Mariana Flores
Correio Braziliense

Planejamento conclui, depois de oito meses, o mapa indicando onde estão os trabalhadores terceirizados que serão trocados por pessoal concursado até 2010. Em 2008, 10,2 mil vagas devem ser autorizadas

Tema de discussão dentro do governo federal desde 2003, a substituição dos terceirizados por concursados ganhou mais um capítulo na semana passada. Oito meses após assinar um termo de conciliação judicial com o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério do Planejamento finalmente concluiu o mapeamento da terceirização. Segundo o levantamento feito com os órgãos da administração direta, as autarquias e as fundações, e revelado com exclusividade pelo Correio, há, atualmente, 34.165 trabalhadores contratados irregularmente no serviço público federal. Todos deverão ser substituídos por servidores até 2010, conforme compromisso assumido pelo ministro Paulo Bernardo, do Planejamento. Ou seja, novas oportunidades para os concursandos interessados em entrar para o quadro de pessoal da União.

“É um ganho para o país porque vai profissionalizar a mão-de-obra com pessoas que têm compromisso com a administração. A administração pública precisa ter o controle porque o terceirizado custa mais caro que um servidor e muitas vezes com a terceirização abrimos as portas para o nepotismo, por meio das indicações políticas”, afirma o procurador do Trabalho Sebastião Vieira Caixeta.

De acordo com o cronograma apresentado pelo Planejamento ao MPT, as substituições podem começar já nos próximos meses. Ainda neste ano, o governo tem que autorizar a primeira etapa de concursos, que deverão substituir 30% dos terceirizados, ou seja, 10,2 mil pessoas. Até 31 de julho do ano que vem, as provas desta primeira fase já deverão ter sido aplicadas. Outros 30% serão dispensados até dezembro de 2009. Os concursos para trocar os 40% restantes devem ser realizados até 31 de outubro de 2010, sob pena do governo ter que arcar com multa de R$ 1 mil por trabalhador, além da punição aplicada ao gestor de cada órgão, que pode ser responsabilizado por crime de desobediência.

Volume maior
Não necessariamente o número de vagas abertas com os concursos precisa ser igual ao de terceirizados dispensados, segundo o procurador do Trabalho Sebastião Vieira Caixeta. Mas a expectativa, adverte, é que o volume seja até maior. “Eles não são obrigados a substituir em número igual, mas os terceirizados irregulares têm que sair. Há uma demanda no serviço público igual ou maior que esse volume”, afirma. Os servidores concordam. “Além de substituir os terceirizados, o governo precisa contratar mais. As pessoas estão se aposentando enquanto a população está crescendo e o governo não está repondo a força de trabalho. O aumento do contingente de servidores é uma reivindicação histórica nossa”, afirma o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa.

Das 34.165 contratações irregulares, 12.407 estão na administração direta, 7.301 nas autarquias, 6.429 nas empresas estatais e 8.028 nas fundações. O governo, por meio do Planejamento, prometeu substituir mesmo nos órgãos da administração indireta, segundo Caixeta. “A União se comprometeu a resolver o problema da administração direta e de encaminhar solução para os outros órgãos. Há uma disposição de substituir”, garante. Têm que ser dispensados todos os terceirizados que estejam exercendo funções típicas de servidores. Pela legislação, podem ser contratados sem concurso público apenas trabalhadores que atuem em atividades de conservação, limpeza, segurança, vigilância, transportes, informática, copeiragem, recepção, reprografia, telecomunicações e manutenção de prédios, equipamentos e instalações. 
 
Memória
Cobranças levaram à substituição

A troca de trabalhadores terceirizados por servidores federais teve início em 2002 quando o governo federal começou a ser cobrado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para regularizar seu quadro de pessoal. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi o primeiro, contratando, em 2003, 6,8 mil pessoas para atuar no atendimento à população e como médicos peritos. A perícia médica vinha sendo executada por clínicas credenciadas, descaracterizando uma atividade típica do Estado. Segundo o Ministério do Planejamento, somente no INSS a economia foi de R$ 150 milhões por ano. Desde 2003, mais de 32 mil terceirizados já foram substituídos pela União. Os outros 34.165 que ainda restam custam aos cofres públicos mais de R$ 1,9 bilhão por ano.

