As palestras darão conta dos desafios brasileiros frente à crise, a regulação do sistema financeiro e o atual papel das instituições financeiras com a nova realidade econômica. Maria da Conceição Tavares será uma das palestrantes

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre, nesta semana, seminário promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social em que ministros e economistas brasileiros e estrangeiros discutirão o desenvolvimento do Brasil diante da crise econômica internacional.

 

 

As palestras darão conta dos desafios brasileiros frente à crise, a regulação do sistema financeiro e o atual papel das instituições financeiras com a nova realidade econômica.

 

Devem atrair a atenção as palestras dos economistas Maria da Conceição Tavares, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-deputada federal pelo PT; Ignacy Sachs, polonês naturalizado francês, um dos criadores do conceito de desenvolvimento sustentável; e de James Galbraith, norte-americano que dirige o projeto sobre desigualdades da Universidade do Texas.

 

Convidados também o vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Otaviano Canuto; o diretor-executivo no Fundo Monetário Internacional (FMI), Paulo Nogueira Batista Jr; e o diretor-executivo do Banco Mundial (Bird), Rogério Studart.

 

Os ministros escalados são Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), além do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

 

Nesta semana, os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), e do Senado, José Sarney (PMDB/AP), participarão de seminário sobre o projeto da reforma tributária organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela comissão especial de reforma tributária (PEC 233/08) da Câmara dos Deputados.

 

O evento também contará com a participação de Mantega, especialistas, empresários e deputados ligados à reforma.

 

Depois do feriado do Carnaval, em que os parlamentares emendaram toda a semana, o Congresso volta aos trabalhos. Os deputados devem votar medidas provisórias que trancam a pauta, sendo que a primeira da lista a MP 449 que altera a legislação tributária federal relativa ao parcelamento de dívidas.

Clique aqui e veja programação completa do seminário internacional

 

Veja, a seguir, os principais eventos políticos desta semana:

Segunda-feira (2)
- O presidente Lula estará em São Paulo para dois compromissos: na sede da Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp), recebe o primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, e em Campinas inaugura sistema de tratamento de esgoto.

- O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, deve participar no Rio de Janeiro do 29º Congresso Nacional de Cirurgia.

- O ministro da Educação, Fernando Haddad, participa em Luziânia (GO) da abertura de seminário, que terá como tema central o acesso e a permanência na universidade pública.

- O Ministério Público do Trabalho faz audiência de mediação entre a Embraer e representantes dos empregados em resposta à representação feita pelo sindicato para pedir que as demissões da Embraer sejam desfeitas.

 

Terça-feira (3)
- Em Brasília, o presidente Lula faz reunião de coordenação política. Mais tarde participa da cerimônia de entrega à Organização Mundial da Saúde do relatório sobre a campanha de vacinação contra a rubéola no ano passado.

- A CNI e a comissão especial da reforma tributária (PEC 233/08) da Câmara dos Deputados realizam seminário internacional sobre a proposta de reforma tributária, em discussão na Casa. Participam da abertura do evento o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto (PTB/PE); o presidente do Senado, José Sarney; e o presidente da Câmara, Michel Temer.

 

Quarta-feira (4)
- O presidente Lula participa da primeira reunião do comitê ministerial para elaboração da política nacional de inteligência e reavaliação do sistema brasileiro de inteligência.

- O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e seu colega da Holanda, Camiel Eurlings, participarão do Seminário Internacional Brasil/Holanda sobre Hidrovias, em Brasília, que discutirá o transporte hidroviário.

 

Quinta-feira (5)
- Em Brasília, o presidente Lula abre o Seminário Internacional sobre Desenvolvimento com debates e palestras de ministros, economistas e presidentes de empresas sobre o desenvolvimento do Brasil em meio à crise econômica.

- O Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP) realiza audiência de conciliação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e a Embraer para analisar as 4.200 demissões realizadas pela empresa.

Fonte: Diap

02-03-2009 | 08:43

DA REPORTAGEM LOCAL

A pressão das centrais sindicais sobre o governo Lula para redução de juros, "spread" bancário e impostos revela que as representantes dos trabalhadores estão unidas para tentar amenizar o impacto da crise na economia brasileira, segundo informam as centrais.

Ações como a realização de greve geral de 24 horas e a pressão sobre o governo para a criação de medida provisória que garanta estabilidade no emprego e para fazer as reformas tributária, política e sindical estão na agenda das centrais, o que, segundo as entidades, mostra reação à onda de desemprego.

