Dom, 08 de Março de 2009 12:05

 

O vice-presidente brasileiro do Parlamento do Mercosul (Parlasul), deputado Dr. Rosinha (PT/PR), disse que a bancada paraguaia está boicotando a tentativa de definição dos critérios de representatividade de cada país no parlamento a partir de 2011. Ele participou, na última quinta-feira (5), de reunião em Buenos Aires sobre o assunto.

Hoje, o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai, têm, cada um, 18 representantes na instituição. Porém, a partir de 1º de janeiro de 2011 a população de cada país deverá eleger representantes especificamente para o Parlasul, de forma proporcional à população.

Segundo a proposta brasileira, o Brasil teria 75 integrantes, a Argentina 33 e o Paraguai e o Uruguai 18 cada um. A Venezuela, se for oficialmente integrada ao Mercosul, teria 21 representantes.

Dr. Rosinha lembrou que a proposta necessita do apoio de mais da metade da bancada de cada um dos quatro países do Mercosul.

De acordo com ele, a postura do Paraguai - que não apresenta alternativa nem diz se aceita a sugestão do Brasil - pode inviabilizar a escolha dos representantes brasileiros no Parlasul nas eleições de 2010.

"É uma resistência descabida, pois a proporcionalidade está prevista no protocolo que constituiu o Parlasul. O que eles estão fazendo é um tipo de boicote aos demais países, como o Brasil - que precisa conhecer o número de parlamentares para poder elaborar a lei eleitoral relativa a 2010″, argumentou.

Dr. Rosinha também disse que, devido ao problema com os paraguaios, a próxima reunião do Parlasul, nos dias 16 e 17, não será em Assunção, como era esperado, mas em Montevidéu. Havia a expectativa de o encontro acontecer na capital paraguaia para comemorar os 18 anos da assinatura do Tratado de Assunção, que estabeleceu as bases para o Mercosul.

O deputado avaliou que, apesar das dificuldades, esses 18 anos merecem comemoração.

"O Mercosul é reconhecido como bloco internacional, com capacidade de negociação política e econômica. E mais: ganhou, nos últimos quatro anos, um caráter social importante.

Só para dar um exemplo: se um trabalhador de qualquer um dos países trabalhar no outro, essa atividade legal, com contribuição para a Previdência, serve para contar como tempo de aposentadoria. Então, o Mercosul tem avançado", ressaltou.

No mês passado, o paraguaio Ignácio Mendoza foi eleito presidente do Parlasul para um mandato de seis meses. (Fonte: DCI, no blog O outro lado da notícia)

09-03-2009 | 10:37

Dom, 08 de Março de 2009 12:06

 

O vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, candidato ao cargo de presidente da entidade no seu 10º Congresso, disse que um dos pontos de destaque do evento será a discussão sobre as centrais sindicais que hoje fazem parte da base do movimento sindical do campo.

O Congresso será realizado entre os dias 10 e 14 de março, em Brasília vai debater também questões e desafios relacionados ao movimento sindical dos trabalhadores rurais e definir, entre outros temas, as políticas, internas e externas, a serem desenvolvidas para implementar o Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS).

Cerca de 3.500 trabalhadores rurais de todo o país vão participar do evento.
Entre as principais propostas estão o fortalecimento da educação no campo, as melhores condições para os assalariados do setor canavieiro e da fruticultura e o cumprimento do estatuto do idoso.

O evento será realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, localizado no Eixo Monumental. Neste Congresso a entidade pretende "construir" estratégias, denominadas de planos de lutas, que orientarão as políticas do movimento sindical rural nos próximos anos.

Durante a programação do evento será realizada a eleição da nova diretoria da Contag. Com a proposta de compartilhar as opiniões e democratizar as idéias do movimento sindical, foi formada apenas uma chapa para as eleições da entidade.

O presidente da Contag, Manoel dos Santos, fala desse processo com entusiasmo.

"Avalio como um momento novo porque em alguns congressos anteriores tivemos blocos de opiniões que não chegavam a um consenso. Agora, a realidade é diferente porque prezamos pela continuação da construção da unidade com diversidade de opinião", disse. O vice-presidente Alberto Broch concorda com Manoel dos Santos.

