fonte: diap

Decisão do STJ determina que União devolva recursos já recolhidos. Procuradoria da Fazenda Nacional diz que não vai recorrer da decisão

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu, nesta quarta-feira (8), que a cobrança do imposto de renda (IR) sobre valores de complementação de aposentadoria é indevida. A decisão, que servirá como parâmetro para outras análises sobre o mesmo tema, foi tomada durante o julgamento de uma ação em que cinco aposentados acusaram a União de incidir IR sobre o benefício de aposentadorias complementares.

 

De acordo com a decisão da 1ª Seção do STJ, a Fazenda Nacional terá de devolver aos aposentados todos os valores recolhidos a título de imposto de renda, com correção monetária. Tanto aposentados, quanto pessoas que resgataram valores referentes a previdências complementares poderão ser beneficiados pelo entendimento dos ministros do STJ.

 

O relator do processo, ministro Teori Albino Zavascki, sugeriu a aplicação da Lei 11.672, dos recursos repetitivos. A legislação prevê que a decisão sirva como parâmetro para futuros julgamentos sobre o assunto. Os ministros acataram a sugestão, por unanimidade. Agora, o entendimento deverá ser aplicado automaticamente aos processos analisados pelos Tribunais Regionais Federais de todo o país.

 

A União poderia ingressar com um recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão do STJ. Entretanto, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional já informou que não irá recorrer da decisão. Atualmente, a base de cálculo da incidência do imposto de renda sobre as aposentadorias complementares pode chegar a até 27,5%.

 

Ação

Para o relator, a incidência caracteriza uma bitributação, o que é vedado por lei. O entendimento é de que, como o cidadão já contribui anualmente com o IR sobre a Previdência Social, o desconto sobre a previdência complementar é irregular.

 

No caso analisado nesta quarta, quatro dos cinco aposentados que pediram o direito de reaver o imposto recolhido indevidamente foram contemplados. Pela decisão, a União terá de devolver o valor pago indevidamente por eles no período de janeiro de 1989 a 1995.

 

Apenas um dos aposentados -uma mulher- não teve o pedido atendido, pois os magistrados julgaram que já havia a decisão transitada em julgado (quando não cabe mais recurso). Segundo o STJ, a aposentada já teria sido beneficiada com decisão semelhante. O processo chegou ao STJ após os aposentados terem o pedido rejeitado em instâncias inferiores.

09-10-2008 | 10:31

Os bancários de Brasília continuam em greve nesta quinta-feira (9) – é o décimo dia de paralisação e o ânimo da categoria aumenta, com assembléias maciças - foi o que decidiu há a assembléia da categoria no Setor Bancário Sul (SBS). hoje haverá nova assembléia às 18h, na Praça do Cebolão (SBS).

 

A paralisação, que completa dez dias hoje, cresceu consideravelmente, nesta quarta-feira (8), com a deflagração nacional do movimento. A paralisação nos prédios do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal registra adesão ainda maior e a quase totalidade das agências desses bancos seguem fechadas.

 

No BRB, aumentou o número de bancários parados com o fechamento de 45 agências, incluindo a Central, Comercial Sul, JK, além de PABs. Várias agências de bancos privados também aderiram ao movimento grevista, principalmente no Plano Piloto (centro de Brasília), sobretudo Itaú, ABN-Real, HSBC e Unibanco.

 

Greve nacional

Grande parte dos centros administrativos dos bancos em São Paulo, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e mais de três mil agências em todas as capitais e grandes cidades do País foram paralisados nesta quarta-feira.