Artur Henrique, presidente da CUT, ressalta que as centrais vão protestar em conjunto no dia 27 de março, quando haverá um ato internacional em defesa de emprego e renda.

"Em um momento como este, o movimento sindical tem de ter responsabilidade para que, ao mesmo tempo em que faz mobilização, tenha disposição para negociar."

O que não pode ocorrer, segundo o presidente da CUT, é uso da crise "como desculpa" para reduzir jornada e salários. "Isso está errado. Essa condição tem de ser avaliada caso a caso, com aprovação do sindicato de trabalhadores. No caso da Embraer, por exemplo, não houve sequer negociação com o sindicato", afirma.

Sobre a falta de sintonia entre as centrais que atuam no Brasil, ele afirma que as entidades "nunca foram iguais na concepção e na prática". Menciona a diferença entre a CUT e a Força (que defende medidas como a suspensão do contrato de trabalho) e a CUT e a Conlutas (central que se formou a partir de sindicatos dissidentes da CUT e ligados, principalmente, ao PSTU).

"A CUT não quer fazer acordo com central que propõe redução de jornada e de salário ou com central pseudo-esquerdista que só fala mal do governo e não propõe nada para resolver o problema do trabalhador. Estaremos juntos com as centrais que propõem crescimento econômico, geração de emprego e aumento real de salário."

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, acredita que a suspensão do contrato de trabalho se mostrou eficiente na defesa do emprego. "Tal prova é o que ocorreu na Renault, no Paraná. A suspensão do contrato mostrou que estávamos certos em defendê-la porque evitou demissões. Em março, a empresa vai convocar ao menos metade dos metalúrgicos que tiveram contratos suspensos por cinco meses."

Em sua avaliação, o que contribuiu para agravar as demissões no país foi o fato de o governo Lula não exigir contrapartida social para isenções fiscais concedidas a setores empresariais. "Há muitas críticas ao governo FHC, mas, no final dos anos 90, eu e o Marinho [Luiz Marinho, ex-presidente da CUT e hoje prefeito de São Bernardo do Campo] negociamos estabilidade para os empregados do setor automobilístico. Em troca, as empresas conseguiram redução de IPI."

Paulinho não descarta a realização de manifestações "mais radicais" para exigir corte nos juros. Para ele, a crise deve criar um debate sobre o papel dos sindicatos e das centrais no país. "Não estamos passivos. Mas temos de reconhecer que a estrutura sindical é arcaica e precisa de uma reforma para tornar os sindicatos mais fortes e representativos." (CR e FF)

 

Fonte: Folha de S.Paulo (01/03)

 

01-03-2009 | 22:51

Entidades "enferrujaram" durante ciclo de crescimento econômico e se atrelaram ao governo Lula, criticam especialistas

Divergências sobre medidas como redução de salários expõem racha entre centrais como CUT e Força; disputa pode prejudicar trabalhador

FÁTIMA FERNANDES
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL

A atuação das centrais sindicais para enfrentar os efeitos da crise mundial no mercado de trabalho revela despreparo para defender o trabalhador, falta de sintonia com o cenário econômico e social e atrelamento de parte do movimento sindical ao governo Lula -caso da CUT e da Força Sindical, as duas maiores representantes dos trabalhadores do país.

Essa é a avaliação de parte de líderes sindicais e de especialistas que estudam o movimento no país. Para eles, a reação das centrais e de sindicatos é tímida diante da onda de demissões que ocorre no país desde dezembro. O Brasil perdeu 797,5 mil empregos com carteira assinada desde novembro, segundo o Ministério do Trabalho.

Para outra parcela de estudiosos do movimento sindical, as centrais, assim como as empresas, foram pegas de surpresa com a intensidade da crise e tiveram até de aceitar a redução de jornada e de salários para manter empregos -posição defendida pela Força Sindical.

"As centrais sindicais estão enferrujadas. Até setembro do ano passado, o Brasil vivia fase de crescimento econômico e a atitude das centrais era conseguir algo mais para o trabalhador num contexto de expansão. A crise pegou os sindicatos e as centrais desprevenidos para preservar os direitos trabalhistas em uma fase de retração econômica", afirma Ricardo Antunes, professor de sociologia do trabalho da Unicamp.

