Por determinação do Ministério do Planejamento, o Comando da Aeronáutica lançará edital nos próximos seis meses com 93 vagas para serem preenchidas por concurso público em vários cargos da Carreira de Ciência e Tecnologia. A autorização está contida na Portaria nº 78, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

De acordo com a norma, o quadro de pessoal da Aeronáutica poderá ser ampliado com mais nove servidores aprovados para o cargo de analista em Ciência e Tecnologia, 20 para o cargo de tecnologista, 22 para assistente em Ciência e Tecnologia e 42 para técnico em Ciência e Tecnologia.

O inicial a ser pago para analista e para tecnologista (nível superior) será de R$ 8.124,03. Já a remuneração para os demais cargos (nível intermediário) será em torno de R$ 4.473,00 para técnico e R$ 3.796,00 para assistente.

As nomeações dependerão da autorização do Ministério do Planejamento.

 

14-04-2009 | 09:52

 O ministro Paulo Bernardo autorizou o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, ligado ao Ministério da Justiça, a realizar concurso público com a oferta de 750 vagas de nível médio para o cargo de agente, na Carreira de Policial Rodoviário Federal. A medida está especificada no Diário Oficial da União desta segunda, na Portaria nº 79.

As inscrições deverão sair no prazo de quatro meses. O edital não poderá oferecer vagas para o Pará e Mato Grosso, em razão de estar em andamento outro concurso com previsão de vagas para esses Estados, regulado pelo Edital nº 1, de 18 de julho de 2008.

O ingresso dos novos agentes deverá ocorrer a partir de abril do próximo ano. A remuneração inicial prevista é de R$ 5.620,12.

A Portaria registra que as regras deverão ser cumpridas na sua totalidade sob pena do cancelamento da autorização ou da suspensão do concurso, independente da fase em que se encontre.

14-04-2009 | 09:51

 Um novo regimento interno para o Senado poderá ser adotado até o final do primeiro semestre de 2009. O primeiro passo nessa direção deve ser dado nesta terça-feira (14), a partir das 9h30, quando a comissão especial criada para analisar mudanças no processo legislativo da Casa votar o relatório final do senador Gerson Camata (PMDB-ES).

Segundo a secretária-geral da Mesa do Senado, Cláudia Lyra, a reformulação regimental deve se dar em duas vertentes principais: agilizar o processo legislativo, resguardando, entretanto, o aprofundamento do debate parlamentar; e modernizar suas práticas com o uso de novas tecnologias da informação. Cláudia Lyra presidiu o grupo de trabalho formado por servidores da Secretária-Geral da Mesa e das Consultorias Legislativa e de Orçamento do Senado que, durante sete meses (de março a setembro de 2008), avaliou e consolidou propostas de mudança em anteprojeto apresentado, em novembro, à comissão especial de senadores.

Com mais de 400 artigos, um dos destaques da proposta do novo regimento é a ampliação do número de matérias a serem votadas em decisão terminativa nas comissões permanentes. O presidente da comissão especial, senador Marco Maciel (DEM-PE), já havia apontado essa alteração como um meio de se fortalecer o papel das comissões, além de contribuir para a redução do número de projetos examinados em Plenário.

Ainda na perspectiva acelerar o processo legislativo, Cláudia Lyra assinalou como inovação a adoção da emenda aglutinativa, que surge no calor do debate parlamentar, tem a função de condensar as emendas ao texto original do projeto e precisa ser assinada pela maioria dos senadores ou dos líderes partidários. Conforme explicou, a emenda aglutinativa não é analisada por comissão, sendo votada diretamente em Plenário, já que foi avalizada pelo consenso.

A modernização do processo legislativo se evidencia na proposta do novo regimento, por exemplo, pela possibilidade de recebimento de documentos com assinatura digital. O passo preparatório a essa etapa, acrescentou Cláudia Lyra, já foi dado com a colocação de código de barra nos documentos.

A secretária-geral da Mesa enfatizou ainda a ampla reformulação sugerida nos procedimentos das comissões parlamentares de inquérito (CPIs), baseada em questões já pacificadas entre os senadores e em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). No atual Regimento Interno, em vigor desde 1970, apenas nove artigos (145 a 153) regulamentam essa atribuição fiscalizadora do Senado. Tais dispositivos reproduzem basicamente, de acordo com Cláudia Lyra, a normatização estabelecida pela Constituição Federal.

