Agência Brasil

A crise financeira mundial vai freiar a economia brasileira e provocar a redução de até 700 mil postos de trabalho em 2009. A previsão é do diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Clemente Ganz.

 

"A expectativa de crescimento para 2009 é de 4% a 4,5% no novo cenário, o que vai gerar diminuição do crescimento dos postos de trabalho, com a geração entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de empregos", afirmou Ganz.

 

Este ano, segundo Ganz, o Brasil deve criar 2 milhões de empregos.

 

Mesmo com a previsão de menos empregos, o economista disse que o cenário brasileiro ainda é positivo. "Mas para isso são necessárias muitas medidas. Algumas já estão sendo tomadas e outras devem ser efetivadas para garantir ao mercado interno capacidade de consumo, criação de empregos e salários, crédito e liquidez".

 

O diretor do Dieese prevê negociações salariais mais difíceis no próximo ano. "A situação fica mais insegura e o ambiente das negociações não é o mesmo que tivemos nos últimos quatro anos, quando o crescimento era o cenário presente".

 

Ele acredita, no entanto, que mesmo com a crise é possível haver avanços trabalhistas na base salarial ou na concessão de benefícios indiretos.

 

As declarações do Osmar Terra foram dadas no lançamento da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

13-10-2008 | 10:56

fonte: diap

A Comissão de Seguridade Social e Família realiza, nesta terça-feira (14), audiência pública para debater o plano de carreira dos médicos, o piso salarial da categoria e a valorização dos médicos no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Foram convidados a diretora de Gestão e Regulação do Trabalho do Ministério da Saúde, Maria Helena Machado; o presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira Andrade; o vice-presidente da instituição, José Erivalder de Oliveira; e o vice-presidente da associação nas regiões Norte e Nordeste, Florentino Cardoso.

 

A reunião será no plenário 7, às 14h.

13-10-2008 | 10:52

Fonte: Diap

Continua na pauta da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 4.302/98, que dispõe sobre as relações de trabalho na empresa de trabalho temporário e na empresa de prestação de serviços a terceiros. A proposta de FHC constava na pauta do colegiado na semana passada, onde se iniciou a discussão da matéria.

 

O projeto não atende aos trabalhadores, pois precariza e vulnera as relações trabalhistas. Se aprovado a matéria irá ao plenário da Casa e em seguida para sanção presidencial. A proposta em análise é o substitutivo aprovado no Senado Federal.

 

O colegiado se reúne, nesta quarta-feira (15), às 10h, no plenário 12.

13-10-2008 | 10:51

Fonte: diap

Foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (10), a Portaria 318, de 9 de outubro de 2008, que reintegra 46 servidores ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) demitidos no Governo Collor e anistiados pela Lei 8.878/94.

 

A portaria determina também que as pessoas reintegradas não poderão receber as remunerações do período em que estiveram afastadas do órgão.

 

Segundo o Decreto 6.077/07, que regulamenta o retorno dos “anistiados”, com a publicação da portaria o Serpro passa a ter 30 dias para notificar os “anistiados” que deverão se apresentar ao órgão. Após a notificação os servidores terão 30 dias para se apresentar para o retorno.

 

O “anistiado” reintegrado deverá ocupar o mesmo cargo que ocupava na época de sua demissão, e o mesmo regime jurídico em que estava submetido deverá ser mantido.

 

Caso o “anistiado” não se apresente no prazo de 30 dias, contados após a notificação do órgão, será caracterizada a desistência do mesmo em retornar ao órgão de origem. Com a publicação da nova Portaria o número de “anistiados” reintegrados aos órgãos da União chega a 1.836.

13-10-2008 | 10:46

Com Contraf/CUT e Bancários de Brasília

Cresceu em todo País, na última sexta-feira (10), a greve nacional dos bancários deflagrada na última quarta-feira (8). Mais de 5 mil agências de todos os bancos estão paradas nos 27 estados da Federação.