A prática era disseminada por toda a administração pública federal. Vários órgãos funcionavam quase integralmente com terceirizados empregados irregularmente. As contratações ocorriam de três formas distintas: via organismos internacionais, por cooperativas e por meio de contratos com empresas privadas de terceirização de serviços. O primeiro passo para a troca foi acabar com as ilegalidades nos contratos com entidades internacionais. “Até cinco atrás existiam 10 mil trabalhadores brasileiros contratados via organismos internacionais atuando no governo federal, uma forma de mascarar a necessidade de concurso público. Agora, sobraram menos de 300 contratados pelo processo de cooperação técnica, situação que se justifica para desenvolver um projeto por um tempo determinado”, explica o procurador do Trabalho Sebastião Vieira Caixeta. A segunda etapa foi a dispensa dos funcionários que trabalhavam via cooperativas.

A utilização em larga escala de profissionais não concursados mascara a necessidade de pessoal na máquina pública. Em 1991, o Executivo tinha 991,9 mil servidores ativos. Em 2002, o volume caiu para 809,9 mil, e em maio deste ano, após a realização de concursos, atingiu 997,9 mil. A idéia do governo é não fazer a troca de forma abrupta, mas sim gradualmente, de modo a não perder conhecimento acumulado pelos terceirizados que já estavam nos cargos.

De 2002 a 2007, foram autorizadas 116 mil vagas para serem preenchidas por meio de concursos públicos. Dessas, 32 mil autorizações foram exclusivas para substituir terceirizados, de acordo com o Planejamento. Em 2008, o governo autorizou a realização de concurso para troca emergencial de 1 mil terceirizados do Ministério da Saúde, 419 na Fundação Nacional da Saúde (Funasa), 365 na Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e 1.822 no Ministério do Trabalho. (MF) 
 
UnB concentra 8% das contratações que ferem a legislação
De todas as 34.165 contratações irregulares da União, 8% estão na Universidade de Brasília (UnB). A instituição é a que concentra o maior volume de terceirizados ilegais. Ao todo 2.853 funcionários deverão ser dispensados para abrir vaga para concursados, segundo as contas do Ministério do Planejamento. Ainda neste mês, a universidade deve fechar um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) fixando um cronograma para a regularização. O acordo deve prever a substituição em cinco anos e estipulará percentuais para serem trocados ano a ano. Por mês, a UnB gasta R$ 3,2 milhões para pagar os salários destes trabalhadores.

Atualmente, há médicos e professores terceirizados atuando na universidade, cargos que devem ser preenchidos exclusivamente por profissionais aprovados em concursos. A maior parte está no Hospital Universitário de Brasília (HUB), onde, estima-se, trabalhem 1.060 funcionários que não estão de acordo com a legislação.

No ranking dos cinco órgãos da administração indireta que têm maior volume de terceirizados há ainda a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que conta com 1.063 irregulares; a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com 2.236 profissionais, do Ministério da Saúde; e dois órgãos ligados ao Ministério de Minas e Energia: Furnas Centrais Elétricas e Cepisa (Companhia Energética do Piauí), com 1.817 e 1.111, respectivamente. (MF) 
 
BB e CEF fora da conta
O volume total de terceirizados atuando em funções exclusivas para concursados federais vai além dos mapeados pelo Ministério do Planejamento. Os números repassados ao Ministério Público do Trabalho (MPT) não reúnem os dados da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, que, juntos, devem ter mais de 40 mil trabalhadores contratados irregularmente, segundo estimativa do procurador do Trabalho Sebastião Vieira Caixeta. Apenas a Caixa se comprometeu, até agora, em substituí-los, segundo acordo firmado com o MPT. O BB ainda está discutindo a troca e na semana passada rejeitou a proposta feita pelo MPT.