 

"A força da greve em Brasília e no resto do País mostram a disposição da categoria para o embate contra os banqueiros, que não querem atender as nossas reivindicações, mesmo diante dos lucros exorbitantes registrados pelo sistema financeiro nacional”, afirma Rodrigo Britto, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília. (Com Seeb/DF)

 

Veja os locais que estão em greve nesta quarta:

 

São Paulo - SP

Rio de Janeiro - RJ

Brasília (iniciada em 30/9)

Belo Horizonte - MG

Curitiba - PR

Porto Alegre - RS (exceto Banco do Brasil e Banrisul, que aprovou greve de 24h no dia 10)

Bahia - Salvador (iniciada em 1/10)

Pernambuco (iniciada em 3/10)

Ceará

Florianópolis - SC

Mato Grosso

Alagoas

Piauí

Acre

Rondônia

Espírito Santo

Paraíba

Sergipe (iniciada em 1/10)

Pará e Amapá (iniciada em 6/10)

Maranhão (iniciada em 30/9)

Rio Grande do Norte (iniciada em 30/9)

Roraima

Sul Fluminense - RJ

Campina Grande - PB

Criciúma - SC

Campo Grande - MS

Campo Mourão - PR

Itabuna - BA

Santo Ângelo - RS

Teresópolis - RJ

Vitória da Conquista - BA

Bauru (iniciada em 30/9)

Santa Cruz - RS

Carazinho - RS (continua na Caixa e Bradesco até às 12h)

Teófilo Otoni - MG

Mogi das Cruzes - SP

Chapecó - SC

Ipatinga - MG

Feira de Santana - BA

Jacobina - BA

Concórdia - SC (apenas Caixa)

Joaçaba - SC

Araranguá - SC

Região do ABC - SP

Araraquara - SP

Assis - SP

Barretos - SP

Catanduva - SP

Guarulhos - SP

Jundiaí - SP

Limeira - SP

Presidente Prudente - SP

Taubaté - SP

Andradina - SP

Campinas - SP

Niterói - RJ

Cornélio Procópio - PR

Dourados - MS

Franca - SP

Jaú - SP

Araçatuba - SP

Jequié - BA

Londrina - PR

Marília - SP

Navirai - MS

Oeste Catarinense - SC

Paranavaí - PR

Arapoti - PR (a partir 9/10)

Ribeirão Preto - SP (greve Caixa, privados e BB em estado de greve)

Rondonópolis - MT

Santa Maria - RS

Erechim - RS (Caixa já estava)

São Borja e Itaqui - RS

São José dos Campos - SP

São José do Rio Preto - SP

Umuarama - PR

Apucarana - PR

Vale do Araranguá - PR

Vale do Paranhana - PR

Irecê - BA

Itaperuna - RJ

Sorocaba - SP

Petrópolis - RJ

São Miguel do Oeste - SC (greve na Caixa, demais bancos não)

Patos de Minas - MG

Teresópolis - RJ

São Leopoldo - RS (greve continua na Caixa e privados: HSBC, Real, Unibanco. BB não está em greve)

Zona da Mata e Sul de Minas - MG

Uberaba - MG

09-10-2008 | 10:19

Nesta quarta-feira (8), primeiro dia de greve dos metalúrgicos pelo aumento salarial, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo assinou cinco acordos diretos com empresas, garantindo 11,10% de aumento salarial, e recebeu pedidos de prazo até esta sexta-feira (10) e a próxima segunda-feira (13), das empresas, para fechar o acordo. As paralisações aconteceram em 17 fábricas da capital, por um período de uma a duas horas, e envolveram cerca de 11 mil trabalhadores.

 

Os acordos foram firmados com a Metalúrgica Schioppa, Pasini & Cia, Inci Cozinhas Industriais (todas na zona leste), Bekun do Brasil (zona sul), Isomec Estamparia (zona oeste), e maisacordos podem ser celebrados até o final do dia, segundo avaliam os diretores do Sindicato.  Na Metalfrio, zona sul, do setor de máquinas, os trabalhadores decidiram manter a GREVE até a assinatura do acordo. A empresa conversou hoje de manhã com o presidente do Sindicato, Miguel Eduardo Torres, e o diretor Antonio Raimundo, o Mala, que comandavam assembléia na porta da fábrica, e pediu prazo até amanhã para analisar o acordo. Os trabalhadores não aceitaram, ficaram do lado de fora da empresa até 10h da manhã e foram para casa. A fábrica tem cerca de 480 funcionários.