O novo Regimento Interno do Senado Federal irá tramitar na forma de projeto de resolução. Após a votação do relatório final pela comissão especial, o parecer será lido em Plenário e ficará na Mesa do Senado, por cinco dias úteis, para o recebimento de emendas. Encerrada essa fase, caberá à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) analisar o projeto e eventuais emendas. As emendas também vão passar pelo crivo da comissão especial do regimento. Concluído todo esse processo, a matéria vai a Plenário e precisa apenas de maioria simples e votação simbólica para ser aprovada.
Simone Franco / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

14-04-2009 | 09:50

 

Presidentes dos três Poderes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Executivo), Gilmar Mendes (Judiciário), senador José Sarney e deputado Michel Temer (Legislativo) assinaram, na manhã desta segunda-feira (13), no Palácio do Buriti, o II Pacto Republicano de Estado por um sistema judiciário mais acessível, ágil e efetivo, conforme definição do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em dezembro de 2004, após a promulgação da Emenda Constitucional nº 45, foi celebrado o primeiro Pacto de Estado por um Judiciário mais rápido e republicano, firmado pelos chefes dos três Poderes. Entende o governo que esse primeiro pacto permitiu a colaboração efetiva entre Executivo, Legislativo e Judiciário, na realização de reformas processuais e na atualização da legislação em vigor.

Esse segundo pacto objetiva ampliar o acesso universal à justiça, especialmente dos mais necessitados; aprimorar a prestação jurisdicional, mediante aplicação do princípio constitucional da razoável duração do processo e da prevenção de conflitos; e aperfeiçoar as instituições de Estado para uma maior efetividade do sistema penal no combate à violência e à criminalidade.

Com esse propósito, os representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário decidiram firmar essa nova agenda conjunta, onde estabelecem condições de proteção aos direitos humanos fundamentais, criam mecanismos para conferir maior agilidade à prestação jurisdicional e se unem para fortalecer os instrumentos já existentes de acesso à Justiça.

Em discurso antes da assinatura do documento, Sarney manifestou sua satisfação em tomar parte do acordo firmado pelos representantes dos Poderes da República.

- Não poderia imaginar maior alegria do que participar, como homem público, da assinatura do primeiro e do segundo Pacto Republicano. O propósito de um pacto como esse é fazer com que o Brasil seja, enfim, um país justo, onde cada brasileiro tenha sua liberdade respeitada - observou o presidente do Senado.

Direitos

Uma das preocupações do documento é sistematizar a legislação processual penal, conferindo especial atenção à investigação criminal, recursos, prisão processual, fiança, liberdade provisória e demais medidas cautelares, para que sejam evitados excessos. Para isso, afirma o STF em sua página na internet, deve-se disciplinar o uso de algemas pelas polícias, por exemplo, de forma a atender ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

Nesse pacto, os representantes dos três Poderes querem definir novas condições para o procedimento de interceptação telefônica, informática e telemática, atualizando a lei 9.296/96, a fim de evitar violação aos direitos fundamentais. O pacto prevê ainda alterações no Código Penal para dispor sobre os crimes praticados por grupos de extermínio ou milícias privadas, assim como da legislação sobre crime organizado, lavagem de dinheiro, e perdimento e alienação antecipada de bens apreendidos, no sentido de tornar mais eficiente a persecução penal.

Outro propósito é a revisão da Lei de Execução Penal, no sentido de aperfeiçoar o sistema carcerário, garantindo tanto a função ressocializante da pena quanto a segurança pública. Nessa mesma linha, as normas que definem o abuso de autoridade devem sofrer mudanças a fim de incorporar os atuais preceitos constitucionais de proteção e responsabilização administrativa e penal dos agentes e servidores públicos em eventuais violações aos direitos fundamentais.

Por esse pacto, serão ainda aperfeiçoados o Programa de Proteção à Vítima e Testemunha, do Ministério da Justiça, para garantir maior segurança e assistência ao beneficiário da proteção, assim como a legislação material trabalhista, visando ampliar, em especial, a disciplina de novas tutelas de proteção das relações de trabalho. Outra novidade consistirá na adoção de novas regras de atuação das comissões parlamentares de inquérito criadas pelo Legislativo.