O que pesa ainda contra o trabalhador, diz ele, é o fato de a Força e a CUT serem "prisioneiras" do governo Lula -cutistas ocupam cargos no governo petista, e sindicalistas ligados à Força, no Ministério do Trabalho. "As centrais ficam também acuadas porque conseguiram vantagens desse governo, como o imposto sindical, que foi estendido a elas."

Em 2008, entrou no caixa de sindicatos, federações, confederações e centrais cerca de R$ 1 bilhão arrecadado com o imposto sindical recolhido de forma obrigatória dos trabalhadores -o valor corresponde a um dia de trabalho. Ao mudar a lei e reconhecer as centrais, o governo Lula permitiu, em 2008, pela primeira vez, que elas recebessem uma fatia no imposto. Até agosto, as centrais receberam R$ 55,6 milhões.

Quando os empresários sentiram o agravamento da crise, diz Antunes, fizeram ajustes, como corte de investimentos, produção e emprego. "Como os sindicatos estavam dessintonizados com o movimento da economia, acreditaram, equivocadamente, que era hora de preservar o mínimo, como aceitar a redução de jornada e de salário. Mas o trabalhador não pode ser penalizado pela crise. E o corte nos lucros das empresas, como fica?"

Posição defensiva
A brusca mudança no cenário econômico, ressalta Wilson Amorim, coordenador de pesquisas da FIA (Fundação Instituto de Administração), levou os sindicatos e as centrais a mudarem rapidamente da posição propositiva para a defensiva.

"Em vez de pressionar por aumento de salário, tentam evitar demissões. Se há algo que o movimento sindical no Brasil sabe fazer é negociar. E a negociação, em um momento de crise como este, tem de ser feita de forma descentralizada, já que a crise atinge setores econômicos de maneiras diferentes", afirma Amorim.

A crise deve contribuir para que o movimento sindical passe por um processo de "amadurecimento", segundo avaliam os especialistas e reconhecem os próprios líderes sindicais.

O que pode ocorrer é uma reestruturação no cenário sindical, com o crescimento de centrais mais ligadas à esquerda e de organizações até então consideradas inexpressivas.

Com o agravamento da crise, as centrais podem ir às ruas para "marcar presença" -e até com certo "atraso", na avaliação de alguns especialistas. Até então, não houve nos dois mandatos de Lula tantas manifestações e críticas ao governo.

"No governo FHC sequer éramos recebidos. No governo Lula, conseguimos construir uma política para o salário mínimo, a correção da tabela do Imposto de Renda, a legalização das centrais e discutir o Bolsa Família. Houve ganhos para o movimento sindical", diz Artur Henrique, presidente da CUT. "Mas criticamos quando é preciso criticar. O governo reduziu o IPI para os carros, só que faltou cobrar a contrapartida de garantia de empregos."

A discussão em torno da redução de jornada e salários, para evitar demissões, encampada pela Força e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), reforçou, segundo estudiosos, o racha que existe entre as centrais sindicais -o que é ruim, neste momento, para o trabalhador. CUT, Conlutas, CTB e CGTB não aceitam a redução salarial. Enquanto Força e UGT aceitam medidas previstas na lei.

 

Fonte: Folha de S.Paulo (01/03)

01-03-2009 | 21:57

Na próxima sexta-feira (27) encerra o prazo para a apresentação de emendas ao projeto apresentado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), o PLS 36/09, que altera o Código Penal para tipificar práticas antissindicais. O projeto estipula pena de detenção entre seis meses a dois anos, além de multa e do cumprimento da pena correspondente à violência, a quem atentar contra a liberdade sindical. A matéria terá decisão terminativa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

 

Segundo o projeto, atentar contra a liberdade sindical é impedir alguém, mediante fraude, violência ou grave ameaça, de exercer os direitos inerentes à condição de sindicalizado. Também cometerá esse tipo de atentado quem exigir, quando da contratação, atestado ou preenchimento de questionário sobre filiação ou passado sindical.

 

Da mesma forma, cometerá crime quem dispensar, suspender, aplicar medidas disciplinares injustas, alterar local, jornada de trabalho ou tarefas do empregado por sua participação lícita na atividade sindical, inclusive em greves. A pena será aumentada entre um sexto e um terço se o trabalhador que sofrer atentado na sua liberdade sindical for dirigente de sindicato ou suplente, membro de comissão ou porta-voz do grupo.

