| Letícia Nobre |
| Correio Braziliense |
O governador José Roberto Arruda autorizou ontem a abertura de concurso público para agente da Polícia Civil. São 320 vagas: 129 para admissão imediata e 191 para cadastro de reserva. O edital será publicado ainda este ano e o salário inicial é de, aproximadamente, R$ 7,3 mil.
Segundo a subsecretária de Recursos Humanos do GDF, Josélia Praça Medeiros, a realização do processo seletivo não será prejudicado pelo decreto governamental — publicado no início de maio — que suspende até setembro todas as etapas dos concursos previstos ou em andamento. “A suspensão se refere à abertura e admissão de pessoal. Nesse caso, o processo está no início e a admissão só deve ocorrer em 2009, por isso não serão atingidos”, detalha.
A notícia vem em boa hora, mas não deve resolver o problema. A Polícia Civil admitiu que as autorizações são aquém das necessidades da corporação, que conta com 5,4 mil profissionais . O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF, Welligton Luiz de Souza Silva, afirmou que atualmente seriam necessários 500 agentes, 150 delegados, 200 escrivães e 200 peritos criminais.
“Com segurança pública não se pode trabalhar com paliativos. O cidadão não entende e não tem como entender que um agente ou perito não pode atender a uma ocorrência na casa dele por falta de pessoal disponível nas delegacias. Dependemos de recursos federais e isso complica ainda mais as coisas”, reclamou. De acordo com a Academia de Polícia Civil, há um projeto de lei tramitando na Câmara Federal que amplia o quadro para 9 mil servidores.
25 mil inscritos
No último concurso, 25.941 pessoas disputaram 643 vagas e salários de R$ 4.223,73 — uma concorrência de 40 candidatos por vaga. Desde 1996, todos os interessados em ingressar na corporação devem ter terminado o nível superior e ser aprovados nas cinco etapas: prova objetiva (língua portuguesa, noções de direito constitucional, direito administrativo, penal, noções de direito civil e noções de informática) e discursiva (redação), exame biométrico e avaliação médica, teste de capacidade física, avaliação psicológica e sindicância da vida pregressa.
Oportunidade
Polícia Civil do Distrito Federal
Vagas - 320 para agente de polícia (129 imediatas e 191 para cadastro de reserva)
Salário - R$ 7,3 mil
Edital - segundo semestre
Contratação - início de 2009
Aprovados sem cargos
O Banco do Brasil irá recorrer da decisão liminar da juíza Raquel Gonçalves Maynarde, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, que proíbe o banco de contratar os aprovados no concurso de 2008 até que o processo que analisa a validade da seleção anterior tenha julgamento final. O departamento jurídico do banco foi notificado na quarta-feira e ainda não definiu uma data para entrar com recurso. Cerca de 18 mil candidatos se inscreveram para as provas do cargo de escriturário realizadas no dia 18 de maio. O resultado deve ser divulgado hoje pelo Cespe/UnB.
A juíza acatou pedido do promotor do trabalho Cristiano Paixão, autor da ação civil pública. Ele defende que a abertura de um novo concurso já é indício da necessidade de profissionais e não haveria justificativa plausível para abrir outro com um ainda vigente. A magistrada também apontou que no edital existia a possibilidade de prorrogação. “Uma vez que o réu estabeleceu que o concurso relativo ao edital 2006/001 era para formação de cadastro de reserva e tendo o mesmo ocorrido com relação ao edital 2008/001, inexiste qualquer justificativa plausível para o não aproveitamento dos candidatos aprovados no certame ocorrido em 2006, sob pena de ofensa aos princípios da moralidade e impessoalidade”, disse Maynarde.