 

14-04-2009 | 09:47

 O ministro da Previdência Social, José Pimentel, encontra-se hoje, às 11 horas, com o presidente da Câmara, Michel Temer. Eles vão discutir a tramitação do Projeto de Lei3962/08, do Executivo, que recria a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). O projeto está na Comissão de Seguridade e Família, e seu relator é o deputado Chico D'Ângelo (PT-RJ).

Conforme o projeto, a Previc será uma autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira, e vinculada ao Ministério da Previdência. Uma das novidades introduzidas no projeto do Executivo, com relação à Previc que funcionou em 2005, é a inclusão de uma Câmara de Recursos da Previdência Complementar (uma instância de julgamento a ser instalada na superintendência). 

A previdência complementar exercida por patrocinadores e participantes possui hoje 372 entidades fechadas, que acumulam um patrimônio superior a R$ 442 bilhões, correspondendo a 17% do PIB brasileiro. Esse sistema conta com a participação de 2,5 milhões de participantes, entre trabalhadores ativos e assistidos, totalizando cerca de 6,7 milhões de pessoas, aqui incluídos os demais beneficiários. Já a modalidade de Previdência Associativa, também fiscalizada e regulada pela atual SPC, tem 18 entidades e 46 planos, reunindo 250 associações de classe, sindicados e cooperativas, com 100 mil participantes e uma reserva acumulada de R$ 246 milhões. 

O ministro estará acompanhado do secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena.

Comissão debate com ministro prioridades da área da Previdência 

Notícias anteriores:
Relator é favorável a maior fiscalização de fundos de Previdência 

Da Redação/WS

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14-04-2009 | 09:45

A Coordenação Nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) Nacional tem encontro agendado, para esta terça-feira (14) à tarde, com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), quando levará as reivindicações do movimento sindical confederativo.

 

Na manhã do mesmo dia, os membros do FST-Nacional farão reunião exclusiva para tratar dos assuntos constantes da pauta apresentada ao deputado na época da solicitação da audiência.

 

Assuntos trabalhistas
1) Votação, pelo plenário da Câmara, em caráter de urgência da Mensagem Presidencial 389/03, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pede a retirada do PL 4.302-B/98, do Executivo (terceirização).

2) PL 1.987/07, do deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), que consolida dispositivos normativos que especifica referente ao Direito Material Trabalhista e revoga as leis extravagantes que especifica e os artigos 1º ao 642 da CLT.

3) PL 3.299/08, do senador Paulo Paim (PT/RS), que extingue o fator e modifica a forma de cálculo dos benefícios da Previdência Social.

4) PEC 393/01*, do ex-deputado e atual senador Inácio Arruda (PCdoB/SP), que trata da redução da jornada de trabalho.

5) Ratificação da Convenção 158 da OIT pelo Brasil - Término da relação de trabalho por iniciativa do empregador.

Assuntos sindicais
1) PLS 248/06, do senador Paulo Paim (PT/RS), que acrescenta Capítulo III-A ao Título V da CLT, para dispor sobre a contribuição assistencial.

2) PLS 177/07, do senador Paulo Paim (PT/RS), que trata da estabilidade de dirigente de Conselho Fiscal das entidades sindicais.

3) PDC 857/08, do deputado Nelson Marquezelli (PTB /SP), que susta os efeitos da Portaria 186 do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata do Registro Sindical.

4) PLS 36/09, do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), impõe penalidades à pessoa que exigir, quando da contratação do empregado, atestado ou preenchimento de questionário sobre filiação ou passado sindical.

Assuntos gerais
1) Reivindicação pelo FST na interlocução e participação dos trabalhadores no processo, nos grupos de trabalho e/ou nas audiências públicas, nas comissões que irão regulamentar os dispositivos constitucionais (Câmara e Senado), referentes aos artigos 7º e 8º da Constituição Federal.

2) Os riscos e as graves consequências que a reforma tributária PEC 233/08 originária do Governo Federal em tramitação na Câmara dos Deputados, traz aos trabalhadores e a sociedade em geral, ameaçando de forma substancial, as fontes exclusivas que dão suporte às políticas da Seguridade Social (previdência, saúde e assistência social), Educação e Trabalho.