 

Os trabalhadores realizam diversas manifestações e passeatas em todo País. Em São Paulo e em Fortaleza, os bancários se reuniram para fazer passeatas na última sexta à tarde.

 

Alguns sindicatos estão fazendo atividades em homenagem aos bancários do BB, que estão comemorando os 200 anos do banco em meio a uma greve, por conta da falta de respeito com que a empresa trata o funcionalismo.

 

Os bancários rejeitaram na semana passada proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), por considerá-la insuficiente e não condizente com a alta rentabilidade do setor. Pela proposta, a PLR (participação nos lucros e resultados) seria inferior à paga no ano passado.

 

As principais reivindicações dos bancários são:

 

. 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35%);

. Valorização dos pisos salariais;

. Aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados);

. Vale-refeição de R$ 17,50;

. Cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415);

. Fim das metas abusivas e do assédio moral;

. Mais segurança nas agências; e

. Mais contratações.

 

Brasília

Depois de 11 dias de greve em Brasília, e três com uma greve nacional, os banqueiros continuam de bico calado. Nada de proposta para os trabalhadores. A categoria bancária aguarda, de braços cruzados.

 

Passados duas semanas de greve em Brasília, com a terceira que começa hoje (13), a categoria se mantém firme e forte na luta. O número de agências de bancos privados paralisadas é cada vez maior. Na última sexta-feira (10) foram fechadas cerca de 80. O movimento tem foco no Itaú, ABN-Real, HSBC, Unibanco, Bradesco, Santander, Citibank e Mercantil do Brasil.

 

Na sexta, as agências da Caixa e do Banco do Brasil foram praticamente todas fechadas e a paralisação dos prédios destes bancos é crescente, principalmente no edifício sede I do BB.

 

No BRB, a greve atingiu na última quinta-feira (9) 65 unidades, com grande adesão nas agências Central, Comercial Sul, JK e outras. As paralisações ocorrem em todas as regiões do DF.

 

Pela disposição demonstrada na assembléia de quinta à noite, os bancários de Brasília ainda estão com muito gás para queimar nessa queda-de-braço com os patrões.

 

“Entrar na terceira semana de greve aumenta a tensão, porque o jogo certamente fica mais pesado, mas a categoria está preparada e confiante na sua força”, frisa Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.

 

Interditos proibitórios revogados

Os bancos recorrem à Justiça por meio de ações denominadas de ‘interditos proibitórios’, sob o argumento de que a ação dos grevistas representa ameaça ao direito de uso e gozo da propriedade dos bancos, mais especificamente das agências bancárias.

 

Porém, neste ano, o judiciário começa a reconhecer que os trabalhadores têm direito à greve e que o interdito é uma medida que não cabe na relação entre patrão e empregado.

 

O Sindicato dos Bancários de Brasília, por meio de liminares na Justiça, conseguiu revogar, No dia 9, os interditos proibitórios no Itaú e no Unibanco.

 

“A greve, que já era forte nestes bancos, mesmo com os interditos, vai se ampliar ainda mais daqui para frente” prometeu Rodrigo Britto presidente do sindicato no DF.

13-10-2008 | 10:44

Agência Brasil

A crise financeira mundial vai freiar a economia brasileira e provocar a redução de até 700 mil postos de trabalho em 2009. A previsão é do diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Clemente Ganz.

 

"A expectativa de crescimento para 2009 é de 4% a 4,5% no novo cenário, o que vai gerar diminuição do crescimento dos postos de trabalho, com a geração entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de empregos", afirmou Ganz.

 

Este ano, segundo Ganz, o Brasil deve criar 2 milhões de empregos.

 

Mesmo com a previsão de menos empregos, o economista disse que o cenário brasileiro ainda é positivo. "Mas para isso são necessárias muitas medidas. Algumas já estão sendo tomadas e outras devem ser efetivadas para garantir ao mercado interno capacidade de consumo, criação de empregos e salários, crédito e liquidez".

 

O diretor do Dieese prevê negociações salariais mais difíceis no próximo ano. "A situação fica mais insegura e o ambiente das negociações não é o mesmo que tivemos nos últimos quatro anos, quando o crescimento era o cenário presente".