 

Em junho de 2007 o Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou recomendações feitas pelo Comitê de Liberdade Sindical, atendendo representação feita pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). A entidade brasileira encaminhou o documento ao comitê após professores grevistas terem sido demitidos de universidades brasileiras.

 

O comitê enviou informe ao governo cobrando a adoção de medidas para a apuração do caso e sugeriu a reintegração dos demitidos em seus postos de trabalho, caso haja a constatação de que o fato motivador tenha sido o exercício de atividades sindicais legítimas. Valadares explica que seu projeto procura assegurar que o Brasil cumpra compromisso assumido internacionalmente de implantar política de combate aos atos antissindicais.

 

O Código Penal brasileiro já tipifica o crime de atentado contra a liberdade de associação para aquele que constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a participar ou deixar de participar de determinado sindicato ou associação profissional. Porém, não existe punição prevista para os casos de atos antissindicais, lacuna que o senador pretende corrigir.

 

"Não se trata de estabelecer tipo penal para quem impedir o trabalhador de participar ou deixar de integrar sindicato ou associação profissional, mas de sancionar todo aquele que impedir o trabalhador de exercer os direitos inerentes à condição de sindicalizado", explica Antônio Carlos Valadares.

Fonte: Agência Senado

26-02-2009 | 09:14

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4579/09, do deputado Dr. Pinotti (DEM-SP), que amplia o prazo máximo do estágio para três anos e torna obrigatória a concessão de auxílio-alimentação ao estagiário pela empresa concedente.

A proposta altera a Lei do Estágio (11.788/08), que estabelece em dois anos a duração máxima de estágio em uma mesma instituição. Entre os benefícios previstos atualmente na lei está a concessão do vale-transporte. A legislação atual não prevê a obrigatoriedade do auxílio-alimentação para estagiários.

Na opinião do parlamentar, a nova legislação, que está em vigor desde setembro de 2008, representou significativo avanço para os estudantes. O deputado acredita, no entanto, que a lei necessita de pequenos ajustes para tornar mais proveitosa a experiência tanto para o estagiário quanto para a empresa concedente.

Experiência profissional
Para Pinotti, o prazo máximo de estágio não considera as necessidades de formação das diferentes áreas, as possibilidades de distintas configurações curriculares e até o interesse do próprio estagiário em aprofundar sua experiência profissional em uma mesma organização.

"É conveniente ampliar em pelo menos mais um ano a duração máxima do estágio em uma mesma organização para que o futuro profissional tenha maior qualidade de formação teórica e prática", avalia.

Já quanto à concessão de auxílio-alimentação, Pinotti se preocupa com o fato de que a bolsa concedida ao estagiário, em geral, não é suficiente para as suas despesas básicas, o que compromete sua alimentação.

"Trata-se, portanto, de um problema de ordem pública, já que uma alimentação inadequada pode representar sérios riscos à saúde de nossos jovens", pondera.

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Educação e Cultura; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

26-02-2009 | 08:56

 

A crise financeira global motivou o senador Paulo Paim (PT-RS) a apresentar projeto de lei (PLS 40/09) para preservar o emprego e o valor da remuneração dos trabalhadores de empresas afetadas pelo problema. A estratégia passa pela criação de um incentivo fiscal no âmbito do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e será analisada pelas Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), cabendo a esta decisão terminativa.

 

Pela proposta, a empresa tributada com base no lucro real que, em função de expressiva diminuição de receita, reduzir a jornada de trabalho de seus empregados terá direito a dedução do IR devido. Mas o benefício só vai valer se a empresa comprovar prejuízos decorrentes da crise financeira global e se a medida não levar ao corte proporcional da remuneração e do número de empregados.

 

Essa dedução será restrita ao valor da remuneração das horas de trabalho reduzidas e será efetivada a cada período de apuração do imposto devido. O PLS 40/09 proibe ainda, para fins de apuração do lucro real, a dedução dessa parcela como despesa operacional.

 

Além dessa vantagem, Paim preocupou-se em assegurar, no projeto, preferência a esses empreendimentos na obtenção de recursos em programas executados por estabelecimentos federais de crédito, especialmente junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

"O presente projeto, ao conceder incentivo fiscal às empresas, pretende beneficiar os setores mais afetados pela crise e, desse modo, preservar milhares de postos de trabalho", argumentou na justificação da matéria.