 

Enfim, se aprovado subtrai recursos e quebra salvaguardas constitucionais de benefícios e programas sociais e serviços públicos, atualmente protegidos pelo artigo 195.

 

(*) Sobre a redução da jornada de trabalho, a proposta que está em discussão na comissão especial é a PEC 231/95, dos ex-deputados e atuais senadores Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Paulo Paim (PT/RS)

Fonte: Diap

14-04-2009 | 09:44

O deputado Pepe Vargas (PT/RS) não vai apresentar nesta semana o parecer ao PL 3.299/08, que extingue o fator previdenciário. A confirmação de adiamento da apresentação do relatório foi feita ontem (13) em conversa com a assessoria parlamentar do DIAP

Segundo o parlamentar, o motivo pelo qual abriu mão de apresentar o substitutivo ao projeto de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS) é porque recebeu um conjunto de sugestões nas quatro audiências públicas realizadas na Comissão de Finanças e Tributação ao longo das últimas semanas e não teve tempo de analisar e consolidar no texto final.

"Há uma série de alterações apresentadas que não foram analisadas. Nesta semana a pauta [do plenário da Câmara] está trancada por medida provisória e necessitamos conversar com o Governo inclusive sobre as mudanças a serem feitas no cálculo do Orçamento antes de apresentar o relatório final".

Pepe Vargas disse ainda que tão logo consiga formatar a versão final do parecer, irá apresentar o texto aos líderes partidários. "É necessário obter apoio não só do Governo, mas de todos os partidos para que a matéria seja aprovada. Não vou adiantar uma nova data para apresentação do parecer. Vou manter contato com o Governo para finalizar o relatório".

Pelo debate realizado na Comissão, tudo indica que o parecer do relator será uma média das discussões. Ou seja, nem o fator será extinto, nem ficará como está atualmente.

 

O projeto, depois de votado na Comissão de Finanças e Tributação será ainda examinado pela Comissão de Constituição e Justiça, antes de ir a voto no plenário. Haverá, já é certo, modificações em relação ao texto aprovado no Senado. O que imporá o retorno da matéria à Casa de origem. (Alysson Alves)

Fonte: Diap

14-04-2009 | 09:37

 

Duas MPs trancam a pauta do Senado esta semana: 449/08 e 450/08. A primeira anistia multas, juros e outros encargos de dívidas de até R$ 10 mil de contribuintes com a Receita. A segunda autoriza a criação do Fundo de Garantia a Empreendimentos de Energia Elétrica (FGEE).

 

A MP 449 foi aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados no último dia 24 e seguiu para apreciação no Senado. Ela ficou conhecida como MP das Dívidas, por anistiar dívidas tributárias menores que R$ 10 mil e permitir o parcelamento de débitos maiores em até 15 anos, entre outras mudanças.

 

O relator da matéria na Câmara, deputado Tadeu Filippelli (PMDB/DF), não alterou o trecho que flexibiliza a atividade das seguradoras. Segundo ele, a análise técnica da matéria esclareceu que havia "compensações" para as regras que foram eliminadas.

 

A MP 450 também vem embutida com um ingrediente para as divergências. A MP foi aprovada na Câmara com a permissão para que o setor elétrico faça "licitações simplificadas".

Para isso acontecer, basta a MP ser aprovada no Congresso como está e o presidente da República publicar um decreto em seguida. As sessões deliberativas estão marcadas para começaram nesta terça-feira (14), às 14h.

 

Pela manhã, às 11h, os senadores prestarão uma homenagem aos 40 anos da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).

Fonte: Diap

14-04-2009 | 09:28

"Não dá para uma empresa como a Vale, por exemplo, pedir a flexibilização de direitos trabalhistas, mandar trabalhadores embora, colocar milhares de funcionários em férias coletivas, ganhar tempo e depois divulgar um balanço mostrando que, em 2008,

lucrou R$ 21 bilhões"

 

Para o presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Cláudio José Montesso, os tribunais do Trabalho estão preocupados em evitar o comportamento abusivo das empresas ao promoverem demissões em massa -sob o argumento de que enfrentam dificuldades com a crise- e defende a negociação das dispensas com os sindicatos para encontrar alternativas para a redução drástica de pessoal.