Em todo o Brasil há dezenas de ações civis públicas ajuizadas pelo MPT para que o banco substitua seus funcionários irregulares. “A negociação com o Banco do Brasil não está avançando, mas se continuar assim podemos ajuizar uma ação obrigando o banco a dispensar os terceirizados irregulares”, ameaça Caixeta.

O acordo com a Caixa foi firmado em junho deste ano prevendo a contratação de 9.229 concursados em todo o país até junho de 2009. Desses, 3,1 mil têm de ser chamados até dezembro. A substituição teve início no último mês de maio com a convocação de 1.903 aprovados em concurso. Os 4.226 restantes têm que ser admitidos nos próximos 10 meses.

04-08-2008 | 10:51

O Globo

Antecipação do abono será paga também aos pensionistas

O governo vai antecipar o pagamento de metade do 13º salário na folha de agosto. Segundo o Ministério da Previdência, os beneficiários do INSS receberão metade do 13º salário junto com o pagamento referente a agosto. A medida tem impacto de cerca de R$6,9 bilhões e deve beneficiar em torno de 22,4 milhões de pessoas, segundo cálculos da pasta.

Essa será a terceira vez que o governo antecipa o pagamento de parte do benefício de fim de ano, cumprindo acordo com entidades de aposentados. A primeira antecipação ocorreu em 2006 e, pelo acordo, ocorrerá até 2010.

O presidente Lula ainda editará decreto tornando válida a medida. Parte dos aposentados e pensionistas receberá o benefício ainda em agosto. Quem ganha até um salário mínimo, com cartões de finais um a cinco, recebe entre os dias 25 e 29 de agosto. Os demais beneficiários - aqueles que ganham o mínimo e têm cartões com finais de seis a zero e os que recebem mais de um salário mínimo - terão antecipação paga entre os dias 1º e 5 de setembro. Com o abono, a folha de agosto deverá superar os R$21 bilhões. Também têm direito à antecipação quem recebe auxílio-doença.

01-08-2008 | 10:51

Jornal do Brasil

A presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil chegou até as mais altas esferas do governo, ao PT e ao Judiciário. Foi o que informou a revista Cambio, da Colômbia, ao analisar 85 emails entre o líder guerrilheiro Raúl Reyes, morto em março, e líderes das Farc. O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, classificou a reportagem de “fantasiosa”.

O governo brasileiro escondeu e o colombiano omitiu, por respeito à boa relação diplomática bilateral. Mas a imprensa insistiu na aparição do Brasil em e-mails recuperados do computador do líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Raúl Reyes, morto num bombardeiro em março, e encontrou. "Os vínculos das Farc com altos funcionários do governo do Brasil, entre eles cinco ministros, atingiram níveis escandalosos", denunciou ontem a revista colombiana Cambio.

As mais altas esferas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores, líderes políticos e o Poder Judiciário facilitaram o trânsito de guerrilheiros pelo Brasil. A conclusão depreende-se da análise de 85 e-mails que Reyes trocou com líderes das Farc entre fevereiro de 1999 e 2008, aos quais a Cambio teve acesso.

O conhecimento do chamado "dossiê brasileiro" começou a esboçar-se dia 19 quando, em visita a Bogotá, o presidente Lula bebia uma taça de aguardente para esconder o frio. Depois de agradecer Lula pelos seis anos de relações bilaterais dinâmicas e de confiança, o presidente colombiano Álvaro Uribe fez a Lula um breve resumo sobre a os arquivos encontrados no computador que comprometiam cidadãos e funcionários do governo com as Farc.

Terminada a reunião privada, Lula se calou, mas parte da informação foi vazada à imprensa.

Apesar de nenhum dos funcionários do governo ter enviado mensagens a membros da guerrilha, a revista assegura que despertam muitas dúvidas que exigem uma resposta do governo brasileiro. As Farc, afirma a Cambio, aproveitaram "a conjuntura criada pela chegada de Lula e do influente PT ao poder para chegar às mais altas esferas do governo".

Citados

Nos e-mails de Reyes, são mencionados cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior brasileiros.

A Cambio aponta o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o assessor presidencial Selvino Heck.