Fonte: Agência Senado

26-02-2009 | 08:53

 

É preciso ter trabalhado pelo menos seis meses para obter o benefício. Valor do seguro varia entre R$ 465 e R$ 870, dependendo do salário 

 

Diante da onda de demissões provocada pela crise financeira internacional, o DIAP elaborou uma série de perguntas e respostas sobre o que fazer para receber o benefício do seguro-desemprego.

 

Na semana passada o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aumentou de cinco para sete a quantidade de parcelas do seguro-desemprego que o trabalhador poderá receber por conta da crise financeira.

 

O aumento em dois meses do benefício foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) por meio da Resolução 592. Os critérios e trabalhadores que serão beneficiados serão identificados pelo MTE por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 

Nos últimos três meses, com base no Caged, o MTE identificou os seguintes setores que poderão ser beneficiados: extração mineral; indústria metalúrgica; mecânica; material elétrico e comunicação; transporte; madeira e mobiliário; de papel, papelão e editoração; borracha, fumo e couros; química e farmacêutica; têxtil e de vestuário; calçados; produtos alimentícios e bebidas; de utilidade pública; construção civil; comércio varejista e atacadista; o das instituições financeiras; ensino; agricultura; e o de alguns setores de serviços.

 

Perguntas e respostas sobre o seguro-desemprego

Quem pode receber o seguro-desemprego?
Todo trabalhador demitido sem justa causa, com Carteira de Trabalho assinada e contrato regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trabalhe na mesma empresa por pelo menos seis meses.

Os trabalhadores autônomos que exerçam atividade legalmente reconhecida durante pelo menos 15 meses nos últimos 24 meses também têm direito ao benefício.

 

Onde requerer o benefício?
Em qualquer posto de atendimento do Ministério do Trabalho, nos postos do Sine (Sistema Nacional de Emprego) ou nas agências da Caixa Econômica Federal.

 

Que documentos são necessários?
Comunicação de Dispensa (via marrom) e Requerimento do Seguro-Desemprego (via verde), que são fornecidos e preenchidos pelo empregador após a demissão;
Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho quitado pelo empregador;
Carteira de Trabalho e Previdência Social;
Documento de identificação (carteira de identidade, certidão de nascimento ou casamento com o protocolo de requerimento de nova identidade, carteira de motorista com foto, passaporte ou certificado de reservista);
Cartão do Cadastro de Pessoa Física (CPF);
Cartão do PIS/Pasep ou Cartão do Cidadão;
Os dois últimos contracheques.

 

Após a demissão, qual prazo para entrada no Seguro-desemprego?
Do 7º até 120 dias corridos contados a partir do dia seguinte ao da demissão.

 

Quando será paga a primeira parcela?
Trinta dias após a data do requerimento.

 

Onde receber o dinheiro?
O pagamento só é feito nas agências da Caixa Econômica Federal e em seus correspondentes com a apresentação do Cartão do Cidadão.

 

Quem estiver recebendo seguro-desemprego e conseguir outro emprego formal, continua recebendo o benefício?
O benefício é cancelado no caso de admissão em novo emprego. No caso de uma nova demissão, no período máximo de 16 meses da demissão anterior, é possível retomar o recebimento das parcelas. Passado o período de 16 meses, o empregado terá de fazer uma nova requisição do seguro-desemprego.

 

Qual é o valor do seguro-desemprego?
O valor do benefício varia entre R$ 465 e R$ 870. A apuração do valor considera a média aritmética dos três últimos meses de trabalho. No caso de salário fixo e recebimento de comissão a média considera os dois valores. O benefício nunca pode ser inferior ao salário mínimo vigente.

 

Em quantas parcelas é pago?
3 parcelas para quem trabalhou registrado no mínimo 6 meses e no máximo 11 meses;
4 parcelas para quem trabalhou registrado no mínimo 12 meses e no máximo 23 meses;
5 parcelas para quem trabalhou registrado no mínimo 24 meses.

 

Quem terá direito aos sete meses de seguro-desemprego anunciados pelo Governo?
O governo definiu que os trabalhadores afetados pela crise financeira internacional terão direito aos dois meses adicionais, mas não definiu as regras. Só terá direito ao benefício quem foi demitido a partir de dezembro do ano passado.

 

Como o governo sabe quem continua tendo direito ao benefício?
No pagamento de cada parcela é verificado na Carteira de Trabalho se o trabalhador continua na condição de desempregado.