Ele acredita que a diversidade enriquece as discussões do movimento sindical dos trabalhadores rurais.

"Queria valorizar esse processo e ao mesmo tempo colocar que para mim também é um desafio. Então, ao mesmo tempo em que sentimos essa responsabilidade sabemos dos grandes desafios, nos animamos e estamos dispostos a enfrentar a luta", afirma. (Fonte: Tribuna do Norte, no blog O outro lado da notícia)

09-03-2009 | 10:37

Dom, 08 de Março de 2009 12:07

 

O Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo informou, na última sexta-feira (6), que em reunião ocorrida com a direção da Bridgestone Firestone, em Santo André, a empresa comunicou que precisará demitir um grupo de funcionários porque a produção ainda não se adequou à "demanda do mercado".

Após realizar assembleias com trabalhadores de todos os turnos, a entidade anunciou que irá parar a produção caso ocorra alguma dispensa.

"A situação ficou complicada. Em discussões com a empresa, propusemos férias coletivas, licença-remunerada e banco de horas, mas ela falou que não dá mais, terá que demitir", afirma o presidente do sindicato, Terezinho Martins da Rocha.

Segundo ele, inicialmente a empresa havia falado em abrir um PDV (Programa de Demissão Voluntária), pois precisava reduzir um turno de produção, ou seja, aproximadamente 600 pessoas. Porém, as negociações nesse sentido não avançaram.

"Eles falaram que iam abrir um PDV, mas nunca forneciam detalhes do plano. Agora falaram que terão que dispensar um grupo de trabalhadores porque ainda há muita produção estocada", afirma.

A alegação da empresa, segundo o sindicato, é que o estoque de pneus (de 1,3 milhão) ainda está muito alto.

Para tentar adequar a produção à queda na demanda, motivada pela crise financeira internacional, cerca de 1,2 mil funcionários, do total de 3,5 mil, saíram em férias coletivas antes do Carnaval e retornariam em abril.

"Agora a empresa vem falar que vai mandar um turno embora? Aí não dá, não vamos aceitar as demissões", indigna-se. De acordo com Rocha, os trabalhadores aprovaram paralisação caso ocorram demissões. No entanto, o sindicato ainda está aberto a negociações.

"Estamos prontos para o diálogo caso a empresa queira mudar o tom da conversa. Vamos sentar para negociar tudo o que for previsto em lei. O sindicato está disposto a discutir, mas só se não tiver demissões", adverte.

A Bridgestone Firestone, através de sua assessoria de imprensa, informou que a empresa continua em negociação com o sindicato e que, até o momento, não tem nada a declarar. (Fonte: Diário do Grande ABC, no blog O outro lado da notícia)

09-03-2009 | 10:36

Dom, 08 de Março de 2009 12:53

Pesquisa revela que quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, atual ou ex. ONU promove campanha mundial pelo fim da violência contra as mulheres. Segundo a Anistia Internacional, em relatório "Depende de nós. Pare a violência contra a mulher", divulgado em 2004, 70% dos assassinatos de mulheres são praticados por seus parceiros masculinos. Domingo (8) é um dia para comemorar, mas, é, sobretudo, um dia de luta contra a violência masculina

No dia 8 de março se comemora o Dia Internacional da Mulher. Uma data marcada por lutas históricas pela igualdade de direitos e autonomia feminina. Neste dia, o mundo inteiro comemora as bandeiras levantadas ao longo da trajetória do movimento feminista, do sexo considerado ´frágil´, porém, dono de inúmeras conquistas.

No entanto, as mulheres ainda sofrem grandes desigualdades e discriminações por parte da sociedade. A violência é outro fantasma na vida delas. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, atual ou ex. Pelo menos uma em cada três mulheres apanham, são violentadas ou forçadas a manter relações sexuais em algum momento de sua vida.

De acordo com dados de 2001, da Fundação Perseu Abramo, no Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada. Dados da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 - mostram que, de janeiro a junho deste ano, foram registrados 121.891 atendimentos - um aumento de 107,9% em relação ao mesmo período de 2007 (58.417). De janeiro a setembro de 2008, foram registradas 134 denúncias de cárcere privado. O que significa um crescimento de 91,4% em relação a mesma época de 2007 (70).

