reais de investimento na construção civil, cria-se 33 empregos diretos e 25 indiretos. (Fonte: O Estado de S.Paulo)

 

02-07-2009 | 11:23

Nesta terça-feira (30), a comissão especial sobre a PEC 231/95 aprovou por unanimidade a proposta que reduz a jornada de trabalho d 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário e com aumenta do valor da hora extra de 50% para, no mínimo, 75% do valor da hora normal.

A decisão repercutiu de modo muito positivo no mundo do trabalho.
Mas no mundo empresarial, a decisão não foi bem recebida.

Mesmo com todo debate e vários estudos mostrando que a redução da jornada poderá gerar cerca de 2 milhões de novos postos de trabalhos e ainda produzir benefícios sociais tanto para o trabalho quanto para o capital, os patrões ainda estão aferrados à teses que não encontram respaldo na realidade.

Num tom ameaçador, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) repercutiu a aprovação da proposta na Câmara:

"Redução da jornada de trabalho será obstáculo ao emprego, alerta CNI

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem o correspondente ajuste nos salários, e aumenta o adicional da hora extra de 50% para 75% sobre o valor da hora trabalhada não estimulará a criação de empregos.

APEC aprovada pela comissão especial da Câmara dos Deputados elevará os custos da produção indistintamente em todas as empresas, atividades e regiões do País.

Consequentemente, a proposta representará mais um obstáculo às contratações, ressalta a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A criação de emprego depende de diversos fatores, principalmente de investimentos na produção, de aumento do consumo, de crescimento sustentado e educação de boa qualidade.

Leis não criam empregos.

Especialmente neste momento em que a economia brasileira enfrenta os efeitos nefastos da recessão mundial, a redução na jornada de trabalho, sem o ajuste correspondente nos salários, comprometerá a competitividade das empresas.

‘Estamos especialmente preocupados com o impacto da medida nas micros e pequenas empresas, que não terão condições de absorver ou repassar os custos provocados pela medida', afirma o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.

A Constituição Federal estabelece o limite máximo da jornada em 44 horas semanais e assegura acordos ou convenções coletivas que fixam expedientes menores.

Portanto, empregados e empregadores têm liberdade para ajustar a duração do trabalho às suas reais possibilidades.

Acordos coletivos negociados entre as partes já garantem a várias categorias profissionais jornadas inferiores a 44 horas semanais.

A CNI entende que a livre negociação é o caminho possível e sustentável para a redução da jornada de trabalho e a resposta mais adequada à questão do emprego.

Regras trabalhistas mais modernas e flexíveis desestimularão a informalidade, garantindo direitos básicos a milhões de trabalhadores e segurança às empresas."

02-07-2009 | 11:22

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado realiza, nesta quinta-feira, (2), a partir das 9h, audiência pública para debater a greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciada no dia 16 de junho.

A intenção da audiência é ouvir os representantes do Governo e dos trabalhadores, mediar o conflito e tentar acabar o movimento grevista que prejudica sobremaneira o atendimento da população e o acesso aos benefícios da Seguridade e da Assistência Social.

A greve
A paralisação dos servidores ocorre e é mantida por causa da Medida Provisória 441/08 estabelecer que a jornada de trabalho dos servidores da carreira do Seguro Social passou a ser de 40 horas a partir de 1º de junho e não mais de 30 como era desde 2004.

A MP permitiu a opção por 30 horas, mas, com a redução proporcional do salário.

Os servidores reivindicam a reabertura das negociações com o Governo Federal, com volta da jornada de trabalho em 30 horas semanais sem alteração salarial, a incorporação das gratificações no salário, entre outras demandas da categoria.

Foram signatários do pedido da audiência os senadores José Nery (PSol/PA), Paulo Paim (PT/RS) e Papaléo Paes (PSDB/AP).

Convidados
Para o debate foram convidados o ministro da Previdência Social, José Pimentel; o presidente do INSS, Valdir Moysés Simão;o dirigente da Federação nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho,  Previdência e Assistência Social (Fenasps), Moacir Lopes; e o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins Gonçalves.

02-07-2009 | 11:20

O trabalho e a educação são as principais preocupações dos jovens brasileiros atualmente.

A constatação está no segundo levantamento "Trabalho Decente e Juventude", realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O documento foi elaborado no contexto do Projeto de Promoção do Emprego de Jovens na América Latina (Prejal/OIT) e analisa a situação da juventude no Brasil, no período de 1992 a 2006, apresentando alguns dos mais importantes programas desenvolvidos nessa área.

O trabalho contou com a colaboração de outros representantes do governo, de organizações de empregadores e trabalhadores e de membros do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

Pesquisa
A pesquisa vai subsidiar o início da elaboração da agenda brasileira de trabalho decente para a juventude, uma determinação da OIT, agora estendida para a juventude.

O lançamento da publicação marca a abertura da Oficina Técnica sobre Trabalho Decente para a Juventude, que acontece até esta quinta-feira (2), na sede do MTE.

O objetivo da oficina é iniciar uma reflexão sobre o tema.

No dia 4 de junho último, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que dispõe sobre a criação de um Comitê Executivo Interministerial para a construção do Plano Nacional de Trabalho Decente do Brasil.

