Maria Eugênia
Jornal de Brasília


A Condsef realizou uma plenária que apontou algumas ações, principalmente contra a quebra da paridade. Em abril, a entidade realiza um seminário para servidores aposentados e pretende agendar uma atividade em Brasília reunindo a categoria para um protesto em frente ao Palácio do Planalto. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) deve se juntar à Condsef na luta em favor desse direito dos servidores, reconhecido pela Constituição. “Não podemos perder de vista a necessidade de continuar nossa luta”, disse Luís Carlos de Alencar, diretor da Condsef.

31-03-2008 | 09:29

Maria Eugênia
Jornal de Brasília


Em reunião com representantes do governo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público (Condsef) recebeu a confirmação de que as melhorias solicitadas na tabela salarial dos administrativos fazendários serão acatadas. A expectativa é de que a proposta para a categoria vá no pacote de reajustes que deve seguir para o Congresso Nacional esta semana. A principal mudança solicitada pela Condsef da última tabela apresentada está em transformar o Vencimento Básico (VB) na principal parcela do contracheque
dos servidores.

31-03-2008 | 09:27

Maria Eugênia
Jornal de Brasília


Os servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) foram surpreendidos pela decisão do governo de não levar adiante a implementação do Plano de Carreira e Cargos Indigenista (PCCIn).
O anúncio foi dado pelo Ministério do Planejamento que contou com a presença do diretor de administração da Funai, Celso Alberici. Representantes da comissão nacional de servidores do órgão encararam o recuo com revolta. Uma tabela havia sido apresentada à categoria em 2007 e precisava apenas de ajustes. Diante do impasse, uma nova reunião deve acontecer entre os dias 7 e 11 de abril. Em seguida, os servidores farão uma plenária nacional do setor que deve discutir ações para dar agilidade ao processo de negociações com o governo. Para a entidade, o momento exige reação rápida.

31-03-2008 | 09:26

Maria Eugênia
Jornal de Brasília


O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) convoca os professores que ultrapassaram 730 dias de atestado e que, por isso, tiveram redução de padrão para uma reunião na próxima quinta-feira, às 19h, na sede do sindicato. Na ocasião, o Departamento Jurídico do sindicato prestará esclarecimentos e discutiremos as estratégias para garantir plenamente os direitos
dos professores.

31-03-2008 | 09:24

Maria Eugênia
Jornal de Brasília

E o presidente Luís Inácio Lula da Silva deve fechar hoje o índice de reajuste dos quase 700 mil militares das Forças Armadas. As negociações sobre o aumento de salário dos militares foram suspensas em janeiro. Inicialmente, a idéia era conceder aumentos escalonados e várias possibilidades foram colocadas, como variações de 27% a 37%. Recentemente, os percentuais foram reduzidos de 8% a 16%.

31-03-2008 | 09:21

Maria Eugênia
Jornal de Brasília


Uma decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal tem preocupado os policiais civis do Distrito Federal. A ministra Carmem Lúcia pediu o arquivamento da Ação Direta de Constitucionalidade (Adin) contra a lei que permite a Polícia Militar de São Paulo elaborar termos circunstanciados, geralmente usados em crimes de menor potencial ofensivo, que substitui o inquérito
policial. Na prática, isso significa que os juízes do Estado poderão aceitar os atos normativos assinados por oficiais da PM.

31-03-2008 | 09:18

Maria Eugênia
Jornal de Brasília


Na próxima quinta-feira, às 10h, em frente ao Buritinga, haverá ato público de todos os servidores da saúde, promovido pelo SindSaúde-DF em luta de melhores condições de trabalho da categoria. Entre as reivindicações da categoria, a redução da carga horária para 20 horas semanais. incorporação de gratificação; implementação do plano de saúde; extensão das duas férias anuais para todos; e plano de moradia que atenda as necessidades dos servidores. O SindSaúde-DF representa cerca de 14 mil servidores.

31-03-2008 | 09:09

RANIER BRAGON
Folha de S. Paulo

Aumento foi de 5 pontos em relação a novembro; desaprovação também cai, para 11%



Recuperação da aprovação no Sul, que subiu 11 pontos, e ampliação de prestígio do petista no Nordeste (68%) alavancaram popularidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou a maior popularidade em seus cinco anos e três meses de governo, atingindo índice que supera com folga o obtido por todos os seus antecessores desde Fernando Collor (1990-1992), pelo menos, mostra pesquisa nacional realizada pelo Datafolha. A aprovação de Lula é de 55%, apesar de a saúde ter sido eleita a área em que o governo apresenta seu pior desempenho.


