Rosa Costa
O Estado de S. Paulo

Há dois anos no cargo de primeiro-secretário do Senado, o senador Efraim Morais (DEM-PB) decidiu contemplar quatro empresas de comunicação de seu Estado com dinheiro público. Foi ele quem autorizou os quatro contratos assinados pelo Senado, cada um no valor de R$ 48 mil por mês, para exibir propaganda da Casa na internet ou divulgar notícias sobre senadores na Paraíba. Ao todo, os contratos superam R$ 2,3 milhões anuais.

As empresas são minúsculas em comparação com a estrutura de comunicação do próprio Senado e, na maioria dos casos, não fazem mais que reproduzir informações produzidas pelo Legislativo. Uma delas é a Paraíba Internet Graphics Ltda (www.paraiba.com.br), a mesma que cuida do site do próprio senador (efraimmorais.com.br), espaço que ele usa para fazer propaganda pessoal.

Procurado pelo Estado, Efraim não respondeu às ligações. Tampouco foram localizados o presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e o secretário-geral, Agaciel Maia. A assessoria de Efraim alega que o portal com o banner do Senado traz um link que remete ao site da instituição, com fazem grandes empresas de comunicação - a diferença é que essas empresas tratam o serviço do Senado como de utildiade pública e não cobram nada.

Os contratos de um ano foram assinados sem licitação com a MMF Comunicação e Fatos, Paraiba Internet, Rádio e TV Paraibana e Rogéria Pontes (RPN). Há ainda o contrato no valor de R$ 120 mil/ano para a Agência Nordeste “redistribuir” notícias da Agência Senado.

Dados da página do Senado, no local identificado como “licitações e contratos”, informam que a assinatura ocorreu no dia 27 de abril do ano passado.

Outros pretendentes que não têm padrinhos fortes como o primeiro-secretário foram rejeitados sumariamente. É o caso da Agência Amazônia, cuja oferta para divulgar as notícias da Agência Senado era bem mais em conta, de R$ 1 mil por mês, pelo período de um ano.

No primeiro mandato no Senado, Efraim Morais ganhou notoriedade nos últimos dias como autor do trem da alegria que permitiria a cada um dos 81 senadores e aos 16 líderes contratarem mais um assessor técnico, com salário de R$ 9,97 mil.

A chefe de gabinete do senador, Mariângela Cascão Pires Albuquerque, aparece no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como doadora de R$ 30 mil para a campanha do filho do senador, Efraim Filho, eleito deputado em 2006. O deputado disse que a doação "se deve a uma relação de confiança" com a servidora do Senado.

25-07-2008 | 10:34

Roldão Arruda
O Estado de S. Paulo

Parceria com o Ministério do Trabalho deverá beneficiar 185 mil pessoas numa primeira etapa

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome vai pôr em andamento, a partir de setembro, um programa de capacitação de mão-de-obra para os beneficiários do Bolsa-Família. O programa, desenvolvido em parceria com o Ministério do Trabalho, deverá beneficiar numa primeira etapa 185 mil pessoas. Elas estão sendo selecionadas por meio do Cadastro Único - que reúne informações de pessoas de famílias com renda mensal de até três salários mínimos em todo o País.

O programa constitui mais uma maneira de ajudar as pessoas a encontrar a porta de saída do Bolsa-Família, ou, como prefere dizer o ministro Patrus Ananias, a emancipar-se. “Nosso objetivo é capacitar as pessoas para que possam aproveitar melhor as oportunidades de emprego nos locais onde vivem”, diz ele. “Serão mais oportunidades de inclusão.”

Os selecionados receberão, a partir de setembro, uma carta comunicando a escolha e indicando os locais onde poderão fazer os cursos de capacitação. As atividades profissionais selecionadas nessa etapa estão ligadas principalmente ao setor de construção civil: pintor, azulejista, carpinteiro, eletricista, encanador e outras.

As cidades escolhidas para dar a partida no programa foram São Paulo, Rio e Fortaleza. Na segunda-feira os gestores municipais do Bolsa-Família nessas três capitais passarão a receber informações sobre como deverão atuar.