 

Em que casos o benefício é suspenso?
Na admissão em novo emprego ou no caso de recebimento de benefício continuado da Previdência Social - exceto o auxílio-acidente e a pensão por morte. Quando morre o trabalhador o benefício é cancelado.

 

Acabou o benefício e não arrumei emprego, ainda tenho algum direito?
Sim. A Lei 7.998 de 11 de janeiro de 1990 garante que em caráter excepcional e pelo prazo de seis meses os trabalhadores que estejam em situação de desemprego involuntário pelo período compreendido entre 12 e 18 meses, ininterruptos, e que já tenham sido beneficiados com o recebimento do seguro-desemprego, farão jus a três parcelas do benefício, correspondente cada uma a R$ 100.

Fonte: Diap

26-02-2009 | 08:50

 

O nível de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país subiu em janeiro e fechou o mês em 8,2%. O resultado superou em 1,4 ponto percentual o verificado em dezembro de 2008 (6,8%) e representa a maior taxa desde abril do ano passado (8,5%). Já na comparação com o mesmo período do ano anterior (8,0%) a taxa de desocupação ficou praticamente estável.

 

De acordo com dados divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas desocupadas cresceu 20,6% na passagem de um mês para o outro, totalizando 1,9 milhão de pessoas em janeiro. Já em relação ao mesmo mês de 2008, esse volume se manteve no mesmo patamar.

 

A pesquisa revela, ainda que, por outro lado, a população ocupada sofreu redução de 1,6% de dezembro a janeiro, fechando o mês com a marca de 21,2 milhões de trabalhadores.

 

Ainda segundo o estudo, o número de trabalhadores com carteira assinada, 9,5 milhões, caiu 1,3% em relação a dezembro e cresceu 4,5% na comparação anual. Já o rendimento médio ficou em R$ 1.318,70, tendo subido 2,2% no mês e 5,9% na comparação com janeiro de 2008.

 

Em janeiro, os setores que mais demitiram, na comparação com o mês anterior, foram o da construção (-4,7%) e do comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-2,5%). Já em relação a janeiro de 2008, as contratações superaram as demissões em educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (5,1%). Repórter Thais Leitão

Fonte: Agência Brasil

26-02-2009 | 08:47

 

Brasília - O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou ontem (19) os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativos a janeiro de 2009. No mês passado foram admitidos 1.216.550 trabalhadores e demitidos do trabalho 1.318.298 trabalhadores. O saldo é negativo em 101.748 empregos.

 

Esse número é o pior saldo para janeiro na série do Caged, desde 1996. De todos os meses de janeiro, desde o início da série, este de 2009 é o que apresentou o maior número de demitidos.

Os dados de janeiro de 2009 surpreendem, pois foram admitidos 1,2 milhão, que é o segundo melhor número de admitidos na série desde 1996. Este resultado, levou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a declarar que “não caminhamos na catástrofe anunciada”. Segundo Lupi, o saldo negativo é bem inferior do que as previsões feitas pelo mercado. O ministro previu que fevereiro ainda será um mês fraco, mas que março deverá registrar a retomada do crescimento dos postos de trabalho.

 

Quatro setores tiveram crescimento de contratações: construção civil, serviços, administração pública e serviços industriais de utilidade pública (energia, telefonia, saneamento etc.). A indústria de transformação e o comércio concentraram a maior parte das demissões.

Fonte: Agência Brasil

26-02-2009 | 08:44

 

Brasília - Analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a projeção para a inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,69% para 4,66%. Para o final 2010, foi mantida a expectativa de 4,5%¨.

 

O boletim Focus é uma publicação semanal elaborada pelo BC com base em projeções de analistas sobre os principais indicadores da economia. O IPCA é o índice usado pelo governo nas metas de inflação, que para este ano é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou pra menos.

 

Para a inflação no atacado, os analistas também ajustam as projeções. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) deve chegar a 4,55% ao final deste ano e não mais em 4,57% previstos na semana anterior. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a previsão é de 4,24%, com redução de 0,01 ponto percentual. Para os dois índices foi mantida a estimativa de 4,5% ao final de 2010.

 

Para o mercado paulista, os analistas não mudaram a projeção de inflação, medida pelo Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) de 4,5% neste e no próximo ano.

 

Os analistas também mantiveram a expectativa para os preços administrados em 2009 de 4,9% em 2009 e de 4,5% em 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros). Repórter Kelly Oliveira

Fonte: Agência Brasil

26-02-2009 | 08:40