Pesquisa
Segundo a Anistia Internacional, em relatório "Depende de nós. Pare a violência contra a mulher", divulgado em 2004, 70% dos assassinatos de mulheres são praticados por seus parceiros masculinos. Nos Estados Unidos, uma mulher é espancada por seu marido ou parceiro a cada 15 segundos. Na Inglaterra, por semana, duas mulheres são mortas pelos seus parceiros. No Egito, 35% dizem ter apanhado do marido. Na Zâmbia, cinco mulheres são assassinadas por semana.

O documento revela ainda que na África do Sul, 147 mulheres são estupradas todos os dias. Na França, 25 mil mulheres são violentadas a cada ano. Nos Estados Unidos, uma é estuprada a cada 90 segundos.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Violência contra as Mulheres da Costa Rica, 67% das mulheres costarriquenhas com mais de 15 anos já sofreram violência física ou sexual em algum momento de suas vidas. Segundo o Conselho Nacional da Mulher (Conamu) do Equador, de cada dez equatorianas seis foram vítimas de violência. O Instituto Nacional de Saúde Pública do México revela que 33% das mulheres mexicanas com mais de 15 anos já sofreram abuso e violência.

Campanha
É preciso mudar esta realidade. Um problema social que só será vencido com a ajuda de todos. Chega de violência, de vítimas inocentes que lutam por dias melhores, mesmo, muitas vezes, já sem esperança. Elas são prejudicadas fisicamente e psicologicamente.

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) lançou em meados de 2008 o site www.homenspelofimdaviolencia.com.br, que faz parte da campanha nacional "Homens unidos pelo fim da violência contra as Mulheres". Trata-se de uma ferramenta eletrônica de coleta de assinaturas.

Uma iniciativa do Estado brasileiro em resposta à convocação da Organização das Nações Unidas (ONU), que lançou a campanha mundial "Unite to End Violence Against Women", em fevereiro deste ano, para mobilizar líderes nacionais pelo fim da violência contra as mulheres.

É a primeira vez que uma campanha mundial e nacional relativa à violência de gênero tem o foco nos homens. A justificativa para isso é que a violência contra a mulher é um fenômeno que atinge toda a sociedade.

Movimentos
No domingo vários eventos acontecerão em todo País, o dia inteiro.

- Em São Paulo, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) denunciará as consequências do colapso econômico na vida das mulheres, que com negros e mulatos estão entre os segmentos mais afetados pela crise financeira mundial. O evento terá início às 10h, na Praça Oswaldo Cruz, de onde seguirá pela Av. Paulista, até o Parque do Ibirapuera, onde haverá, em frente ao Monumento das Bandeiras, um ato pela legalização do aborto.

- Na fronteira de Brasil e Uruguai, entre as cidades de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul e Rivera no Uruguai também haverá comemorações. O evento acontecerá nos dias 7 e 8 de março. No sábado (7), as caravanas chegaram pela manhã para a concentração no Parque Internacional da 6ª Marcha Binacional das Mulheres. À tarde acontecem as oficinas das entidades do Fórum de Mulheres Gaúchas. E, às 19h começa a Feira de Economia Popular Solidária. Trata-se de evento em que as centrais terão presença importante.

A CTB, por meio da Secretaria da Mulher, estará presente no evento como protagonista da oficina denominada "Mulheres contra a crise, na defesa do trabalho e soberania nacional".

No dia 8 de março é esperada a chegada de novas caravanas, quando será lançada a Frente Nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto, com a participação das entidades gaúchas e nacionais. Após, acontece a Assembléia das Mulheres e a elaboração da Carta das Mulheres do Cone Sul. A atividade se encerra na parte da tarde com um ato político, no Parque Internacional, sob o slogan "Um outro Mercosul é possível".

Pela primeira vez, sindicatos de trabalhadores e organizações feministas do Mercosul irão realizar atividades conjuntas para marcar o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

- A CTB Pernambuco realizará manifestação no dia 8 (domingo) às 9h, em Olinda, no Bompreço de Casa Caiada.