O decreto também instituiu um subcomitê para elaborar uma Agenda Nacional de Trabalho Decente para a Juventude. (Fonte: Em Questão)

02-07-2009 | 11:19

 

Brasília - O mercado de trabalho para os jovens brasileiros é marcado por altos índices de informalidade e de desemprego, de acordo com estudo divulgado hoje (1º) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com o relatório Trabalho decente e juventude no Brasil, 67,5% dos jovens entre 15 e 24 anos estavam desempregados ou na informalidade em 2006.

 

Os dados – que têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 1992-2006 – apontam que o déficit era maior entre as mulheres jovens (70,1%) do que entre os homens jovens (65,6%). O índice também era mais acentuado entre jovens negros (74,7%) do que para jovens brancos (59,6%).

 

As jovens mulheres negras, portanto, viviam o que a OIT considera “situação de dupla discriminação” – de gênero e de raça. O desemprego e a informalidade alcançavam 77,9% das pessoas que pertenciam ao grupo.

 

Para a diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, os números podem se agravar ainda mais diante da crise financeira e econômica. Ela lembrou que o Brasil vive, atualmente, um processo de geração de empregos formais, mas em ritmo muito inferior ao que vinha sendo registrado nos últimos anos.

 

Segundo ela, os avanços na agenda de emprego para a juventude foram importantes, mas as desigualdades regionais, de gênero e de raça permanecem. Laís acredita que o desafio consiste não apenas em elevar os graus de escolaridade no país ,mas em melhorar a qualidade da educação.

 

A pesquisa indica que 7% dos jovens brancos tinham baixa escolaridade e que o número mais do que dobrava (16%) quando o recorte era para jovens negros. Em relação à jornada de trabalho praticada pelos 22 milhões de jovens economicamente ativos, 30% trabalhavam mais de 20 horas semanais, o que, em muitos casos, prejudicava o desempenho escolar.

 

“Há uma espécie de círculo vicioso: o jovem não entra no mercado porque não tem experiência, mas para ter experiência ele precisa estar dentro do mercado. Medidas de aprendizagem, por exemplo, são importantes para romper essa barreira de entrada”, avaliou Laís.

 

O relatório destaca como maior desafio integrar programas de caráter emergencial às políticas estruturantes, levando-se em consideração a faixa etária, a escolaridade, o território e as expectativas de cada público. Repórter Paula Laboissière

 

Fonte: Agência Brasil

02-07-2009 | 09:21

 

A construção civil promete ser o motor da economia brasileira nos próximos cinco anos. De olho nas obras da Copa do Mundo, o setor já faz planos para iniciar um novo ciclo de crescimento.

 

O otimismo tem base nos números bilionários dos projetos.

 

A definição das 12 cidades que vão receber os jogos da Copa do Mundo animou o setor.

 

Embora ainda não haja uma estatística oficial sobre o volume de investimentos, os números que circulam apontam para cifras que vão de R$ 60 a 100 bilhões.

 

Em paralelo, o Governo federal precisará definir todas as obras de infraestrutura exigidas para receber o evento.

 

Só em transporte serão necessários mais de cerca de R$ 45 bilhões.

 

Boa parte dos recursos vai para melhorar a mobilidade urbana, como a construção de linhas de metrô, corredores de ônibus e estacionamentos, além do trem-bala ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Outras áreas, como aeroportos, energia elétrica e telecomunicações, terão de ter seus serviços reforçados para evitar um colapso durante o evento. Isso sem contar a ampliação da rede hoteleira.

 

De qualquer forma, a expectativa é que a Copa impulsione o Produto Interno Bruto (PIB) do País nos próximos anos, como ocorreu em países que já receberam o evento.

 

Na Alemanha, cujos investimentos ficaram em torno de 10 bilhões de dólares, o impacto no PIB foi da ordem de 0,5 ponto porcentual.

 

No Brasil, a expectativa é que as obras promovam maior aquecimento da economia, já que as necessidades são bem maiores.

Outro dado importante é que, para cada um milhão de reais de investimento na construção civil, cria-se 33 empregos diretos e 25 indiretos.

Fonte: O Estado de S.Paulo

02-07-2009 | 09:11

 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado realiza nesta quinta-feira, (2), a partir das 9h, audiência pública para discutir a greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciada no dia 16 de junho.

 

A intenção a audiência é ouvir os representantes do Governo e dos trabalhadores, mediar o conflito e tentar acabar o movimento grevista que prejudica sobremaneira o atendimento da população e o acesso aos benefícios da Seguridade e da Assistência Social.

 

A greve
A paralisação dos servidores ocorre e é mantida por causa da Medida Provisória 441/08 estabelecer que a jornada de trabalho dos servidores da carreira do Seguro Social passou a ser de 40 horas a partir de 1º de junho e não mais de 30 como era desde 2004. A MP permitiu a opção por 30 horas, mas, com a redução proporcional do salário.

 

Os servidores reivindicam a reabertura das negociações com o Governo Federal, com volta da jornada de trabalho em 30 horas semanais sem alteração salarial, a incorporação das gratificações no salário, entre outras demandas da categoria.

 

 

Foram signatários do pedido da audiência os senadores José Nery (PSOL/PA), Paulo Paim (PT/RS) e Papaléo Paes (PSDB/AP).

 

Convidados
Para os debates foram convidados o ministro da Previdência Social, José Pimentel; o presidente do INSS, Valdir Moysés Simão;o dirigente da Federação nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho,  Previdência e Assistência Social (FENASPS), Moacir Lopes; e o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (COBAP), Warley Martins Gonçalves.

 

 

Fonte: Diap

02-07-2009 | 09:03