Em resposta, Garcia classificou recentemente como "irrelevantes" as mensagens encontradas no computador periciado por Bogotá.

Também são mencionados nos e-mails o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, a deputada distrital Erika Kokay e o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Fora da arena política estão Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como padre Olivério Medina, e o Cura Camilo, que atua como delegado das Farc no Brasil.

01-08-2008 | 10:39

Raphael Lima
Jornal do Brasil

Durante a reunião realizada ontem, entre o diretor de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame e o Secretário de Saúde do Rio, Sergio Cortes, para discutir soluções a respeito da crise na central de Transplantes do Estado do Rio de Janeiro, ficou decidido que os 1077 pacientes na fila de transplantes de fígado no Estado do Rio de Janeiro, serão recadastrados pela Central de Transplantes do Estado. Para efetuar esse recadastramento, os pacientes deverão passar por novos exames que serão realizados no Laboratório Central de Saúde pública Noel Nutels (LACENN), no Centro do Rio.

Esse recadastramento deverá ser realizado no prazo de duas semanas e segundo a Secretaria Estadual de Saúde, os novos pacientes da fila também deverão realizar seus exames no LACENN.

Fundão suspende cirurgias

A decisão de manter as cirurgias de transplante de fígado apenas no Hospital Geral de Bonsucesso (HGB) também foi ratificada na reunião. A direção do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Hospital do Fundão) enviou um ofício para a SES, no qual comunicava a suspensão das cirurgias de fígado na unidade por duas semanas. Segundo a secretaria, essa medida é temporária, para que o HGB não seja sobrecarregado.

01-08-2008 | 10:37

Bruna Talarico
Jornal do Brasil

A cabeleireira Regina Maria Santos, 48 anos, possui no próprio corpo as marcas da espera pelo transplante. Nos braços, ela vê as consequências de seis anos de hemodiálise, realizada três vezes por semana, sem interrupção. Com a transferência dos transplantes de fígado do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, para o Hospital Geral de Bonsucesso, no subúrbio do Rio, a cabeleireira vê a situação dos pacientes em espera, já caótica, piorar ainda mais.

– O que aconteceu é, pra gente, um balde de água fria. A maioria de nós é paciente do SUS, não temos condição de pagar R$ 250 mil por um órgão – reclama, indignada com as fraudes na fila de transplantados de fígado. – A sensação é a de que o pobre não tem vez. Hoje, manda quem tem dinheiro.

Regina convive há quatro anos com o drama da espera na fila do transplante de rim do Hospital Geral de Bonsucesso. Com dois irmãos na mesma situação e um já operado no Hospital do Fundão pela equipe do médico Joaquim Ribeiro Filho, preso na manhã de quarta-feira por fraudes na lista de transplantes, Regina tem a rotina marcada pela falta de orientação médica e a impotência diante do descaso das autoridades da área de saúde.

– Nós não temos perspectiva nenhuma. A fila no Hospital de Bonsucesso é enorme, morre gente na espera. O que já era lento vai demorar ainda mais – preocupa-se. – Estamos todos constrangidos. Quem vai querer doar órgãos, agora que é comércio?

Alfredo Pereira Duarte Filho, vice-presidente da Associação de Doentes Renais e Transplantados do Estado do Rio de Janeiro (ADRETERJ), expôs ao JB a preocupação com a repercussão das fraudes.

– A solução encontrada pela coordenação de transplantes em concentrar todos os procedimentos no HGB pode levar a um colapso no sistema,já que ele não está preparado para atender a demanda – ressalta. – Mas por outro lado, não temos alternativa, já que não existe outra unidade pública no município que faça este tipo de procedimento.

Alfredo, que recebeu o transplante de rim há 8 anos, no Hospital de Bonsucesso, acredita que haverá uma queda brusca no número de doadores.

– A pessoa doa para o Estado, não para o comércio. Eu sinto isso como se estivesse na fila, esperando, e estivesse achando que nunca seria transplantado – declara.