Os números da pesquisa -feita entre os dias 25 e 27 com 4.044 entrevistados em 24 Estados, mais o Distrito Federal- indicam que a popularidade recorde do petista foi alavancada por uma recuperação da aprovação no Sul, tradicionalmente uma das regiões mais críticas a ele (aprovação subiu 11 pontos percentuais, para 52%), e pela ampliação do seu prestígio no Nordeste, onde alcançou 68% de avaliação positiva.


É o Nordeste a região mais atendida proporcionalmente pelo Bolsa Família -31,3% das famílias da região recebiam o benefício em 2006, contra média nacional de 14,9%. No Sul, um fator que pode explicar o desempenho de Lula é a recuperação do setor agrícola.


Em relação à última pesquisa Datafolha, de novembro, Lula obteve crescimento de cinco pontos percentuais em sua avaliação positiva (50% à época), o que mostra que a crise dos cartões corporativos não representou abalo na imagem do presidente ou do governo.


A desaprovação também é uma das menores em todo o governo: só 11% consideram seu desempenho ruim ou péssimo. O governo obteve nota média 7 dos entrevistados -melhor resultado desde quando assumiu.


Pesquisa do Ibope divulgada na quinta apontou igualmente índice recorde de aprovação do governo -58% contra 50% da anterior, de dezembro.



Antecessores


A análise do desempenho do governo Lula por meio das pesquisas Datafolha, desde sua posse (2003), mostra que o período em que a aprovação ficou mais ameaçada foi na crise do mensalão, no final de 2005, quando o seu índice de "ótimo e bom" atingiu o nível mais baixo, 28%, e chegou a ser superado pelos que consideravam o governo ruim ou péssimo, 29%.


Desde então, houve uma recuperação que tomou corpo na campanha eleitoral de 2006.


Em março de 2000, quando o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso completava também cinco anos e três meses, o Datafolha registrava só 18% de aprovação a FHC (e 43% de reprovação), um terço do que Lula alcança agora.


Na ocasião, FHC começava uma lenta recuperação da popularidade abalada por causa da crise econômica que se seguiu à desvalorização do real, em 1999. Ele deixou o governo, em 2002, com 26% de aprovação -o pico foi em 1996 (47%).


O antecessor, Itamar Franco (1992-1994), teve a mais alta popularidade justamente ao deixar o governo -41%. Fernando Collor, cassado sob acusação de corrupção, nunca atingiu índice superior a 36%. O Datafolha começou em 1990 a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo federal.



Pontos fracos


O Sudeste foi a única região em que Lula não teve crescimento de popularidade -o índice dos que consideram o governo "bom ou ótimo" só oscilou de 46% para 47%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O índice de aprovação também subiu menos nas regiões metropolitanas (de 45% para 49%) do que nas cidades do interior, de 54% para 60%.


Em relação à escolaridade, a avaliação positiva subiu sete pontos entre os que têm ensino médio (chegando a 52%) ou ensino superior (47%). Levando-se em conta a renda, a maior alta foi alcançada entre os que ganham de cinco a dez salários mínimos (de 43% a 50%).

31-03-2008 | 09:01

EDSON LUIZ

Correio Braziliense


Servidor da Presidência que integra comissão para investigar dossiê participou da apuração do caso Waldomiro, que acabou sem punição
 
Se depender do resultado da última grande sindicância aberta no Palácio do Planalto para averiguar irregularidades, é possível que a apuração do vazamento dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aberto na semana passada, não dê em nada. O primeiro caso de repercussão ocorreu em 2004, envolvendo o então subsecretário de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, Waldomiro Diniz, acusado de recebimento de propina quando dirigia a Loteria do Rio de Janeiro (Loterj). Inclusive, um dos funcionários escolhidos pela ministra Dilma Rousseff para integrar a atual comissão de investigação das informações do governo passado também atuou na sindicância em torno de Diniz, que não resultou em nenhuma punição.