 

Ele acredita, no entanto, que mesmo com a crise é possível haver avanços trabalhistas na base salarial ou na concessão de benefícios indiretos.

 

As declarações do Osmar Terra foram dadas no lançamento da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

13-10-2008 | 10:42

Folha de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a possibilidade de os mutuários usarem o saldo da conta no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar, de forma parcial ou total, parcelas de consórcios de imóveis. A lei que regulamenta o mercado de consórcios passa a valer a partir de janeiro de 2009.

 

De acordo com a justificativa da área técnica do Governo, a nova lei prevê a possibilidade de usar o FGTS em lances de consórcios para obtenção de carta de crédito para aquisição da casa própria.

 

Isso, no entanto, já era permitido em resolução do Conselho Curador do fundo. Também já era permitido o uso do saldo como complementação do valor da carta de crédito no ato da compra.

 

A ampliação do uso para pagamento de prestações e liquidação ou amortização do saldo devedor, afirma o governo nas razões do veto, "representaria um volume de recursos significativamente maior, o que tenderia a reduzir os recursos que o FGTS dispõe para financiamento".

 

Isso levaria à diminuição dos recursos disponíveis para financiamento de habitação para baixa renda, além de projetos de saneamento básico e infra-estrutura urbana.

 

A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios informou, em nota, que "a nova lei é uma conquista do sistema de consórcios, conferindo estabilidade jurídica à atividade".

 

Afirma, porém, que o veto causou "estranheza". "Uma perda para a classe trabalhadora, visto que o saldo do fundo poderia ser usado, equiparando-se às liberações do SFH”.

13-10-2008 | 10:34

Jornal do Brasil

Nem todos os partidos dependem de candidatos majoritários competitivos para atingir bons números na votação em legenda. A grande exceção à regra é o PT. Em 2004, Jorge Bittar, candidato petista à prefeitura do Rio, ficou nos 6,3% dos votos válidos. Em 2008, Alessandro Molon parou nos 4,97%.

 

Os votos de legenda do partido, entretanto, permaneceram elevados nas duas eleições. Foram mais de 54 mil em ambas as eleições. O equivalente a 25,19% dos votos válidos recebidos pelo partido na disputa pela Câmara Municipal em 2004 e 27,21% este ano.

 

“Isso é resultado de uma leitura por parte da população, que entende a história programática do PT, entende o simbolismo de tudo que o partido representa”, diz Chico D’Angelo (PT/RJ).

 

O desempenho do PT nos votos em legenda o coloca como o partido que mais tende a lucrar com uma eventual adoção do modelo de voto em lista partidária fechada, no qual o eleitor vota em um partido e não em um candidato específico. Juntamente com a fidelidade partidária e o financiamento público de campanha, a lista fechada é um dos eixos principais da reforma política apresentada pelo Governo a líderes congressistas em agosto. A expectativa é de que a reforma seja apreciada pelos parlamentares no início de 2009.

 

“A democracia ganha com os votos em lista”, avalia o deputado federal pelo PCdoB do Rio, Edmilson Valentim.

 

O PCdoB, a exemplo do PT, é outro partido que obtém um elevado percentual de seus votos nas disputas proporcionais por meio do voto em legenda. Nestas eleições, esse tipo de voto representou 32,14% do total computado pela legenda para a disputa por vagas na Câmara.

 

“Precisamos de transparência e clareza nas posições dos partidos, e é importante que as lideranças políticas representem um conjunto de opiniões. Enquanto não tivermos partidos fortalecidos, não teremos uma democracia forte”, enfatizou Valentim.

 

Parlamentares de outros partidos, cujos desempenhos no voto em legenda não são tão animadores, mostram-se menos eufóricos com o plano da lista fechada.

 

“Não temos cultura no Brasil neste sentido, de votar em partidos”, reclama o deputado federal Deley (PSC/RJ).

