| Mariana Flores |
| Correio Braziliense |
Taxa de desemprego no DF cai para 16,9% em junho, devido às contratações que exigem menos qualificação. Salário médio diminui
Os moradores de cidades fora do Plano Piloto são os mais beneficiados pela melhoria do mercado de trabalho verificada nos últimos meses. Das vagas geradas no primeiro semestre do ano, todas foram ocupadas por pessoas das cidades de renda mais baixa do Distrito Federal. No período, houve redução do número de trabalhadores ocupados no Plano Piloto e nas cidades de rendimento intermediário, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Secretaria de Trabalho do Governo do DF. De janeiro a junho, aumentou em 19.282 o número de brasilienses que estão empregados e moram em Brazlândia, Ceilândia, Samambaia, Paranoá, São Sebastião, Santa Maria e Recanto das Emas. Somente entre maio e junho, houve um acréscimo de 12.174 contratações.
A população das outras regiões do DF foi prejudicada pelo desemprego. O número de moradores das asas Norte e Sul e dos lagos Sul e Norte ocupados reduziu em 7.451 desde o início do ano. No mês passado, a queda foi de 325. Nas outras cidades pesquisadas pelo Dieese, aumentou em 421 a quantidade de desempregados desde maio e em 1.413, desde 2007. Entram nesse grupo os moradores do Gama, de Taguatinga, de Sobradinho, de Planaltina, do Núcleo Bandeirante, do Guará, do Cruzeiro, da Candangolândia e do Riacho Fundo. No DF, o saldo de ocupados aumentou em 11.427 de maio a junho e em 10.418, desde janeiro.
A explicação para as contratações entre moradores de regiões mais pobres está no tipo de emprego criado, segundo os especialistas do Dieese. A maioria exige pouca qualificação e paga salários mais baixos. No mês passado, o comércio e o setor de serviços foram os que mais empregaram — geraram 11 mil e 8 mil vagas, respectivamente. O setor definido como outros, que inclui as contratações no setor de agricultura, em embaixadas e organismos internacionais e serviços domésticos, empregou mil pessoas. Já a administração pública desligou 4 mil funcionários, seguida pela indústria, que demitiu 3 mil pessoas, e pela construção civil, com outros 2 mil.
A criação de postos com salários mais baixos reduziu o rendimento médio do brasiliense. Na última pesquisa, a renda era de R$ 1.645, contra R$ 1.665 do período anterior. “Como não houve queda dos salários de quem já estava empregado, concluímos que as contratações do mês passado foram de pessoas com salários abaixo da média”, afirma o supervisor do Dieese, Clóvis Scherer. “Com a inflação elevada, os empresários não estão investindo tanto quanto se esperava e estancaram a contratação de pessoas especializadas, que demandam salários mais altos”, avalia o técnico do Dieese responsável pela PED, Antônio Ibarra.
Com o aumento das contratações em junho, a taxa de desemprego caiu de 17,4% em maio para 16,9% em junho. Foi no mês passado que a brasiliense Patrícia Lopes, de 24 anos, saiu da condição de desempregada e foi contratada para trabalhar como assistente de marketing de um shopping. Seu tempo de procura foi pequeno, de apenas um mês, mas angustiante, conta. “E ainda estou ganhando 20% mais do que ganhava antes”, comemora.
Concurso aberto
Letícia Nobre
A Marinha do Brasil recebe inscrições para o corpo de auxiliar de praças (CAP) até 12 de agosto. As 160 vagas estão distribuídas em 25 carreiras e podem concorrer candidatos de ambos os sexos de todo Brasil. A seleção terá duas etapas: fase eliminatória inicial e o curso de formação.
Os interessados devem ter entre 18 e 24 anos no início do curso, marcado para 30 de julho de 2009, e ter concluído o curso técnico em uma das seguintes áreas: administração (sete vagas), administração hospitalar (uma), arte gráficas (duas), contabilidade (33), desenho de arquitetura (uma), desenho mecânico (três), edificações (uma), eletrônica (cinco), eletrotécnica (duas), enfermagem (13), estatística (quatro), estruturas navais (uma), geodésia ou cartografia (uma), higiene dental(seis), mecânica (duas), meteorologia (10), nutrição (uma), patologia clínica (15), processamento de dados (30), prótese dentária (uma), química (duas), radiologia médica (nove), reabilitação (duas), secretariado(cinco), telecomunicações (três).
O formulário de adesão e o boleto de pagamento no valor de R$ 19 estão no site www.mar.mil.br e nas organizações militares da marinha listadas no edital. As primeiras provas (objetivas e redação) estão marcadas para 4 de novembro. Os aprovados seguem para verificação de dados bibliográficos, seleção psicofísica, teste físico e exame psicológico. Quem for considerado apto em todas as avaliações faz o curso de formação, que tem duração de 17 semanas. Os valores dos salários durante o curso não foram divulgados.