Miguel Torres na Metalfrio 

 

Em outras empresas, os trabalhadores aprovaram estado de greve.

 

Paralisações

No estado, foram feitas paralisações de uma a duas horas em 300 empresas em 25 municípios, atingindo cerca de cinco mil trabalhadores, segundo balanço da Federação dos Metalúrgicos do estado de São Paulo.

 

A greve atinge as empresas dos setores de máquinas e equipamentos e eletroeletrônicos, diante da postura dos sindicatos patronais – Sindmaq e Sinaees – em dificultar as negociações e não acenarem com nenhuma contraproposta.

 

A categoria, com data-base em 1º de novembro, reivindica aumento salarial, valorização do piso salarial, fim das terceirizações, cumprimento da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (contra demissão imotivada). A campanha salarial envolve 54 sindicatos de metalúrgicos no estado, que representam cerca de 750 mil trabalhadores.

 

Diretores do Sindicato detidos

Os diretores David Martins e Eufrozino Pereira e os assessores Rodoni, Isac e Erlon, do Sindicato, que haviam sido detidos pela polícia hoje de manhã, quando realizavam assembléia na MTU do Brasil, fábrica de motores diesel, na zona oeste da capital, foram liberados à tarde, por volta das 14h15. Eles ficaram detidos no 46º DP, em Perus.

 

A polícia, chamada pela empresa, queria que os diretores tirassem o carro de som da porta da fábrica, como não foi atendida, deu voz de prisão por desobediência e apreendeu o carro de som. “Nós estávamos no meio de uma assembléia, não dava pra parar de repente, mas eles não quiseram esperar”, afirma David Martins.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de SP

09-10-2008 | 10:03

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, por unanimidade, na manhã de hoje o fim do fator previdenciário (PL 3.299/08), com base no parecer do relator, deputado Germano Bonow (DEM/RS).

 

O projeto de lei do senador Paulo Paim (PT/RS) extingue o fator previdenciário, ou seja, é contra a fórmula de cálculo das aposentadorias que vinculou, a partir de 1999, o valor do benefício à expectativa média de sobrevida daqueles que alcançaram o tempo de contribuição (35/30 anos).

 

De acordo com o texto aprovado no Senado, sem o fator previdenciário a aposentadoria volta a ser calculada com base na média aritmética simples até o máximo dos últimos 36 salários de contribuição, apurados em período não superior a 48 meses. O Ministério da Previdência Social é contrário ao texto.

 

Mobilização

Agora é a hora de intensificar a mobilização para garantir a aprovação, até o final do ano, do projeto de lei. Só a pressão diuturna poderá garantir o fim desta perversidade contra os aposentados e pensionistas do INSS.

 

O fator previdenciário é responsável pelo achatamento dos benefícios previdenciários em até 40%.

 

Tramitação

O projeto do senador Paim ainda será examinado pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça, antes de ir a votos no plenário.

Marcos Verlaine - diap

08-10-2008 | 11:43

As centrais sindicais realizarão em conjunto, nesta sexta-feira (10), uma grande manifestação em defesa da erradicação das formas de trabalho precário. A partir das 10 horas, será realizada passeata, com concentração na Praça Ramos, região central de São Paulo, que seguirá até a Superintendência Regional do Trabalho (SRT), na Rua Martins Fontes, 109, na Bela Vista.

 

O ato faz parte das atividades da Jornada Mundial pelo Trabalho Decente, realizada pela Confederação Sindical Internacional (CSI), que representa 168 milhões de trabalhadores de 155 países.

 

As bandeiras de luta desta Jornada Mundial são: redução da jornada de trabalho; carteira assinada; respeito à organização sindical; igualdade de direitos para mulheres; não discriminação; e contra o trabalho infantil e escravo.