O programa será levado adiante pela Secretaria de Geração de Oportunidades - órgão do ministério que ainda está sendo criado e substituirá a atual Secretaria de Articulação Institucional e Parcerias. Enquanto a atual secretaria dá prioridade às relações com empresas, a nova terá como foco a questão do emprego.

ÍNDICES

Segundo Patrus, os constantes aumentos nos índices de emprego registrados recentemente no País não atingem a maioria dos beneficiários do Bolsa-Família. “Isso ocorre porque a retomada do emprego está voltada sobretudo para trabalhadores qualificados”, explica Patrus. Daí o esforço para qualificar as pessoas.

A criação de oportunidades de trabalho com carteira para os beneficiários do Bolsa-Família - que completa cinco anos de existência em outubro - tem sido uma preocupação freqüente nas conversas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o programa, afirma o ministro.

Além da nova secretaria, Patrus também articula, com um projeto já encaminhado ao Congresso, o aumento do número de funcionários de sua pasta - atualmente com 1.300 pessoas, das quase 700 são terceirizadas.

Na opinião do ministro, as políticas sociais do Brasil devem continuar sendo aperfeiçoadas e ampliadas. “Não acho que as políticas sociais um dia vão acabar, como imaginam algumas pessoas. Sou defensor do Estado do bem-estar social”, afirma. “Isso significa a construção de um país que ofereça a todas as pessoas um patamar igual de direitos e oportunidades. A cada ser humano as mesmas chances.”

O Bolsa-Família atende 11 milhões de famílias. Desse total, 206.700 estão no Estado São Paulo - para onde o programa destina mensalmente R$ 13,8 milhões.

25-07-2008 | 10:33

Jornal do Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) teve alta de 0,63% em julho, abaixo do 0,90% registrado em junho, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A desaceleração nos preços dos alimentos foi o fator principal na redução do índice. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,33% – entre janeiro e julho do ano passado, o indicador acumulava alta de 2,42%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice teve alta de 6,30%, acima dos 5,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Neste mês, o índice referente ao grupo de alimentação e bebidas apresentou alta de 1,75%, abaixo dos 2,30% vistos em junho. Ainda assim, o indicador foi responsável por 63% da composição do IPCA-15 deste mês.

Produtos com peso significativo tiveram desaceleração no IPCA-15 de julho. O arroz, que subira 17,09% em junho, teve alta de 2,82%. O pão francês desacelerou de 3,43% para 0,11%. Já a farinha de trigo apresentou variação de 1,06%, ante 6,95% no mês anterior.

Os preços do feijão e das carnes aceleraram em julho. O feijão carioca, que caíra 0,59% no mês passado, registrou alta de 17,07%.

O feijão preto acelerou de 5,45% para 6,74%. As carnes subiram de 5,35% para 6,86%, enquanto a refeição fora de casa teve aumento de 1,89%, ante 1,55% no mês anterior.

Os produtos e serviços investigados também contribuíram para a desaceleração do IPCA-15.

Apenas o grupo de transportes registrou aceleração (de 0,27% para 0,41%) em julho, entre os nove avaliados. O resultado foi influenciado pela alta da gasolina (de -0,23% para 0,79%).

O segmento de habitação desacelerou de 0,53% para 0,32%, em função principalmente das tarifas de energia elétrica, que caíram 0,35%, ainda que um reajuste de 8,63% esteja em vigor desde o dia 4 de julho, em São Paulo.

Ao todo, os produtos não-alimentícios apresentaram aumento de 0,29% em julho, depois de registrar elevação de 0,50% no mês anterior. No ano, esses produtos acumulam alta de 2,61%.

25-07-2008 | 10:31

Karla Correia
Jornal do Brasil

Com o recesso parlamentar, o Judiciário em regime de plantão e o envolvimento de congressistas e ministros na já aquecida campanha pelas prefeituras em suas bases eleitorais, Brasília tomou ares de cidade fantasma nesta semana. Ao menos dez dos 34 ministros que compõem a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – ele próprio cumprindo uma agenda lotada de viagens para o exterior – debandaram da cidade para cuidar de compromissos oficiais e não-oficiais nos Estados.