 

 

 

"Se uma empresa está em dificuldades financeiras, deve abrir discussão com o sindicato de representação da categoria, com a comunidade e o governo para reduzir o impacto social das demissões. Defendo até que abram seus livros contábeis, que sejam transparentes e justifiquem economicamente as demissões que alegam precisar fazer".

 

Segundo Montesso, nos casos recentes de demissões coletivas, a Justiça do Trabalho interpretou que a liberdade de demitir "não existe mais de forma absoluta".

 

"Gerar empregos é uma função social da empresa; por isso, ela não pode, pura e simplesmente, reduzir o quadro de pessoal, mandando embora sem estabelecer no mínimo uma conversa com os representantes dos trabalhadores e com a sociedade. Até porque, às vezes, uma comunidade de uma determinada localidade depende inteiramente daquela atividade empresarial para se manter".

 

A Anamatra está elaborando um anteprojeto de lei para regular as dispensas coletivas. "A ideia é estabelecer um regulamento que determine o que é preciso fazer na hora de demitir de maneira coletiva, se é preciso ter negociação e como ela deve ser feita".

 

E segue: "Também estamos discutindo critérios para a escolha dos funcionários que serão demitidos, como considerar a situação da família do trabalhador (quando sua mulher está grávida, por exemplo) ou se ele está prestes a se aposentar", diz Montesso.

 

Trabalhar com o que há
Para o advogado trabalhista Luis Carlos Moro, é preciso evitar a "hipocrisia da crise". "Não dá para uma empresa como a Vale, por exemplo, pedir a flexibilização de direitos trabalhistas, mandar trabalhadores embora, colocar milhares de funcionários em férias coletivas, ganhar tempo e depois divulgar um balanço mostrando que, em 2008, lucrou R$ 21 bilhões".

 

A dispensa coletiva, segundo ele, é um fenômeno existente e claro. "Em muitos casos, como vimos, constitui abuso do direito de gestão da empresa. O abuso de direito que está consagrado como ilícito e que aqui melhor seria dito "abuso de poder". Se não há norma específica para lidar com o problema, há que trabalhar com o que há. E o que existe é bastante para impor aos processos de dispensa coletiva uma necessária humanização", diz Moro.

 

Ao avaliar a decisão da Justiça do Trabalho que manteve as demissões realizadas pela Embraer e determinou o pagamento de indenizações, José Maria de Almeida, coordenador da central sindical Conlutas, acredita que "não adianta negociar um pacote para os demitidos", mas sim "editar uma medida provisória que permita a estabilidade no emprego" e que crie regras na lei para evitar demissões em massa.

Fonte: Folha de S.Paulo

14-04-2009 | 09:25

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou nesta segunda-feira que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de março vão mostrar uma melhora no mercado de tabalho em relação a fevereiro.

"Em fevereiro já tivemos mais contratações que demissões e o mês de março está sendo melhor que fevereiro", disse a jornalistas após evento com lojistas no Rio de Janeiro.

"O Brasil vai ser o primeiro país a sair da crise gerando emprego. Desde novembro, será a primeira vez que as três principais unidades da Federeção, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais terão resultados positivos ao mesmo tempo", acrescentou, lembrando que os três Estados representam mais de 65 por cento do mercado de trabalho brasileiro.

Os dados oficiais do Caged devem ser divulgados na próxima quarta-feira.

Em fevereiro, foram gerados 9.179 postos de trabalho formais no país. Foi o pior resultado para meses de fevereiro em 10 anos, mas ainda assim representou uma recuperação frente aos meses anteriores.

"O Brasil tem vários setores que estão reagindo muito bem, como o setor automobilístico que vendeu mais nesses primeiros três meses que no ano passado, a construção civil e o comércio voltaram a se aquecer", afirmou.

Lupi ponderou que o mercado de tabalho ainda está comprometido em setores mais afetados pela crise global, como mineração, siderurgia e exportadores.

O ministro informou ainda que na próxima quinta-feira o governo deve anunciar uma linha de 4 bilhões de reais para a renovação da frota de caminhões e investimentos em infraestrutura no país. Os recursos virão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e serão financiados pelo Banco do Brasil.
(Por Rodrigo Viga Gaier)

Fonte: Reuters

14-04-2009 | 09:24