 

Nas eleições para vereador do Rio, o PSC obteve 139 mil votos nominais, ou seja, votos em candidatos específicos, e apenas 5 mil votos em legenda.

 

O PSC é um partido em crescimento, muito jovem. Agora é que começa a ocupar mais espaço.

 

Correligionário de Deley, o também deputado federal Hugo Leal (PSC/RJ) se diz chateado pelo fraco desempenho de seu partido.

 

“Pode ser um reflexo de não termos trabalhado bem a legenda, além de nosso candidato à prefeitura (Felipe Pereira) não ter obtido um resultado tão bom”, explica Leal. E segue: “Mas a adoção da lista não me preocupa. Acho que caminhamos para ela. Na verdade, já temos uma lista partidária. Ela só não é pré-ordenada. E o eleitor não tem clareza disso”.

 

Sistema eleitoral

Não são novas as críticas ao modelo do sistema eleitoral e à suposta falta de conhecimento dos eleitores sobre seu correto modo de funcionamento. Da maneira como hoje são distribuídas as vagas em câmaras e assembléias, o voto do eleitor é computado, primeiramente, para o partido, e só em seguida para um candidato em específico, caso o voto tenha sido nominal.

 

Isso porque o número de vagas que um partido ou coligação obtém em eleições proporcionais é determinado pelo quociente eleitoral, que nada mais é do que o total de votos válidos divido pelo número de cadeiras em disputa. Apenas depois da determinação de quantas cadeiras foram obtidas por cada partido ou coligação, é que se leva em consideração quais foram os candidatos específicos mais votados de cada partido ou coligação.

 

Na disputa pela Câmara Municipal do Rio, este quociente foi de 63.437 votos. Apenas duas vereadoras, Lucinha (PSDB) e Rosa Fernandes (DEM), conseguiriam ser eleitas sem a ajuda dos votos de outros candidatos de seus partidos. Os mais de 17 mil votos obtidos pela atual vereadora Leila do Flamengo (DEM), por exemplo, não foram suficientes para reeleger a candidata, mas foram computados pelo sistema eleitoral para ajudar a eleger outros oito democratas.

 

“Tanto o nosso sistema atual quanto o modelo de lista fechada têm problemas sérios”, critica Eurico de Lima Figueiredo, cientista político da UFF. “Um sistema misto, onde parte dos candidatos fossem eleitos pelo partido, e outra parte pelo voto nominal, seria melhor”, comentou.

13-10-2008 | 10:13

Agência Brasil

Cada ano de estudo que o brasileiro acumula em seu currículo gera um salto médio em seu salário de 15,07%. O mesmo movimento é observado nas chances de ocupação que, seguindo o mesmo critério, aumentam em média 3,38%. Os dados fazem parte da pesquisa Você no Mercado de Trabalho, apresentada nesta quinta-feira (9) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

O estudo aponta, ainda, que esse prêmio da educação (termo utilizado pelos pesquisadores para medir os impactos nos salários e na ocupação obtidos com investimentos em educação pessoal) sofre aceleração na medida em que se somam os anos de estudo.

 

Desta forma, o salário de uma pessoa sem qualquer grau de instrução tem um incremento de 6% quando ela passa a ter um ano de estudo. Já um brasileiro com 15 anos de estudo, que corresponde à conclusão do terceiro grau, passa a ganhar 47% a mais quando agrega ao seu currículo mais um ano (que representa o fim do primeiro ano de um curso de pós-graduação).

 

De acordo com o pesquisador Marcelo Neri, responsável pela pesquisa, esses dados mostram que principalmente os jovens devem investir em educação contínua.

 

“O Brasil é um dos países do mundo que apresenta o maior retorno da educação, mas muitas pessoas de baixa escolaridade ficam presas a essa armadilha. Elas estudam um pouco mais e não têm tanto retorno. Para alcançar um trecho de altos prêmios de educação, elas precisam percorrer toda a trajetória”, afirmou.