É o caso do ministro da Cultura, Gilberto Gil, em turnê de shows pela Europa com sua Broadband Band Festival. Na agenda publicada na página pessoal de Gil na internet, ontem, constava um show em Roma (Itália). Amanhã, será a vez da cidade francesa de Montauban ouvir os trinados do ministro. Também cumprindo agenda internacional, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, levou praticamente todo o comando das Forças Armadas para Las Vegas.

Bandeira vermelha

Lá, o ministro, acompanhado do do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel, acompanhará a atuação da Força Aérea Brasileira na operação Red Flag – uma espécie de combate simulado envolvendo as Forças Aéreas dos Estados Unidos e países aliados para exercício de confronto bélico aéreo.

Jobim, que permanece nos Estados Unidos até o fim do mês, ainda passará pelas cidades de Miami e Key West, na Flórida, onde se encontrará com o Comandante do Comando Sul, Almirante James Stavridis, responsável pela implementação da estratégia militar americana na América Latina.

Titular da pasta de Ciência e Tecnologia, o ministro Sérgio Rezende trocou ontem Brasília por Olinda (PE), onde recebeu título de cidadão honorário da prefeitura. Rezende foi secretário do Patrimônio, Ciência e Cultura da Prefeitura de Olinda, nos anos de 2001 e 2002 e pertence aos quadros do PSB, que faz parte da base de apoio de Renildo Calheiros (PCdoB), candidato à prefeitura da cidade.

De Teresina ao Rio

O VIII Fórum de Governadores do Nordeste, realizado em Teresina (PI) começa hoje com a participação dos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, discutindo a demanda dos governadores pela desburocratização dos repasses de recursos federais voltados para investimentos nos Estados.

Já os ministros do Turismo, Luiz Barreto, e do Esporte, Orlando Silva, se deslocaram ao Rio de Janeiro ontem para participar da apresentação da Casa Brasil em Pequim, que irá promover e divulgar o país na China durante as Olimpíadas, e da Conferência de Ministros responsáveis pela Juventude e Desporto da Comunidade dos Países da Língua Oficial Portuguesa.

25-07-2008 | 10:20

Gazeta Mercantil

A dívida pública federal interna mantém a trajetória de alta motivada pelo impacto da taxa Selic e dos índices de inflação. Em junho, o endividamento, considerando o interno e o externo, chegou a R$ 1,343 trilhão, 0,47% acima do apurado no mês anterior. Os dados fazem parte do relatório do Tesouro Nacional, divulgado ontem. O resultado foi influenciado pelo aumento de 0,62% da dívida pública mobiliária interna que atingiu R$ 1,247 trilhão. Já o rombo público externo caiu 1,5% para R$ 96,1 bilhões, graças à valorização da moeda nacional em relação às demais moedas que compõem o endividamento externo do governo federal. O Plano Anual de Financiamento (PAF) estima que a dívida pública federal total fechará este ano entre R$ 1,480 trilhão e R$ 1,540 trilhão.
O aumento da Selic, um dos indexadores dos títulos públicos interno, já é visível no crescimento do rombo público interno. Em junho, a parcela do endividamento atrelada a Selic foi de 34,46%, o equivalente a R$ 429,76 bilhões. Ficou abaixo do apurado em maio, de 35,42%. A baixa foi puxada pelo resgate líquido de papéis atrelados à Selic no valor de R$ 13,5 bilhões. Se considerar que a parcela da Selic será mantida nos próximos 12 meses, o impacto direto do aumento do juro de 0,75 ponto percentual sobre a dívida interna será de R$ 3,22 bilhões. A avanço da Selic foi concedido anteontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Se considerar a alta da taxa de juro concedida nas últimas três reuniões - de 1,75 ponto percentual - o impacto direto sobre o endividamento será de R$ 7,52 bilhões.
Apesar do movimento de alta da Selic, o coordenador de Operações da dívida pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, não "notou" uma forte procura de investidores por títulos indexados à taxa Selic. A dívida interna também subiu em virtude da inflação em alta. A fatia dos títulos públicos remunerados por índices de preços saltou de 27,37% para 27,90% entre maio e junho. Por sua vez, a participação dos prefixados nos títulos da dívida oscilou de 34,30% para 34,77% no período.
Diante do incremento das variações da taxa Selic e dos índices de inflação, sobretudo o IGM-P, o custo médio da dívida pública interna saltou em junho para 14,45% anuais, após registrar alta de 14,20% no mês anterior. Nos últimos 12 meses, o custo subiu de 12,72% para 12,91% anuais, em decorrência da maior variação dos índices de preços na comparação com junho de 2007.
O secretário do Tesouro argumenta que o impacto do juro sobre a dívida total do governo federal foi de R$ 12,9 bilhões em junho. Segundo ele, parte da "apropriação" - reserva financeira para o pagamento do juro - foi compensada, entretanto, pelo resgate líquido de papéis no valor de R$ 6,3 bilhões no mês. As emissões totais de títulos somaram R$ 24,5 bilhões. Foram 50,30% indexados à Selic, 28,18% à remuneração prefixada; 20,9% a índices de preços; e 0,53% aos atrelados à TR (taxa de juro de referência).