A comissão, que terá até 24 de abril para concluir seus trabalhos, é presidida pelo corregedor-geral adjunto da União para a Área Social, Waldir João Ferreira da Silva Junior. Ele é funcionário da Presidência da República, assim como Edimar Fernandes de Oliveira, outro integrante da comissão, que atua como corregedor da Advocacia-Geral da União (AGU) e foi quem esteve no caso de Waldomiro Diniz.

O terceiro encarregado pela investigação é Carlos Humberto de Oliveira, que faz parte do conselho gestor do Fundo Nacional de Segurança Pública e que trabalha diretamente na Casa Civil, subordinado a Dilma e a Erenice Guerra – responsável pela coleta dos dados referentes aos gastos do governo de Fernando Henrique.

Falhas na coleta
Na última sindicância vultuosa ocorrida no Palácio do Planalto, não houve punições. Principal envolvido, Waldomiro Diniz nem ao menos chegou a depor. Disse na ocasião que só falaria em juízo. Além dele, outras 23 de 28 pessoas convocadas prestaram depoimento, mas as 21 reuniões promovidas pela comissão de sindicância resultaram em nada. Não houve, por exemplo, coleta de documentos pessoais de Diniz, que estariam no computador usado no Palácio do Planalto. Além disso, a comissão não teve como se aprofundar na investigação em torno das agendas e pautas de reuniões do ex-assessor da Casa Civil.

O resultado final da sindicância não cita em nenhum momento que Waldomiro Diniz era ligado ao ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, que também não foi chamado para depor. Este mesmo procedimento deve ser adotado em torno da atual chefe da pasta, Dilma Rousseff. A comissão apenas concluiu que o ex-assessor palaciano tivera três encontros com executivos de uma multinacional para tratar sobre a renovação de contratos da Caixa Econômica Federal.

A conclusão foi somente de que haviam indícios de que Diniz teria cometido improbidade administrativa. No caso da sindicância atual, nem isso poderá ser constatado, já que o vazamento deve ser tratado como uma infração administrativa, o que resultaria na perda do cargo comissionado ou simplesmente em uma advertência. 
 
Crítica ao vazamento
Recém-eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes afirmou ontem em Curitiba (PR) que a prática de vazamento de informações pelo governo federal vai contra a democracia. “Não tenho dados específicos sobre o assunto, mas se de fato alguém pratica esta política de levantamento de dados para vazar com o intuito de formar dossiê é lamentável, se isso se pratica no âmbito do governo é lamentável. Acho que até não é uma prática condizente com o Estado de direito democrático”, afirmou, referindo-se à atual situação política da ministra Dilma Rousseff, envolvida na denúncia de vazamento de dados sobre gastos pessoais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Reportagem publicada na sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo acusou a secretária-executiva da Casa Civil e braço direito de Dilma, Erenice Guerra, como autora do suposto levantamento dos gastos do ex-presidente. De acordo com informações da Agência Estado, o documento do Tribunal de Contas da União (TCU) não é suficiente para justificar o levantamento de informações sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, segundo a revista Veja, correspondem ao período de 1998 a 2001. O Acórdão 230/2006, no qual a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se baseia para justificar o banco de dados do ex-presidente determina retroatividade das contas apenas até setembro de 2002, fim do segundo mandato de FHC.

31-03-2008 | 08:59

Maria Eugênia
Jornal de brasília


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou o entendimento de que não há óbice ao enquadramento dos fiscais de tributos do Instituto Nacional do Açúcar e do Álcool (IAA) no cargo de auditor fiscal do Tesouro Nacional, tendo em vista a compatibilidade de atribuições, nos termos do artigo 30 da Lei 8.112/90. A conclusão da Terceira Seção unifica a questão nas duas Turmas – Quinta e Sexta – que julgam questões referentes a servidores públicos. O caso chegou à Seção em embargos de divergência propostos por um servidor, contestando a decisão da Quinta Turma do STJ que lhe negou o direito ao enquadramento por entender que o aproveitamento estaria sujeito a atribuições e vencimentos compatíveis com o cargo anteriormente ocupado, o que não ocorreria no caso em questão. Ele argumentou haver divergência entre decisões da Quinta e da Sexta Turma. Por unanimidade, acompanhando o voto da relatora, desembargadora convocada Jane Silva, a Terceira Seção reconheceu a divergência alegada pelo servidor e unificou o entendimento.

28-03-2008 | 10:12