 

As centrais sindicais também estão orientando suas entidades filiadas a promoverem manifestações, na mesma data, em defesa do trabalho decente. Mais informações nas páginas das centrais na internet.

Com Agência Sindical


08-10-2008 | 11:40

Profissões como cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicura, pedicura, depilador e maquiador aguardam definição do Legislativo para avançar discussão

 

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado não apreciou o projeto de lei da Câmara (PLC 112/07), que dispõe sobre o exercício das atividades profissionais de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicura, pedicura, depilador e maquiador.

 

A matéria, apesar do parecer favorável do relator, senador Virgínio de Carvalho (PSC/SE), deverá ainda ser debatida em audiência pública, antes de ser votada no colegiado.

 

De acordo com a senadora Fátima Cleide (PT/RO), o Governo não está de acordo com a proposta. A matéria, de autoria do deputado Marcelo Teixeira (PR/CE), poderá, depois de toda sua tramitação no Congresso, ser vetada em partes ou por completo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por na opinião do Ministério do Trabalho e Emprego, vício de origem.

 

Contradição

Depois de aprovado na Câmara dos Deputados, o Governo se manifesta contrário ao projeto. Em uma de suas justificativas, o Executivo alega vício de origem, o que em sua opinião é um dos impeditivos na tramitação da matéria. De acordo com o Governo, a questão da regulamentação de profissão é uma prerrogativa do chefe do Poder Executivo, o presidente da República.

 

A base para se restringir um crescente número de projetos que buscam a regulamentação de profissões, apresentados no Congresso, é o Verbete 1, aprovado em 2001 pela Comissão de Trabalho da Câmara, que dertermina uma série de exigências para aprovação de projetos de regulamentação profissional.

 

A matéria foi revogada pelo colegiado, em 3 de agosto de 2005, em sessão ordinária, de acordo com o requerimento do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), que revogou o verbete que proibia o exame de projetos que tratassem da regulamentação de profissões.

 

Segundo o deputado, a decisão aprovada em 2001 pelo colegiado era um absurdo por proibir que Comissão de Trabalho pudesse dispor sobre profissões. Com a revogação do verbete, os vários projetos sobre regulamentação de profissões, parados na Comissão, retornaram à pauta.

 

Proposta

A senadora Fátima Cleide pretende propor a constituição de uma comissão para analisar as proposta de regulamentação, a fim de que possam ter continuidade na tramitação, com a viabilidade de vigorar depois de aprovadas no Congresso.

 

Com a possibilidade de negociação com o Governo, a senadora pediu uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado para aprofundar o debate sobre o PLC 112/07. O requerimento para realização de audiência pública convidará representantes do Executivo, e deverá acontecer em dezembro.

fonte: diap 

André Santos

08-10-2008 | 11:38

Fonte: Força Sindical

Os metalúrgicos da Força Sindical no estado de São Paulo paralisam hoje (8) as atividades nas empresas de máquinas e equipamentos e de eletroeletrônicos. O movimento grevista é uma resposta à postura dos sindicatos patronais destes setores que se negam abrir negociações salariais com a categoria.

 

A categoria tem data-base em 1º de novembro e reivindica 20% de reajuste salarial (inflação, mais produtividade e mais produção), valorização do piso salarial, fim das terceirizações, cumprimento da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (contra demissão imotivada).

 

"O grupo patronal não sinalizou com proposta, contratou um escritório para negociar, ou seja, terceirizou a negociação, e na primeira negociação só uma parte dos negociadores compareceu e disse que os patrões ainda não tinham avaliado a pauta dos trabalhadores. Vamos parar as empresas, fazer assembléia e buscar acordo direto com as fábricas", afirma Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi.

 

O movimento pretende atingir 17 empresas com 11 mil trabalhadores. A greve foi notificada ao grupo patronal na semana passada, e referendada na manhã desta terça (7) em plenária dos 55 sindicatos de metalúrgicos do estado. As entidades são ligadas à Federação dos Metalúrgicos do estado de São Paulo e à Força Sindical, que representam 750 mil trabalhadores.