25-07-2008 | 10:18

Gazeta Mercantil

Para driblar a falta de oficiais da Marinha Mercante, a Transportes Bertolini, o maior operador de barcas do País, tem formado seus próprios profissionais. Em um convênio com a Marinha do Brasil, a companhia financia um curso técnico para formação de oficiais destinados a embarcações fluviais. Segundo o diretor executivo da empresa, Daniel Luis Carvalho, por ano são investido R$ 200 mil em cursos profissionalizantes.
"Como hoje há somente duas escolas para a formação de oficiais no Brasil, esses profissionais são logo contratados pelas grandes empresas de cabotagem e off shore. Não sobra oficiais para comandar nossos barcos", disse Carvalho. A empresa tem ao todo 280 tripulantes em 115 embarcações.
Para minimizar este déficit, a Transportes Bertolini em conjunto com outras empresas de navegação fluvial, promoveram um curso técnico com o aval da Marinha. "Esses cursos têm duração de três meses e por ano são formados cerca de 60 alunos. Até agora estão suprindo nossas necessidades", ressaltou.
O curso tem duração de três meses e o aluno sai com a qualificação técnica para comandar as embarcações nos rios brasileiros. "Geralmente, os interessados são contratados pelas empresas assim que iniciam o curso. Isso para evitar que as companhias de cabotagem ou off shore busquem esse aluno", ressaltou. O salário do profissional que conduz embarcações nos rios brasileiros está entre R$ 1,6 mil a R$ 6 mil, já o oficial que trabalha nas empresas de cabotagem, offshore e apoio marítimo ganha entre R$ 6 mil a R$ 10 mil por mês.
"Há dois anos buscamos alternativas, pois, o transporte por hidrovia, é um mercado que cresce muito, cerca de 20% ao ano. Já pedimos até para o sistema "S" (da Confederação Nacional de Transportes) que através do Senat, ministre um curso de formação profissional para a navegação brasileira. Isso foi há dois anos. Ainda não houve resposta", disse Carvalho.
Busca por aposentados
A Aliança Navegação e Logística busca profissionais aposentados para tentar driblar a falta de oficiais no mercado. O gerente de Recursos Humanos da empresa, Marco Antonio Gomes, disse que muitos profissionais que se formam nas duas escolas existentes no Brasil, o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), no Rio de Janeiro e o Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém, não ingressam na profissão.
"Isso nos leva a buscar esse profissional no mercado. Muitos já deixaram de atuar", disse Gomes. Além disso, a Aliança não incentiva a aposentadoria para os oficiais que já passaram dos 60 anos. "Mantendo esse profissional na ativa conseguimos reduzir um pouco esse déficit", explicou.
Mais hora extra
Outra medida adotada pela empresa, é aumentar o número de horas extras dos profissionais embarcados. "Isso tudo é paliativo. Vimos com muito espanto as previsões de que em 2010 haverá um desequilíbrio de 25% entre a oferta de oficiais e demanda por esse profissional. Qualquer medida que for feita tem que ser agora, pois, demora muito para formar um profissional", disse.
A Log-In Intermodal também busca profissionais aposentados para completar seus quadros de oficiais. O diretor de Navegação da empresa, Rômulo Otoni, disse que além de aposentados há um trabalho para cativar os futuros oficiais. "A partir do segundo ano de curso recrutamos os melhores alunos para conhecerem a empresa. Dessa forma, garantimos nossos oficiais".