01-08-2008 | 10:36

Ricardo Brito
Correio Braziliense

Planalto usa medida provisória que dá status de ministério à Secretaria da Pesca para inchar as funções comissionadas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve comprar uma briga com o Congresso na próxima semana, quando os parlamentares voltarem ao trabalho. É que ao instituir por medida provisória o 38º ministério do seu governo, mudando o status da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), o presidente criou também 295 cargos comissionados para vários ministérios. A oposição pretende questionar a necessidade desses cargos. “É mais uma provocação contra o Legislativo”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP). “Essa MP não tem urgência nem relevância, mas o governo cria cargos dessa maneira porque não quer discutir o mérito da medida”, criticou.

A assessoria técnica tucana estima em R$ 14 milhões por ano o impacto nas contas públicas com a criação desses cargos. O rombo pode dobrar, segundo o líder, uma vez que não estão contabilizados aí gastos indiretos, como despesas com telefone, energia e viagens.

A MP criou 150 cargos comissionados para o Ministério da Pesca, 66 para a Secretaria Especial de Direitos Humanos, 16 para o Ministério da Integração Nacional e 8 para os ministérios da Fazenda e Desenvolvimento, cada um, e 8 para o Banco Central — que já tem status ministerial. Os salários dos novos cargos variam de R$ 1,9 mil a R$ 10 mil (veja quadro).

Embora tenha força de lei assim que é editada, a MP precisa ser apreciada pela Câmara e pelo Senado para continuar valendo. Aníbal quer se reunir, na semana que vem, com lideranças partidárias para discutir um meio de derrubar a criação desses comissionados no Congresso. O tucano deve se valer até da disposição do presidenta da Câmara, o petista Arlindo Chinaglia (SP), para tentar barrar a proposta. Chinaglia defende a votação de matérias pelo Legislativo em período eleitoral. Se a negociação no Congresso não vingar, Aníbal pretende ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a proposta.

Mangabeira
Se conseguir, não seria a primeira vez que o Congresso se rebela contra a criação de cargos do Executivo por medida provisória. Em setembro passado, uma rebelião de senadores do PMDB derrubou a MP que instituía 600 cargos de confiança dentro da proposta que criava uma secretaria especial para o filósofo Mangabeira Unger.

Dados mais recentes do Ministério do Planejamento dão conta de que existem 519 mil servidores públicos federais da ativa. Ao todo, 20.420 cargos comissionados são ocupados no setor público. Contudo, o ministério não informa quantos cargos comissionados ainda estão vagos. A assessoria de imprensa do ministério afirma que tal dado depende de os demais órgãos do Executivo informarem ao Ministério Planejamento a quantidade de comissionados para que a pasta faça uma compilação. Estima-se que sejam 4 mil vagas.

O presidente Lula defendeu a edição da MP na última terça-feira em evento na Bahia. Na ocasião, ele afirmou ser uma “vergonha” o país só pescar uma tonelada por ano, quando o Peru pesca 9 milhões e o Chile, 2 milhões. Com a MP, o objetivo do governo é melhorar a eficiência do setor. O professor de economia do setor público da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Nelson Marconi, discorda da necessidade de se ter um ministério da pesca. É um absurdo criar um ministério desses e esses novos cargos são reflexos da estrutura que se forma, afirmou, ao ressaltar que a pesca não é uma atividade prioritária no país. Dizer que está se profissionalizando o setor contratando comissionados é um contra-senso”, avalia. 
 
Nada de concurso

A MP que deu status de ministério para a Secretaria da Pesca criou 295 cargos comissionados. São eles:

150 para o Ministério da Pesca
66 para a Secretaria Especial de Direitos Humanos
12 para o Ministério da Fazenda
16 para o Ministério da Integração Nacional
8 para o Ministério da Saúde
8 para o Ministério do Desenvolvimento
8 vagas para o Banco Central e 27 funções gratificadas

A quantidade de vagas e os respectivos salários criados pela MP:

2 cargos de R$ 10.448
15 cargos de R$ 8.400
57 cargos de R$ 6.396,04
55 cargos de R$ 3.777,63
60 cargos de R$ 2.518,42
61 cargos de R$ 1.977,31

Obs.: A assessoria técnica da liderança do PSDB na Câmara estima que o impacto desses novos cargos será de R$ 14 milhões por ano aos cofres públicos.