 

Veja abaixo algumas das empresas que serão paralisadas:

 

- Metalfrio (zona sul, rua Abraão Gonçalves Braga, 412, km 12,5 da Via Anchieta)

- Metalúrgica Schioppa (rua Álvaro do Vale, 99, Ipiranga)

- Pasini Cia Ltda. (av. Vila Ema, 1.140, zona leste)

- Fargon Engenharia (rua Guaratiba, 181, Socorro, zona sul)

- Melacor Ind. e Com. de Refrigeração (rua da Banduíra, 219, Pq. Novo Mundo, zona norte)

- PTI Power Transmission (rua José Martins Coelho, 300, zona sul)

- Beghim (rua Cantagalo, 2.187, zona leste)

- Fame (rua Cajuru, 746, zona leste)

- Bekum do Brasil (rua Ptolomeu, 493, Socorro, zona sul)

- Weir do Brasil (rua João Ventura Batista, 622, V. Guilherme, zona norte)

- TS Shara Técnica de Sistemas (rua Forte da Ribeira, 300, Pq. São Lourenço, zona leste)

08-10-2008 | 11:36

CUT, CTB e Condsef são contrárias à taxação dos empregados e servidores públicos. Nova Central, UGT e CSPB defendem a contribuição

 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em notas, se manifestaram contrárias à cobrança da contribuição sindical dos empregados e servidores públicos federais, estaduais e municipais. A cobrança foi instituída por meio da instrução normativa (IN) 1, de 30 de setembro de 2008, que “dispõe sobre a cobrança da contribuição sindical dos servidores e empregados públicos”.

 

O presidente da CUT, Artur Henrique, afirmou que é contrário a instrução normativa. “A central, que tem a maior representatividade no setor público do País, não foi consultada”, destaca a nota. “‘Temos o acúmulo das discussões realizadas no Fórum Nacional do Trabalho (FNT), onde já se propunha à câmara setorial a contribuição negocial para o serviço público. Vamos entrar em contato com as nossas entidades e com o Governo para traçar estratégias e para acelerar o debate de regulamentação da contribuição negocial’”, enfatizou.

 

“Tendo em vista que se trata de um assunto polêmico, a CTB entende que o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) não deve impor a cobrança da contribuição sindical compulsória sem antes promover uma ampla consulta aos trabalhadores e trabalhadores do setor público e às entidades que os representam”, chama a atenção Wagner Gomes, presidente da central.

 

Decisão unilateral

A Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) também criticou a decisão do MTE de editar a instrução normativa. A entidade reclamou que a decisão foi tomada de forma unilateral.

 

A Condsef considera a cobrança de imposto sindical uma intromissão do Estado na forma de organização dos trabalhadores. A entidade defende a organização livre e quer uma audiência com o ministro Carlos Luppi para reverter esse quadro. A entidade solicitou também intervenção do Planejamento que também não participou de qualquer discussão para determinar a cobrança compulsória de imposto sindical aos servidores públicos.

 

“Quem deve manter entidades sindicais são filiados que contribuem voluntariamente”, disse Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef. “Nossos sindicatos gerais são dos trabalhadores, construídos pelos trabalhadores e conduzimos essa luta há quase duas décadas”, reforça. “Portanto, não concordamos com a cobrança de imposto sindical uma vez que os servidores devem escolher a forma como querem se organizar”, defende.

 

Ciclo completo

A Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), em sua página na internet, exulta a decisão do ministro do Trabalho Carlos Lupi, e destaca em conjunto com a CSPB (Confederação dos Servidores Públicos do Brasil), que “A decisão do ministro Carlos Lupi, (...) completa o ciclo da contribuição sindical, que inicialmente vigorou só para os trabalhadores do setor privado, depois para os empregados públicos e, mais recentemente, para as centrais sindicais”.