25-07-2008 | 10:08

Gazeta Mercantil

Apesar da instabilidade do mercado acionário, que provocou uma fuga do segmento de renda variável como um todo com as perdas do setor bancário, o Brasil têm se destacado frente aos demais países emergentes.
Os fundos de ações da América Latina registraram aportes de US$ 1 bilhão no primeiro semestre deste ano, beneficiados pelo aumento do preço das commodities e das exportações de recursos naturais regionais. O volume, no entanto, ficou abaixo do alcançado no mesmo período do ano passado, que somou entrada de US$ 4,934 bilhões. Só o fluxo de investimento para ativos brasileiros fechou o semestre positivo em US$ 611 milhões, porém abaixo dos US$ 1,058 bilhões registrado no mesmo período de 2007, segundo a consultoria EPFR Global.
Para o diretor da BNP Paribas Asset Management, Luiz Sorge, houve uma diminuição na velocidade de captação, porém o Brasil está recebendo mais recursos que muitos países emergentes como China, Índia e Turquia. "As bolsas asiáticas sofreram forte queda, com a correção do preço dos ativos que estavam bastante inflados", afirma.
Os países asiáticos têm sido impactados com o aumento da inflação e a preocupação dos investidores com o desempenho das exportações com o enfraquecimento da economia norte-americana. Os fundos de ações da Ásia, excluindo Japão, registraram saque de US$ 9,827 bilhões no primeiro semestre, o que também acabou impactando os fundos com foco no grupo do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) que apresentaram resgates de US$ 519 milhões no período.
O grupo de fundos Emea, que engloba os mercados do Leste Europeu, Oriente Médio e da África, tiveram melhor desempenho entre os fundos de mercados emergentes, com aporte de US$ 2,1913 no semestre, com os investidores buscando exposição aos recursos naturais da Rússia e aos petrodólares que entram na África e Oriente Médio.
Sorge afirma que o Brasil se descolou um pouco desses países, após receber o grau de investimento. "O País tem a seu favor uma pauta de exportação menos dependente do mercado norte-americano, além de apresentar melhora nos fundamentos macroeconômicos ", diz.
Os fundos de ações do BNP Paribas Parvest Brasil, distribuído globalmente, e o fundo Brasil distribuído no Japão, somaram captação líquida de US$ 160 milhões no primeiro semestre, enquanto a captação líquida para os fundos com foco na América Latina: Parvest Latam e Bonjour Latam, ficou, segundo Sorge, praticamente zerada. "O fundo Brasil distribuído no Japão, lançado em novembro de 2007, tem apresentado boa captação, somando patrimônio de US$ 1,2 bilhão", afirma.
O fundo Parvest Bric também apresentou bom desempenho no período, somando captação de US$ 160 milhões.
Ativos atrativos
Sorge afirma que os múltiplos do Brasil ainda estão muito atrativos após a recente queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) , que só em junho apresentou recuo de 11,43%. Hoje o índice preço/lucro da bolsa brasileira, que estima quantos anos os acionista terão o retorno de seu investimento, está em torno de 11,8 vezes, abaixo de outros países emergentes como China (15,8 vezes), Índia (12,6 vezes), México (12,4).O gestor de renda variável para os fundos offshore da HSBC Global Asset Management, Luiz Ribeiro, os mercados de ações emergentes apresentaram captação negativa em junho e julho, com o aumento da inflação e com a desaceleração da economia global. "Os investidores migraram parte de seus investimentos em renda variável para instrumentos mais conservadores, como fundos de renda fixa", diz.
Segundo Ribeiro, tanto os fundos de ações Brasil distribuídos para investidores estrangeiros pelo banco , como os fundos do banco dedicados à América Latina e ao grupo Bric acumularam captação líquida negativa no primeiro semestre. No entanto, Ribeiro acredita que os preços dos ativos brasileiros estão descontados, e que os fundos de ações do Brasil devem voltar a captar recursos estrangeiros assim que o mercado se estabilize. "A economia real no Brasil não foi afetada e projetamos um crescimento do lucro das empresas de 30% em dólar para este ano", afirma.
Ele destaca o crescente interesse de investidores asiáticos por ativos brasileiros. O banco lançou em fevereiro deste ano um fundo Brasil na Coréia do Sul , que acumula patrimônio de US$ 85 milhões, além de ter um fundo Brasil, distribuído no Japão desde abril de 2006, que apresenta patrimônio de US$ 1,3 bilhão.
Na semana passada, o banco de investimento Morgan Stanley elevou a classificação dos ativos brasileiros de "equal-weight", na média do mercado, para "over-weight", acima da média, recomendando a compra dos papéis.
De acordo com o banco, as expectativas de crescimento do lucro das empresas brasileiras permanecem entre as mais fortes atualmente, com projeção de aumento de 25% em 2008. "Nos últimos seis meses, as ações brasileiras demonstraram exuberante desempenho, operando sempre com desconto frente aos demais emergentes", aponta o relatório .
Ribeiro destaca que os setores ligados à commodities, principalmente mineração e petróleo, ainda são os de maior demanda por parte dos investidores estrangeiros, por terem maior liquidez.
O banco Morgan Stanley também recomenda a exposição aos setores de petróleo e mineração, que segundo o banco estão sendo negociados com desconto, e sugere evitar os papéis atrelados ao consumo interno. "A expectativa de enfraquecimento no ritmo de queda na taxa básica de juro do País implica em um cenário mais difícil para os setores ligados à demanda doméstica em 2008 na bolsa", aponta o relatório.