O Executivo Federal tem hoje:

529.003 servidores públicos federais da ativa
20.420 cargos de confiança ocupados

Fonte: Boletim Estatístico de Pessoal / Ministério do Planejamento / Maio-2008
 

01-08-2008 | 10:27

Jornal de Brasília

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, concedeu mais duas liminares que suspendem a aplicação de parte da Súmula 228, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que trata do pagamento de adicional de insalubridade. As liminares foram pedidas pela Unimed Ribeirão Preto Cooperativa de Trabalho Médico e pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNS). As instituições contestaram decisão do plenário do TST que editou uma resolução e deu nova redação à Súmula 228. A partir de 9 de maio de 2008, o adicional de insalubridade passou a ser calculado sobre o salário básico e não mais sobre o salário mínimo. O ministro Gilmar Mendes já decidiu caso semelhante em reclamação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e justificou que a súmula do TST afronta a Súmula Vinculante 4, editada em abril deste ano pelo STF. Esta súmula impede a utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem devida a servidor público ou a empregado, salvo nos casos previstos na Constituição. A decisão também não permite a substituição de base de cálculo por meio de decisão judicial.

01-08-2008 | 10:22

Jornal de Brasília

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) voltou a cobrar do Ministério do Planejamento,a instalação imediata de grupo de trabalho criado no dia 15 de julho para discutir o plano de carreira para os servidores administrativos do Ministério da Justiça. O problema é que até agora nenhuma reunião aconteceu. Os participantes do grupo já haviam sido convocados e teriam até 60 dias para discutir e criar uma proposta de plano de carreira para o MJ. Hoje, os servidores administrativos do Ministério da Justiça estão lotados no Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE). Como esta é uma demanda emergencial, a Condsef segue pressionando o governo para que as negociações não sejam comprometidas.

01-08-2008 | 10:20

Gazeta Mercantil

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas brasileiras fechou em 14,6% em junho, com leve redução em relação aos 14,8% de maio. Este indicador reflete a abertura de 74 mil postos de trabalho no mês. Com este resultado, o mercado de trabalho absorveu a entrada de 24 mil pessoas e reduziu em 50 mil o total de desempregados nas áreas pesquisadas.
Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) elaborada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) referentes a junho revelam uma leve queda na criação de empregos formais no setor privado que apresentou redução de -0,3% em junho, comparado a maio. As contratações com carteira assinada registraram leve queda de -0,1% e os postos sem carteira assinada recuaram -0,7% no período.
Segundo a coordenadora de pesquisa do Dieese, Patrícia Lino Costa, estes resultados refletem um efeito sazonal deste período de baixa contratação e indicam também como as empresas começam a reagir em relação às incertezas quanto aos rumos da econômica brasileira nos próximos meses e ao ambiente de negócios.
Nível de ocupação
O nível de ocupação geral nas regiões metropolitanas no período de 12 meses encerrado em junho aumentou 4,7%. Este índice corresponde a criação de 770 mil postos de trabalho nos setores privado e público, autônomos e empregados domésticos. No ano, 599 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho com a redução de 171 mil pessoas no contingente de desempregados em 12 meses. A pesquisa da Fundação Seade/Dieese registra, em junho, um total de 2,89 milhões de trabalhadores sem emprego nas regiões analisadas.

31-07-2008 | 11:10

Folha de S. Paulo

A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) reajusta hoje os preços dos serviços postais e telegráficos nacionais e internacionais. O preço de envio de carta não comercial (pessoa física) terá reajuste de 8,3%, passando de R$ 0,60 para R$ 0,65. A carta comercial (pessoa jurídica) terá seu valor reajustado de R$ 0,90 para R$ 1,00, com uma variação de 11,1%. Os serviços telegráficos nacionais serão corrigidos, na média, em 10,6%. Em relação aos serviços internacionais, o valor das cartas terá reajuste em torno de 8,3%.

31-07-2008 | 10:51