 

Em nota, a UGT (União Geral dos Trabalhadores) defende a decisão do Ministério do Trabalho e Emprego: “A instrução, de autoria do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, considera que a exclusão dos servidores estatutários do recolhimento da contribuição, por vezes arbitrariamente praticada pelas administrações públicas, viola o princípio da isonomia tributária, previsto no artigo 150, inciso II da Constituição Federal de 1988”.

fonte:diap

Marcos Verlaine

08-10-2008 | 11:33

Agência Brasil

Cada vez mais as mulheres brasileiras são chefes de família, participam do mercado de trabalho e continuam acumulando a maioria das tarefas domésticas. É o que mostra a série Pnad 2007: Primeiras Análises que, desta vez, aborda os temas população, família e gênero. De acordo com a pesquisa, os resultados indicam “exaustivas” jornadas de trabalho – remunerado e não-remunerado – para as mulheres, além de um aumento das desigualdades de gênero no País.

 

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), responsável pelo estudo, a proporção de famílias chefiadas por mulheres passou de 24,9%, em 1997, para 33%, em 2007, o que representa um total de 19,5 milhões de famílias brasileiras que identificam a mulher como principal responsável.

 

Durante o mesmo período, famílias formadas por casais com filhos e chefiadas por mulheres também representam um “fenômeno em ascensão”. Entre 1997 e 2007, os números passaram de 600 mil para quase 3,3 milhões. Em 1997, entre as famílias formadas por casais com filhos, apenas 2,4% eram chefiadas por mulheres. Em 2007, a proporção subiu para 11,2%.

 

A Pnad indica que o aumento de quase 8% pode estar relacionado à maior longevidade das mulheres, aliada a um envelhecimento geral da população. Em quase 27% dessas famílias, a mulher considerada chefe tem 60 anos ou mais e, em muitos casos, mora sozinha. O aumento da participação feminina no mercado de trabalho também é um dos fatores responsáveis pelos índices, pois permite que as mulheres assumam, sozinhas ou com a presença de um companheiro, o sustento de um lar.

 

O Ipea alerta, entretanto, que embora uma maior presença no mercado de trabalho indique maiores possibilidades de autonomia e emancipação, o aumento do número de famílias chefiadas por mulheres nas quais somente elas são as responsáveis pelo sustento da casa e dos filhos “deve ser lido com cuidado”, uma vez que o aumento pode estar relacionado tanto ao aumento da precariedade da vida quanto do trabalho dessas mulheres.

 

Dados sobre o cuidado com os afazeres domésticos mostram, de acordo com a Pnad, “uma importante e persistente assimetria de gênero”. A pesquisa indica que o tempo que as mulheres dedicam ao trabalho doméstico é maior do que o dos homens, independentemente da condição na família (chefe ou cônjuge), da escolaridade, da renda ou da condição de ocupação (ocupado, desocupado ou inativo).

 

Em famílias formadas por casais com filhos, os homens na posição de chefe dedicam 10,05 horas semanais aos afazeres domésticos e, na posição de cônjuges, não ultrapassam 10,44 horas semanais. Já as mulheres consideradas chefes de famílias e que trabalham fora de casa, quando comparadas a homens cônjuges desocupados, dedicam nove horas a mais por semana ao trabalho doméstico.

 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2007, 50,5% dos homens ocupados afirmaram cuidar dos afazeres domésticos, contra 89,6% das mulheres ocupadas.

 

Os dados, segundo o Ipea, confirmam que as mulheres ainda são as principais responsáveis por tarefas como cuidar da casa, dos filhos, dos idosos, da manutenção da família e de todas as atividades relacionadas ao âmbito doméstico.

08-10-2008 | 11:20

Fonte: diap

Em Brasília paralisação chega ao 9º dia com disposição e força total

“Agora somos 450 mil, juntos, para arrochar os banqueiros”, comemora o Sindicato dos Bancários de Brasília, pois a partir de hoje (8), os bancários dos estados que optaram pela greve de 24h na semana passada somam-se aos grevistas de Brasília e das demais bases sindicais que cruzaram os braços desde o último dia 30. No DF, a categoria realiza nova assembléia hoje, às 18h, no Setor Bancário Sul (SBS).