De acordo com o diretor de Gestão de Pessoas do banco, Juraci Masiero, a realização de uma nova seleção e a não prorrogação do prazo de validade de mais de dois anos do edital de 2006 justifica-se como opção da instituição. “A orientação adotada pelo banco em relação à convocação de candidatos aprovados e no que se refere ao início de nova seleção encontra-se amparada pela lei e é o que melhor atende à dinâmica da empresa”, defende. Há dois anos foram aprovados 2.744 candidatos — destes, 1.468 foram nomeados. Essa mesma discussão provocou a suspensão das provas dias antes da realização, quando a instituição também optou por derrubar a liminar.
Salário de temporários
O governo federal divulgou ontem no Diário Oficial da União a tabela de remuneração para os 1.891 postos temporários criados para atender às demandas excepcionais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os contratos podem ter duração de quatro anos e o candidato deve ter nível superior completo.
Os salários variam de R$ 1,7 mil para as atividades técnicas de formação específica, R$ 2.250 para atividades de apoio à tecnologia da informação, R$ 3,8 mil para execução de técnicas de suporte, R$ 5 mil para planejamento e desenvolvimento de atividades didático-pedagógicas em escolas do governo, R$ 6.130 para atividades técnicas de complexidade intelectual e R$ 8,3 mil para quem desenvolver funções técnicas de complexidade gerencial, de tecnologia da informação ou de engenharia sênior.
De acordo com a legislação, são exemplos de necessidades que justificam a contratação temporária: atividades de implantação de órgãos ou entidades ou de novas atribuições definidas para organizações existentes ou as decorrentes de aumento transitório no volume de trabalho; identificação e demarcação territorial; técnicas especializadas de tecnologia da informação, de comunicação e de revisão de processos de trabalho; atividades didático-pedagógicas em escolas de governo, de assistência à saúde a comunidades indígenas; combate a emergências ambientais, entre outras ações.
Distribuição
Os 11 ministérios beneficiados podem contratar a partir desse mês. A seleção será feita por meio de prova escrita e fica a cargo de cada órgão estipular quantas vagas serão oferecidas, além de elaborar e publicar os editais. No Ministério da Saúde, são 154 vagas para a Funasa, 320 para administração direta, 105 para hospitais gerais e institutos do Rio de Janeiro e 75 para institutos e centros de pesquisa.
Dos 218 postos no Planejamento, 213 são da Secretaria de Patrimônio da União e cinco para a Escola Nacional de Administração Pública. Os ministérios do Transporte e do Meio Ambiente foram contemplados com até 200 novos servidores, cada.
São 160 vagas para o Ministério da Justiça — 60 delas para a Funai. Foram reservadas para o Turismo 100 oportunidades, nas Comunicações, 40 e na Integração Social, 83 vagas. No Ministério da Cultura a oferta de 40, postos são para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As pastas de Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome ficaram com 86 e 110 vagas, respectivamente.
Contratações
Em fevereiro, o Planejamento anunciou a realização de um concurso também voltado para necessidades do PAC. Eram 600 vagas de analista de infra-estrutura e especialista de infra-estrutura sênior. O edital foi publicado em fevereiro e estavam aptos a se candidatar graduados em engenharia, arquitetura e urbanismo ou geologia. No caso dos especialistas, era preciso ter 12 anos de experiência. As provas foram realizadas em abril e atraíram mais de 10 mil inscritos. O resultado da primeira etapa saiu no início do mês e as respostas das análises de título e entrevistas estão previstas para 17 de junho.
Remuneração
Quanto vão ganhar os trabalhadores temporários
Cargo - Salário (R$)
Atividades Técnicas de Formação Específica – nível intermediário - 1.700,00
Atividades de Apoio à Tecnologia da Informação - 2.250,00
Atividades Técnicas de Suporte – nível superior - 3.800,00
Planejamento e Desenvolvimento de Atividades Didático-Pedagógicas em Escola de Governo - 5.000,00
Atividades Técnicas de Complexidade Intelectual - 6.130,00
Atividades Técnicas de Complexidade Gerencial, de Tecnologia da Informação e de Engenharia Sênior - 8.300,00
Fonte: Diário Oficial da União.