Acontece em Brasília
- A Câmara dos Deputados promove uma série de eventos para celebrar o Dia Internacional da Mulher. Na última quinta-feira (5), mulheres que se destacaram na defesa dos direitos femininos foram premiadas com a entrega do Diploma da Mulher Cidadã Bertha Lutz.

Em 11 de março, a Câmara dos Deputados vai promover ato solene de entrega do Diploma Carlota Pereira de Queirós. Na mesma ocasião, será lançada a página Mulheres no Parlamento, no Portal da Câmara.

Também em 11 de março, a TV Câmara vai transmitir debate sobre a crise econômica e seus efeitos sobre a população feminina. O debate, com especialistas e representantes de movimentos sociais, é uma iniciativa da bancada feminina no Congresso que, na tentativa de reduzir esse impacto sobre as mulheres trabalhadoras, fará reivindicações ao Governo Federal.

Programação da Câmara

9 a 13 de março - Espaço do Servidor
Exposição "Mulher criando e fazendo ARTEsanato"

Ciclo de Palestras:
9/03 - plenário 14
14h a 15h20
Saúde da Mulher e o Trabalho (Dr. Luciano Gois)

15h30 às 17h
O uso contínuo do salto alto e os males para a coluna (Dr. Edmilson Farias Rocha)

10/03 - plenário 14
9h30 às 10h30
Educação Financeira - equilíbrio das finanças - uso saudável do dinheiro (psicólogas programa educação financeira CD)

10h40 às 12h
Como e onde a Mulher pode Investir em 2009 (Fernanda Ramos)

12/03 - plenário 14
14h às 15h20
Dicas de como melhorar o seu ambiente - Design de Interiores (Arquiteto Eliton Brandão)

15h30 às 17h
Moda e trabalho (Marco Antônio Vieira - editor de eventos de moda)

9 e 10 de março - Auditório Central do Memorial JK
9/03 - 18h

Abertura
10/03 - 9h às 18h
Seminário "Mais Mulheres no Poder - Uma Questão de Democracia"

11 de março - Auditório da TV Câmara
10h às 12h - ao vivo
Mesa Redonda "A Mulher e a Crise Econômica"

11 de março - Salão Nobre da Câmara
15h - Ato Solene
Entrega do Diploma Carlota Pereira de Queirós
Lançamento da página "Mulheres no Parlamento" no portal da Câmara

Outros eventos

Domingo
14h - 2º Parque da Mulher - O Governo do Distrito Federal organizou uma festa que terá várias apresentações musicais. No início da tarde, sobem ao palco bandas locais. O encerramento, às 19h, fica por conta do cantor Fábio Júnior.

O evento conta com os espaços Saúde (palestras e orientação), Beleza (serviço de cabeleireiro e oficinas de maquiagem), Artesanato (oficinas de biscuit, bolsas e bijuteria, entre outras), Cidadania (aconselhamento jurídico, noções básicas de informática etc.) e Criança (brinquedoteca, brinquedos infláveis e pintura de rosto).

O Sesc-DF promove uma ação comunitária no mesmo local, com a participação do Coral dos Mais Vividos. A entidade oferece avaliação física e orientação nutricional, oficinas, aulas de jump, pilates de solo e alongamento, gibiteca e salão de beleza. Todas as atividades são gratuitas. (Fonte: Saep-DF)

09-03-2009 | 10:35

Dom, 08 de Março de 2009 18:04

 

Trabalhadores de três categorias profissionais - farmacêuticos, empregados do setor do álcool e operários da construção civil - pedem aumento real de 6% a 7% em suas campanhas salariais.

São setores que não teriam sido afetados de forma tão intensa pela crise e poderiam conceder reajustes acima da inflação, argumentam representantes de trabalhadores e técnicos do Dieese especialistas em negociação salarial.

Se obtiverem os reajustes reivindicados, serão setores que irão na contramão da tendência de redução do número de acordos com ganhos acima da inflação, segundo previsão de analistas no início de ano.