25-07-2008 | 09:45

Fonte: gazeta do povo

Livro ensina às mulheres os passos para se aposentar com tranqüilidade. Uma boa opção está no recomeço profissional. De cada cem pessoas que se aproximam da idade de se aposentar, apenas duas são financeiramente independentes

Você já pensou na sua aposentadoria ou é daquelas pessoas que nem pode ouvir falar no assunto? Se o seu caso é o segundo, saiba que não está sozinho: de cada cem pessoas que se aproximam da idade de se aposentar, apenas duas são financeiramente independentes. Trocando em miúdos, uma minoria se prepara para essa inevitável fase da vida. Para os consumistas de plantão, a má notícia é que, segundo pesquisas, 80% da população aposentada do país vive com até dois salários mínimos, sendo que 24% do orçamento é engolido pelo supermercado e 15%, por gastos com saúde.

 

Levando-se em conta que a expectativa de vida entre as mulheres é oito anos maior do que entre os homens, está mais do que na hora de rever conceitos. Para a comentarista econômica Mara Luquet, a resistência à aposentadoria começa pelo estigma da palavra, associada ao fim da vida, o que não é verdade. A mulher de 50, 60 anos, graças aos avanços da medicina e da ativa participação no mercado de trabalho, quer distância das agulhas de tricô.

 

“O grande desafio é desmistificar o envelhecimento e varrer da cabeça idéias soturnas. Se você pensar no conceito de independência financeira e nas coisas boas que a aposentadoria pode proporcionar, a idéia muda de figura”, diz Mara, que, juntamente com jornalista Andréa Assef, divide a autoria do livro Aposentada Ficava a Sua Avó – um Guia de Independência Financeira das Meninas Iradas! (Editora Saraiva). “A autonomia financeira liberta a pessoa de um trabalho chato, e encoraja novos desafios”.

 

Além de exercer uma atividade prazerosa, não se deve esquecer que, para viver bem e sem aborrecimentos muito além dos 60, é preciso evitar dívidas, ter um fundo generoso de reserva e um custo fixo baixo. No Brasil faltam pesquisas a respeito, mas nos Estados Unidos estudos apontam que a incidência de pobreza entre mulheres na terceira idade é de 20%.

 

A partir de uma experiência pessoal, Teresa Heinz Kerry, esposa do político John Kerry fundou uma organização não-governamental (ONG) que promove a educação financeira das mulheres. Quando perdeu o primeiro marido, revelou que se sentiu insegura quanto ao futuro. Se ela, uma mulher bilionária, ficou insegura, imagine as outras?