 

A intransigência dos bancos na mesa de negociação terá que dar lugar a propostas que contemplem as expectativas dos trabalhadores. A organização e a disposição de luta demonstradas pela categoria bancária não dá margem à continuidade do descaso patronal.

 

Os bancários exigem aumento real de 5% (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35% acima da inflação), valorização dos pisos salariais, participação nos lucros e resultados (PLR) maior e simplificada, fim das metas abusivas e do assédio moral.

 

Atividades da greve

Depois de oito dias parados, os bancários do Distrito Federal já assimilaram as atividades de sustentação do movimento, numa dinâmica que se consolida e se fortalece a cada novo dia de greve. A disposição de luta é visível. As assembléias maciças têm demonstrado esta assertiva.

 

Os grevistas se reúnem diariamente para café matinal e organização dos piquetes, no Setor Bancários Sul (Praça do Cebolão e Matriz da Caixa) e em vários outros pontos do DF. No decorrer do dia, participam das atividades culturais e dialogam com clientes e usuários que se dirigem às agências bancárias.

 

“Estas ações impulsionam nossa mobilização e envolvem um número cada vez maior de bancários no dia-a-dia da luta. É importante que cada um dê sua contribuição ao movimento, até a conquista de nossos objetivos”, frisa Rodrigo Britto, presidente do Sindicato. (Com Sindicato dos Bancários de Brasília)

 

Veja o resultados das assembléias realizadas, nesta terça-feira (7) por todo País, com atualização da Contraf-CUT até as 22h.

 

Greve por tempo indeterminado:

São Paulo - SP

Rio de Janeiro - RJ

Brasília (iniciada em 30/9)

Belo Horizonte - MG

Curitiba - PR

Porto Alegre - RS (exceto Banco do Brasil e Banrisul, que aprovou greve de 24h no dia 10)

Bahia - Salvador (iniciada em 30/9)

Pernambuco (iniciada em 3/10)

Ceará

Florianópolis - SC

Mato Grosso

Alagoas

Piauí

Acre

Rondônia

Espírito Santo

Paraíba

Sergipe (iniciada em 1/10)

Pará e Amapá (iniciada em 7/10)

Maranhão (iniciada em 30/9)

Rio Grande do Norte (iniciada em 30/9)

Sul Fluminense - RJ

Campina Grande - PB

Criciúma - SC

Campo Grande - MS

Campo Mourão - PR

Itabuna - BA

Santo Ângelo - RS

Teresópolis - RJ

Vitória da Conquista - BA

Bauru (iniciada em 30/9)

Santa Cruz - RS

Teófilo Otoni - MG

Mogi das Cruzes - SP

Chapecó - SC

Ipatinga - MG

Feira de Santana - BA

Jacobina - BA

Concórdia - SC (apenas Caixa)

Joaçaba - SC

Araranguá - SC

Região do ABC - SP

Araraquara - SP

Assis - SP

Barretos - SP

Catanduva - SP

Guarulhos - SP

Jundiaí - SP

Limeira - SP

Presidente Prudente - SP

Taubaté - SP

Anradina - SP

Campinas - SP

Cornélio Procópio - PR

Dourados - MS

Franca - SP

Jaú - SP

Jequié - BA

Londrina - PR

Marília - SP

Oeste Catarinense - SC

Paranavaí - PR

Ribeirão Preto - SP

Rondonópolis - MT

Santa Maria - RS

São Borja e Itaqui - RS

São José dos campos - SP

Umuarama - PR

Vale do Araranguá - PR

Vale do Paranhana - PR

Zona da Mata e Sul de Minas - MG

 

Rejeitaram a greve:

Blumenau - SC

Videira - SC

São Carlos - SP

 

Estado de greve:

Vale do Ribeira - SP

Bragança Paulista - SP

Guarapuava - PR

Toledo - PR

08-10-2008 | 10:33