Os 37 mil farmacêuticos do estado de São Paulo pedem ao setor patronal aumento real de 7%, além de inflação estimada em torno de 6% para repor as perdas salariais nos últimos 12 meses e participação nos lucros e resultados. A pauta foi entregue na última quarta-feira (4).

"As indústrias do setor tiveram aumento de faturamento de 19% em 2008. O setor reclama da falta de crédito para investimentos, mas teve ganhos de produção e faturamento. Agora, no fim de março, haverá reajuste dos medicamentos tabelados", diz Sérgio Luiz Leite, secretário-geral da Fequimfar, ligada à Força Sindical e que representa cerca de 10 mil trabalhadores do setor no estado.

O setor abriu 326 vagas no Estado em janeiro, recuperando-se da perda de 330 no último mês do ano passado.

No setor sucroalcooleiro, o pedido dos cerca de 25 mil trabalhadores é de 7% de ganho real, além de 5,89% de reposição da inflação pelo INPC.

"É preciso melhor distribuição de renda no setor. Nos últimos anos, as usinas tiveram grande desenvolvimento com a venda do álcool combustível", diz Danilo Pereira da Silva, presidente da Fequimfar. Os trabalhadores pedem ainda PLR, piso salarial de R$ 1.000 e qualificação profissional.

Na construção civil, 600 mil trabalhadores do Estado entregaram pauta na última terça aos setores patronais pedindo 6% de aumento, além de reposição da inflação, unificação dos pisos e redução da jornada para 40 horas semanais.

Sérgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP (indústria da construção paulista), prevê negociações difíceis. "O cenário é de incertezas. No último trimestre de 2008, o ritmo de vendas caiu em torno de 50%. Será muito difícil para as empresas aumentarem seus custos fixos, concedendo aumento real". (Fonte: Folha de S.Paulo)

09-03-2009 | 10:34

Dom, 08 de Março de 2009 18:06

 

O Brasil, que até pouco tempo atrás era o único que ainda estava em um ciclo econômico positivo, se uniu agora aos países que enfrentam forte desaceleração, mostrando como a crise está ganhando força, de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

O país era, até outubro de 2008 (quando a crise tinha se agravado, resultado da concordata, um mês antes, do banco Lehman Brothers), o único que se mantinha em um ciclo positivo, apesar de ele perder força.

Agora, segundo dados revisados pela OCDE, o país entrou em um cenário negativo em novembro (um mês antes da estimativa anterior). Em janeiro passou a estar em um ciclo de "forte desaceleração", igualando-se a todas as principais economias mundiais.

Em janeiro, a nota brasileira foi de 94,5 pontos (9,4 pontos abaixo da registrada em setembro) e inferior, por exemplo, à do México, que parece caminhar para uma recessão neste ano - o PIB já se retraiu no quarto trimestre de 2008.

Para o órgão, que reúne 30 das nações mais industrializadas, uma nota inferior a cem pontos aponta para um cenário negativo, situação em que estão todos os 33 países analisados.

Para chegar a essa previsão, a OCDE usou os indicadores antecedentes, que são vários dados aglutinados (no caso brasileiro, leva em conta a produção industrial, entre outros) para "tentar indicar momentos de mudanças na atividade econômica com aproximadamente seis meses de antecedência" e considerados um termômetro para essas economias. (Fonte: Folha de S.Paulo)

09-03-2009 | 10:33

Dom, 08 de Março de 2009 18:09

 

A produção da indústria brasileira recuou 17,2% em janeiro na comparação com igual mês de 2008, o pior resultado em 19 anos nessa base de comparação, segundo o IBGE.

Já na comparação de janeiro com dezembro, a produção cresceu 2,3%, interrompendo três meses de queda, puxada pela recuperação das montadoras graças à redução do IPI. Mas ficou abaixo das expectativas dos analistas.

"A indústria não ia tão mal desde 1990, quando o país vivia os efeitos do confisco da poupança decretada pelo presidente Fernando Collor", diz Sílvio Sales, coordenador da pesquisa do IBGE. "Mesmo que o resultado mensal seja positivo, os indicadores de longo prazo, que mostram a tendência do setor, vão mal".