 

Segundo Mara, culturalmente, a mulher – “sobretudo a latina” – é muito sensível às demandas da família e, por isso, não se preocupa com um sistema de poupança pessoal. Há também a questão econômica. Quando empregadas, as mulheres ganham em média 30% a menos do que os homens brasileiros. Isso sem contar as chefes de família (18,5 milhões em 2006, segundo o IBGE), responsáveis diretas pelas despesas da casa, saúde, educação, transporte e alimentação dos filhos.

 

Novo negócio pode ser uma das saídas

É preciso ter fôlego físico e financeiro para viver mais do que as avós. Não se pode contar exclusivamente com os parcos rendimentos da Previdência Social e do sistema público de saúde, à beira de um colapso, não só no Brasil.

 

A saída é partir para um plano B, como abrir um negócio próprio, investir numa segunda carreira ou aplicar o dinheiro. Tudo vai depender da idade, tempo que falta para se aposentar, fontes de renda, moradia (própria ou alugada) e montante de dinheiro disponível para investimentos.

 

“Na dúvida, invista pouco e sempre”, aconselha Mara. Antes de se decidir por um plano de previdência, analise os prós e contras, pois alguns são bons, porém muito caros. Lembre-se que, ao adquirir um plano de previdência, você também paga impostos.

 

Caso a opção seja investir em ações, avalie se vai se sentir confortável com os riscos que vai correr. Outra dica importante é fugir de planos que oferecem lucros mirabolantes, com garantia de risco zero.

24-07-2008 | 10:44

Jornal do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou, ontem, que evitará participar das campanhas eleitorais. Belo Horizonte, onde assumiu compromisso, é uma das poucas cidades onde deve aparecer. Ao ser questionado sobre as eleições, Lula respondeu:

– Eleições? Tô fora.

Ele afirmou ter dificuldade de fazer campanha porque tem "muitos aliados" em todo o país. A idéia do presidente é manter uma intensa agenda de viagem até as vésperas das eleições de outubro.

– Vou evitar ao máximo possível participar das eleições municipais, vou tentar fazer minhas viagens dentro do Brasil e fora – explicou. – Vou deixar as eleições para os partidos e para os candidatos.

Dificuldades

Lula reconheceu que uma das dificuldades para subir em palanques é que tem vários aliados que disputam entre si nos mesmos locais. Para evitar o mal-estar na base de apoio do governo, o presidente vai se empenhar para escapar das campanhas.

– Afinal de contas, eu tenho muitos aliados disputando as eleições – argumentou. – O resultado é sempre assim: os que ganham acham que o mérito é deles, e os que perdem depositam nas minhas costas a derrota, porque eu não fui ou porque fui apoiar o outro.

O presidente vetou terça-feira a participação dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) em palanques fora de seus Estados. No caso de Dilma, poderá fazer campanha apenas no Rio Grande do Sul, enquanto Múcio ficará limitado ao restante do país. Por autorização do presidente, os demais ministros estarão livres para participar de campanhas em quaisquer locais do Brasil

24-07-2008 | 10:42

O Globo

O governo vai reduzir o número de beneficiários do Bolsa Família que serão treinados para trabalhar na construção civil, a partir de setembro, em 13 regiões metropolitanas, incluindo o Rio. Os cursos de qualificação profissional, primeiro esforço para criar uma porta de saída do programa, atenderão 185 mil pessoas a partir de setembro, anunciou ontem o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A previsão era treinar 240 mil, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

A redução é resultado do corte geral de cerca de R$3 bilhões em todos os ministérios para a obtenção de superávit fiscal (economia para pagar juros). O investimento cairá de R$200 milhões para R$145 milhões.

Em agosto, o ministério enviará cartas a 1,7 milhão de famílias aptas a participar do treinamento. Os interessados deverão procurar agências do Sistema Nacional de Emprego. Só um integrante por família poderá ser matriculado, desde que tenha concluído pelo menos a 4ª série do ensino fundamental e idade entre 18 e 60 anos. O governo pretende reservar 30% das vagas para mulheres. Os cursos começarão em setembro.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, disse que os alunos com bom aproveitamento serão empregados ao final do curso, com duração de 200 horas. Segundo ele, o setor precisa de mão-de-obra qualificada e paga salários acima de R$600 mensais.

24-07-2008 | 10:28