 

Neri destacou que embora os prêmios de educação continuem em patamares elevados, já que uma pessoa que completou todo o ciclo de educação (18 anos) recebe em média R$ 4.454,69, o que representa um salário médio aproximadamente doze vezes maior do que o que recebe uma pessoa sem instrução (R$ 392,14), eles vêm caindo nos últimos anos. Isso, de acordo com Néri, pode ser explicado em parte pela maior oferta de pessoas com qualificação.

 

“De um lado, as pessoas estão indo mais para escola e isso gera mais oferta de pessoas qualificadas. De outro as empresas estão demandando mais essa mão de obra. Nos anos 60, essa disputa foi vencida pela demanda, o que implicou fortíssimo aumento da desigualdade. Já nos últimos sete anos a oferta de educação tem vencido a demanda e está gerando uma forte redução de desigualdade no mercado de trabalho nos últimos anos”, afirmou.

 

A pesquisa traz também uma análise específica sobre o retorno de educação para o jovem. De acordo com Marcelo Néri, em 2007 a renda dessa parcela da população cresceu duas vezes mais do que a do conjunto da população.

 

“O jovem viveu uma crise de desemprego e os dados mais recentes apontam que ele está sendo disputado pelas empresas. Como o jovem brasileiro fez o seu dever de casa indo pra escola nos últimos quinze anos, ele está atendendo essa maior demanda de trabalho, reflexo da recuperação do crescimento do Brasil”, destacou.

 

A análise regional aponta que o Nordeste tem a maior taxa de retorno de educação (17,04% por ano de estudo) e o Sul (12,43% por ano de estudo), a menor. De acordo com Néri, isso ocorre porque o Nordeste está crescendo num ritmo mais acelerado e o Sul conta com uma oferta mais abundante de pessoas qualificadas.

 

“Um jovem que queria investir em educação pode ir para a Região Nordeste, que é onde ele vai auferir os maiores ganhos por estar educado”, acrescentou.

 

Entre as profissões, os maiores salários observados no Brasil são obtidos nas profissões de juízes e desembargadores, que ganhavam em média R$ 13.956 em 2007, seguidos por diretores gerais (R$ 7.371) e médicos (7.029). No outro extremo, com as remunerações mais baixas, aparecem os trabalhadores agrícolas (R$ 141.21) e os que atuam na pecuária (R$ 141,56).

10-10-2008 | 11:52

Agência Brasil

Balanço divulgado, nesta quinta-feira (9), pelo Ministério do Trabalho em Emprego (MTE) mostra que, de janeiro a setembro, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel resgatou 3,4 mil trabalhadores que estavam em condições análogas à escravidão. O resultado já é superior ao número de resgates de 2006.

 

Em todo País, foram realizadas este ano 87 ações, em 149 propriedades. O estado recordista em denúncias e libertações é o Pará, com 22 operações e 532 trabalhadores resgatados nas 50 propriedades fiscalizadas pelo grupo móvel.

 

No período, foram lavrados quase 3 mil autos e pagos mais de R$ 6 milhões em indenizações trabalhistas. Problemas na estrutura dos alojamentos, que não são higienizados adequadamente e são desconfortáveis, estão entre as principais situações encontradas pelos auditores, procuradores e policiais federais durante as operações.

 

Outras irregularidades comuns são falta de equipamentos de segurança, carga horária excessiva e cobrança diretamente no salário do trabalhador de despesas com comida, equipamentos e remédios.

 

A forma mais encontrada de servidão continua sendo as dívidas dos trabalhadores com os empregadores, que são infinitas. Isso porque, a cada mês, os empregados têm mais despesas e, convencidos da dívida, trabalham para quitá-la.

 

Desde que o grupo móvel foi criado pelo governo, em 1995, foram resgatados mais de 31 mil trabalhadores. De 2003 a 2008, quase 18,5 mil foram retirados de situação degradante ou semelhante à escravidão.

 

O recorde de libertações foi registrado em 2007, com quase 6 mil pessoas retiradas desse tipo de situação em 116 operações realizadas em todo País.

10-10-2008 | 11:41