O desempenho médio da indústria entre os meses de novembro e janeiro também confirma a percepção do IBGE. O indicador mostrou queda de 6,2%, atingindo o pior patamar dos últimos quatro anos. "Ainda que seja melhor do que os -6,9% de dezembro, não posso afirmar que a produção da indústria parou de cair porque o resultado ainda está muito ruim", diz Sales.

Na comparação com dezembro, a alta de 2,3% foi puxada, principalmente, pela indústria automotiva. Depois da fase de redução dos estoques -que incharam após o encarecimento do crédito-, as montadoras viram a demanda reaquecer graças à redução de IPI, no início do ano.

Assim, a produção de veículos cresceu 40,8% em janeiro ante o mês anterior, depois de cair 40,8% em dezembro.

Como antecipou a Folha na edição de quarta-feira, o Governo anunciará no fim do mês a prorrogação da redução de IPI para o setor automotivo.

Apesar do desempenho pontual de alguns segmentos em janeiro, a queda na produção segue se ampliando. De 755 itens pesquisados pelo IBGE, só 25% avançaram em janeiro. Entre janeiro e setembro, 60% da lista de produtos vinha em produção crescente.

Na comparação anual, o setor de bens de consumo duráveis -automóveis e eletrodomésticos- encolheu 31%. O setor de bens intermediários caiu 20,4%. "O segmento, que inclui insumos, já vinha sofrendo antes da crise porque perdeu a competitividade com a queda do dólar. Agora, o dólar subiu, mas a demanda externa caiu", diz o economista Rogério César Souza, do Iedi.

A indústria de máquinas e equipamentos, cujo crescimento indica tendência de expansão da capacidade produtiva do país, encolheu 13%.

O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis, que engloba as indústrias de alimento e vestuário, entre outras, apresentou a menor queda -8,3%.

"São setores dependentes da variação da renda do trabalhador, que, embora tenha caído, ainda não se movimentou de forma dramática. Nos próximos meses, ainda serão ancorados pelo aumento do salário mínimo e pelos programas de transferência de renda", afirma Sales. (Fonte: Folha de S.Paulo)

 

09-03-2009 | 10:32

 

O deputado Pepe Vargas (PT/RS) apresentou à Comissão de Finanças e Tributação Requerimento 161/09, que solicita a realização de três audiências públicas nos dias 24 e 26 de março, com representantes das centrais sindicais, entidades patronais e do Governo, para discutir o PL 3.299/08, que extingue o fator previdenciário.

 

O requerimento deve ser apreciado pela Comissão na próxima reunião do colegiado, quarta-feira (11).

O parlamentar foi designado relator do projeto de lei do senador Paulo Paim (PT/RS) em novembro de 2008, e desde então tem se reunido com diversos segmentos da sociedade na busca de um entendimento sobre a matéria.

A proposta de realização das audiências públicas na comissão ficou acertada durante o encontro no Ministério da Previdência Social, com representantes do Governo e centrais sindicais, que aconteceu no dia 4 de fevereiro.

O relator avalia que existe a necessidade de ampliar a discussão na Câmara, pois se trata de matéria relevante, que busca corrigir um dispositivo que não alcançou, na prática, os objetivos para os quais foi instituído e que atualmente penaliza aos trabalhadores do Regime Geral da Previdência Social no momento de sua aposentadoria.

Ele entende "ser imprescindível que todos os membros do Colegiado, tenham também a oportunidade de observar o posicionamento de cada grupo interessado no tema, como subsídio para o posicionamento de todas as bancadas à apreciação das proposições em plenário".

 

Fonte: Agência Informes

09-03-2009 | 09:03

 

EUA, Japão, Argentina, Chile e Coreia tiveram retração

 

Os resultados da produção industrial em janeiro no Brasil foram decepcionantes. Ainda assim, com seus 2,3% de crescimento, o Brasil é um dos poucos países que conseguiram sair do campo negativo após a paralisia produtiva que se espalhou pelo mundo no fim de 2008.

Entre os países que já divulgaram dados de janeiro, apenas a Coreia do Sul conseguiu apresentar um número positivo. A produção industrial sul-coreana cresceu 1,3% em janeiro em relação a dezembro de 2008 e despencou 25,6% no primeiro mês de janeiro, ante igual mês de 2008. Em dezembro, a produção na Coreia havia recuado 9,6% em relação a novembro.

Entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), apenas a Rússia já divulgou dados de janeiro. Com a economia altamente ligada às exportações de petróleo, a produção industrial despencou 19,9%, em janeiro contra dezembro, e 16% ante igual mês de 2008. Em dezembro, a produção russa, no entanto, havia subido 3,8% no comparativo mensal.

Na região, a Polônia mostrou que a sua produção encolheu no primeiro mês do ano 5,8%, ante dezembro, e 14,9%, no comparativo anual.

A Argentina registrou um tombo no seu ritmo produtivo em janeiro. Houve queda de 6,1% em relação a dezembro, em bases sazonalmente ajustadas. No resultado anual, a contração foi de 4,6%, após ajustes sazonais.

No Chile, a queda da produção se acelerou para 8,9% em janeiro, na comparação anual, após recuar 3,7% em dezembro.

ÁSIA
Com economia fortemente orientada pelo desempenho de suas exportações, o quadro produtivo de Taiwan mostrou deterioração acentuada. Houve queda recorde da atividade fabril de 43,11% em janeiro ante o mesmo mês de 2008, de acordo com dados ainda preliminares. O desempenho vem na sequência de um declínio de 32,04%.

Ainda na região asiática, mas inserido no grupo dos chamados desenvolvidos, o Japão viu sua produção cair 10,0% em janeiro, ante dezembro, mês que já havia mostrado queda de 9,8%. Nos EUA, a produção industrial cedeu 1,8% em janeiro, no mês, após queda de 2,4% em dezembro.

Fonte: Agência Estado

09-03-2009 | 09:01

 

Seis meses depois de assinada a Lei 11.770, que aumentou a licença-maternidade de 120 para 180 dias, as avaliações sobre a medida são positivas, mas também apontam a necessidade de avanços. Aprovada em setembro de 2008, para trabalhadoras da iniciativa privada, em dezembro do mesmo ano, a licença foi estendida às funcionárias públicas federais.

Na iniciativa privada, no entanto, o benefício só entrará em vigor em 2010, já que não houve tempo de incluir no Orçamento Geral da União de 2009 o impacto da isenção fiscal que será concedida às empresas que aderirem à ampliação.

Até agora, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, 108 municípios brasileiros e 14 estados, além do Distrito Federal, transformaram em leis locais a licença-maternidade ampliada, oferecendo-a a suas servidoras.

A licença de seis meses atendeu a recomendações médicas e a uma reivindicação antiga de diversas entidades de classe e movimentos sociais.

Para a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Rosane Silva, a lei é restritiva, porque será aplicada apenas às empresas que quiserem obter o benefício fiscal concedido por meio do programa federal Empresa Cidadã. Segundo Rosane, a obrigatoriedade de oferecer o benefício definida por meio de acordos coletivos das categorias de trabalhadores é mais eficiente do que a lei, já que abrange maior número de pessoas.

Rosane também diz que, apesar de alguns avanços, os empresários continuam resistentes. “Eles acham que as mulheres vão querer ter mais filhos, mas, desde que temos os direitos adquiridos, reduziu-se a taxa de natalidade por família. Ter filho é muito caro”, afirmou.

A consultora de Trabalho e Previdência do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, Eneida Dutra, também aponta limitações da lei, como por exemplo, o fato de o benefício só ser concedido nas empresas privadas mediante a solicitação da empregada gestante, mesmo quando já houve adesão do patrão ao programa do governo.

“A lei dá como faculdade a possibilidade. Não necessariamente todas as empregadas serão beneficiadas. Depende da opção da mulher”, criticou Eneida.

Ela também ressaltou que, embora muitas vezes a ampliação da licença seja vista como um benefício dado exclusivamente à mulher, a garantia não foi dada pela lei em função de gênero.

Mesmo sem receber o benefício fiscal do governo, algumas empresas já estão concedendo a licença estendida, pois a medida foi incluída em acordos coletivos de trabalho assinados com os sindicatos.
(Agência Brasil)

Fonte: Última Instância

09-03-2009 | 08:57